terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Daqui a 100 anos.

  Esse ano temos a liberação para domínio público dos livros de de H.G. Wells devido ao aniversário de 70 anos de seu falecimento, o escritor que conheci na sexta série do ensino fundamental quando vi um livro chamado "A máquina do tempo" na biblioteca da escola.  Passei a ler um capítulo em cada intervalo até finalmente concluí-lo, abrindo as portas da minha mente para um dos pais da ficção científica, assim acho adequada falar de uma das minhas obras favoritas dele.
            E "Daqui a 100 anos" não é a adaptação de um livro, mas um roteiro escrito direto para cinema cuja produção do filme foi supervisionada pelo próprio, então vamos falar um pouco do sr. Wells.
     Sua obra começou na parte de romances e contos passando depois a discursos de defesa dos direitos trabalhistas. O criador das Crônicas de Nárnia, C.S.Lewis, adorava seu estilo e repudiava seu conteúdo, o que levou a Lewis a criar sua própria ficção científica (a Trilogia Cósmica). Outra inspiração foi na DC Comics, com o escritor sendo a inspiração do Dr. Wells do seriado Flash assim com já tendo aparecido como um viajante do tempo em "Lois & Clarck : As novas aventuras do Superman" e uma pequena homenagem em "Legends of Tomorrow".
         Suas obras marcaram vários pontos da ficção científica e da fantasia. As bases modernas pra invasões marcianas em "Guerras dos Mundos", monstros gigantes  gerados por energia cósmica em "Alimento dos deuses", a primeira viagem no tempo com uso de máquinas em "Guerra dos Mundo", até a base de todos os wargames, RPGs e jogos modernos de tabuleiro através do livro "Pequenas guerras",  um dos primeiros manuais pra uso de soldados de brinquedo e seus acessórios pra jogos de combate entre 2 ou mais jogadores. Assim, muita coisa esboçada séculos antes no mundo da mitologia e fantasia foi refinada pelo pensamento científico pós-revolução industrial através da mente de Wells.
          Sobre o filme em si, como o nome já indica, ele mostra os altos e baixos culturais e tecnológicos da humanidade num processo que vai de 1940 até 2040.
         Lembrando que o filme foi feito nos anos 30, ele já mostra a preocupação de Wells com uma nova Guerra Mundial (inconcebível pra maioria das pessoas, já que a guerra anterior era conhecida como a Guerra para acabar com todas as guerras) e uma discussão sobre se seus efeitos são mais benéficos ou deletérios para a humanidade, algo que acompanhará todo o filme.
         O primeiro arco mostra uma cidade similar a Londres tentando sobreviver a um inimigo desconhecido que a bombardeia.
           O próximo arco mostra o protótipo dos filmes de apocalipse zumbi que tanto amamos, mas sem criaturas devoradoras de cérebro, mas um rascunho daquilo que seria o zumbi científico dos filmes atuais.
          Vencendo a praga uma nova ordem surge das ruínas, cujo visual e estrutura lembra muito o que seria feito décadas depois com Mad Max! Um líder tirano que tenta manter-se bélico a qualquer custo numa sociedade em que combustível e munição são raros e mais raros ainda quem tem o conhecimento para produzí-los! Um sociedade que se chocará com um grupo que deixou o belicismo para trás em troca de focar-se no progresso social e tecnológico, uma tecnocracia onde apenas cientistas governam.
         Finalmente após o embate dos 2 povos uma nova cidade é construída . Mas quando um passo tecnológico crucial está prestes a ocorrer eclode uma guera civil! E, saindo do padrão dos anos 30, uma personagem feminina é a grande propulsora para dar um novo passo para humanidade.

       Atualmente está disponível no Brasil no box da Versatil "Clássicos Sci-fi vol 3" com vários documentários. Já viram esse filme? Leram algo de H. G. Wells ou devido dele? 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Star Wars: Legends vs Canon

O título da matéria daria um ótimo nome pra uma história de Guerra Nas Estrelas! O que falarei hoje é da divisão criada pela Disney em todas as produções de Star Wars em qualquer mídia: o canônico e o selo Legends.
         Conheci essa divisão quando fui em um dos primeiros grandes eventos da Editora Aleph, o o sugestivo nome de Encontro Intergaláctico, em que metade dos seus lançamentos  (e sua principal notícial) eram os livros de Star Wars que trariam em massa pro Brasil, mantendo praticmanete o ritmo de um livro por mês. Muuuuita coisa. E uma parcela desses livros, assim como vários quadirnhos que estavam chegando na época do episódio VII, tinham o diferencial de uma faixa amarela escrita Legends.
            E a grande responsável por isso foi a Disney. Havia uma quantidade de material multimídia publicado durante décadas de Guerras nas Estrelas: games, quadrinhos, livros, RPGs, etc, e tudo lançado antes da compra pela chefia do Mickey e que tivesse qualidade poderia ser republicado com o selo Legends. Já  tudo que fosse criado sob tutela da Disney seria canônico.
        Mas porque isso? Porque a complexidade das cronologias de tudo já lançado era gigantesca, com múltiplas linhas do tempo existindo e com qualidade extremamente variável. No livro "Como Star Wars conquistou o universo" nos é revelada uma tabela interna da empresa de George Lucas em que cada obra nova ganhava uma nota que varia do Lixo ( nunca comentar a existência nem relançar) até George ( mencionar a vontade em futuras obras).
     Mostrando a complexidade da coisa, no primeiro número da coleção Planeta de Agostini dos quadrinhos de Guerra nas Estrelas temos um linha do tempo que situa os eventos de games,quadrinhos e outras mídias e simplesmente tem material espalhado ao longo de CINCO MIL ANOS  das história galáctica. E vocês achando o multiverso DC complexo...
    Assim o selo Legends surge pra organizar geral. E porque o nome? Porque tudo com esse título são as LENDAS contadas pela galáxia! Como assim? Lembra no episódio VII quando Han Solo avisa para Rey e Fin que as lendas são verdadeiras? Então, essas lendas são todo esse material já publicado e que existem dentro do universo de Star Wars atualmente como histórias contadas de boca em boca dentro da Nova Repúlica assim como dentro da primeira ordem, cujo grau de veracidade é extremamente variável, distorcido tanto pela qualidade de reconstituição dos dados históricos quanto pela propaganda política das duas forças! Assim, manteve-se uma influência indireta do material anterior dentro da franquia mas sem atrapalhar-se em sua diversidade e  divergências(explicadas agora pelo fato de serem lendas).
        Já o material Disney, sem nenhum selo, é exatamente o que aconteceu, servindo para mostrar a origem dos personagens dos filmes e seriados (que continuam valendo! Se saiu em DVD é canônico:-)  ) , sempre sintonizado com o último filme em exibição.
          Espero que assim tenha ficado mais claro!