domingo, 3 de julho de 2016

Homem Animal - Nascido para ser Selvagem

Hoje prossigo falando da segunda fase do Homem Animal na Vertigo.
A Vertigo foi uma linha de quadrinhos lançada pela DC Comics nos anos 90 devido ao sucesso, nos anos anteriores, dos trabalhos tematicamente mais pesados desenvolvidos por Alan Moore e Frank Miller.   Pelo mesmo motivo esse período dos quadrinhos foi chamado de "Invasão Inglesa",  já que a DC Comics buscou no Reino Unido autores alternativos experientes e de impacto para preencher suas fileiras . Assim ,surgiu a fase do Homem Animal escrita por Gant Morison, que descrevi aqui.   
seu sucessor foi o artista Peter Milligan, cujo encadernado foi lançado recentemente pela Panini
          Peter já tinha trabalhado na Vertigo e passaria boa parte da sua carreira lá. Mas como ele prosseguiu o trabalhado de Grant que alternava um equilíbrio delicado entre as temáticas de ativismo ecológico e metalinguagem quadrinhística?  Acho que a famosa frase "O homem vive numa corda diante do abismo entra a fera e o super-homem" resume a solução ( ela não aparece na história mas a frase de Nietzche é muito louca, né?). Se Grant Trabalhou como os pontos extremos da corda agora sobre esse abismo o roteirista lança nosso protagonista.
         Aqui o Homem -Animal acorda de um coma sem lembranças da ameaça que o abateu e se assusta com seus mundos internos e externo descontrolados. De um lado seus poderes estão afetando sua mente progressivamente Do outro seus familiares estão diferentes do que lembra. Tudo parece ser uma visão piorada em que ele tem que descobrir o que está errado. E nesse mundo desequilibrado ainda  
         Meta-humanos cujos poderes parecem ser mais estéticos que funcionais, poesias concretas na forma de personagens, como se palavras fosse sorteadas aleatoriamente de uma enciclopédia para criar um super-humano são a primeira frente desse estranho humano. Na outra temos assassinas cuja mentalidade infantil e habilidade mais brutais deixam ainda mais tensa a mera sobrevivência nessa realidade.
         Assim o herói busca sobreviver tanto física quanto mentalmente a esse mundo novo assim como dar um jeito de voltar pra casa.
        E vc, Luiz? Um fã do Grant como você gostou? Considerando a fama de Morrison de criar histórias que ninguém conseguia continuar direito me surpreendi com Peter, como podem ver acima.
Apesar de ser um pouco forçado o motivo da disruptura da realidade, é totalmente compatível com os eventos de reestruturação da realidade que ocorrem no final da saga do Grant. Além disso, precisei controlar os olhos para não chorar com as reflexões sobre as vidas das crianças que aparecem na série.

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