quinta-feira, 7 de julho de 2016

Patrulha do Destino por Grant Morisson



Considerados aberrações pelo resto da humanidade,  liderados por um gênio paraplégico que ajuda a transformar suas maldições em dons eles ...não são os X-men! 
Volume 1 -capa
A Patrulha do destino foi criada no mesmo ano que os mutantes da Marvel ( inclusive antes, podendo ser um das influencias de Stan Lee para criá-los). Ambos quase caíram no esquecimento após os primeiros anos de aventura, até que no final dos anos 70 os X-Men foram drasticamente renovados (ganhando sua cara atual), já a Patrulha do Destino foi oferecida a Grant Morisson após a DC Comics ver seu trabalho fantástico em Homem-Animal. O resultado foi um sucesso ( o suficiente para, anos depois, o Morisson ser contratado pelo concorrente para trabalhar com os X-men)
            A ideia básica é cada cada integrante de habilidades decorrentes de algum acidente bizarro/cósmico e usam sua experiência com este tipo de evento para salvar a humanidade de catástrofes bizarras demais para a mente de outros heróis. Grant então começa seu arco a partir de uma equipe nova precisando ser formado, após a última ter parte de seus membros mortos ou inutilizados durante uma invasão alienígena recente (inclusive mencionada no primeiro encadernado do Homem-Animal).

       A partir dai o homem-robô, amargurado pelas limitações sensoriais de seu corpo robótico, finalmente começa a se reerguer emocionalmente ao ver uma mutante ainda mais perturbada com 64 personalidades diferentes (cada um com o poder descontrolado). Apoiando uma ao outro para superarem seus traumas terão que levar sua habilidades ao limite para sobreviver a uma nova invasão, desta vez de uma realidade artificial, e encontrar novos e velhos aliados para combater esse mal.
               Jane, dona das 64 personalidades, está longe de ser um deus ex-machina (  nome dado ao recurso narrativo usado pra resolver tudo sem maiores explicações) , já que o auxílio do Homem- Robô é fundamental para deixá-la mentalmente equilibrada ( e não virar uma ameça pra própria equipe).             
Volume 2 - capa
          Lançados no Brasil temos 2 dos 6 encadernados que compõem a série, sendo laçando um volume novo a cada 2 meses ( essa consegui pegar diretamente do Levi Trindade, um dos editores da Panin). Meu primeiro contato com os heróis foi numa aventura da Liga da justiço, onde , inclusive, vi no vilão da Patrulha a base do conquistador mundial que aparece no desenho Diabólico e Sinistro! Anos depois a Patrulha participaria de um episódio dos Novos Titãs como a primeira super-equipe que acolheu o Mutano. E agora chegaram o s encadernados que descubro serem escritos por meu quadrinhista favorito!  
   O primeiro , Saindo dos Escombros, mostra a história acimada somada ainda à ameça do fantasma de um antigo assassino europeu e uma nova integrante tendo que aprender a controlar seus demônios internos (literalmente).
    Já o segundo , A pintura que devorou Paris, mostra a origem da Irmandade Dada e seu plano de usar uma pintura mágica para devorar o planeta ( 20 anos antes de Lost Canvas! Achei tua base, Kurumada!).  Prosseguindo, ainda nesse encadernado, temos um culto maligno que usa as migalhas esquecidas da memória das pessoas para construir seus subornados e, entre as duas aventuras, uma jornada de cura e redenção pela mente de Jane . Por fim, um história solo do homem-robô onde a luta entre mente e corpo atinge proporções bizarras.
      Os embriões de muitos trabalhos do Morisson estão aqui, especialmente os vilões principais que ele criou para Multiversity ( especialmente na seita maligna) e para X-men (com destaque pra Irmandade Dadá) .
        Metalinguagem mesclada a uma visão dos quadrinhos como meio de reflexão dos nossos conflitos interiores.