sábado, 30 de julho de 2016

As empoderadas


       O Social Comis está investido pesado na produção de material próprio e o último grande resultado é a HQ virtual “As empoderadas”, a comissão de frente da Pagu comics!
       A Pagu Comics é um selo editorial criado pela parceira entre a Editora Cândido e o Social Comics (valeu o toque!) dedicado a quadrinhos de super-heroínas, coordenada por Ana Recalde, coautora da graphic novel Beladona. Numa entrevista dada ao site Terra Zero foi dado detalhes da criação do projeto com a ideia de um universo compartilhado por diferentes títulos, inspirado tanto pela Legião dos Super-Heróis (da DC Comics) e  quanto pela Excalibur (da Marvel Comics). Pagu foi uma artista modernista que chegou a publicar contos de detetive décadas atrás.
        Nesse primeiro volume de“As empoderadas”, com história e desenhos feitos por Germana Viana, temos a origem mostrando como Li, Daniela e Fabi, de diferentes grupos etários e étnicos. Um evento cósmico dá poderes “aleatórios” a várias pessoas pelo Brasil (similar ao Evento Branco do Novo Universo da Marvel dos Anos 80). então deverão apreender a controlá-los, lidar com suas famílias e com o surto de super-humanos descontrolados pela cidade de São Paulo.

           Narrativa divertida alternando comédia e drama cuja ação vai aumentando cada vez mais ao longo da edição, acompanhado por um desenho que lembra bastante Academia Gotham mais puxado pro Comics.Não espere qualquer propaganda feminista , mas apenas uma boa história que mostra diferentes formas de ser um divertido super-herói numa história completa. Aguardando novas aventuras, inclusive o resultado a votação que houve na fanpage do facebok do Social Comics em torno de como seriam os uniformes que as super-heroínas passariam a utilizar nas próximas edições!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Patrulha do Destino por Grant Morisson



Considerados aberrações pelo resto da humanidade,  liderados por um gênio paraplégico que ajuda a transformar suas maldições em dons eles ...não são os X-men! 
Volume 1 -capa
A Patrulha do destino foi criada no mesmo ano que os mutantes da Marvel ( inclusive antes, podendo ser um das influencias de Stan Lee para criá-los). Ambos quase caíram no esquecimento após os primeiros anos de aventura, até que no final dos anos 70 os X-Men foram drasticamente renovados (ganhando sua cara atual), já a Patrulha do Destino foi oferecida a Grant Morisson após a DC Comics ver seu trabalho fantástico em Homem-Animal. O resultado foi um sucesso ( o suficiente para, anos depois, o Morisson ser contratado pelo concorrente para trabalhar com os X-men)
            A ideia básica é cada cada integrante de habilidades decorrentes de algum acidente bizarro/cósmico e usam sua experiência com este tipo de evento para salvar a humanidade de catástrofes bizarras demais para a mente de outros heróis. Grant então começa seu arco a partir de uma equipe nova precisando ser formado, após a última ter parte de seus membros mortos ou inutilizados durante uma invasão alienígena recente (inclusive mencionada no primeiro encadernado do Homem-Animal).

       A partir dai o homem-robô, amargurado pelas limitações sensoriais de seu corpo robótico, finalmente começa a se reerguer emocionalmente ao ver uma mutante ainda mais perturbada com 64 personalidades diferentes (cada um com o poder descontrolado). Apoiando uma ao outro para superarem seus traumas terão que levar sua habilidades ao limite para sobreviver a uma nova invasão, desta vez de uma realidade artificial, e encontrar novos e velhos aliados para combater esse mal.
               Jane, dona das 64 personalidades, está longe de ser um deus ex-machina (  nome dado ao recurso narrativo usado pra resolver tudo sem maiores explicações) , já que o auxílio do Homem- Robô é fundamental para deixá-la mentalmente equilibrada ( e não virar uma ameça pra própria equipe).             
Volume 2 - capa
          Lançados no Brasil temos 2 dos 6 encadernados que compõem a série, sendo laçando um volume novo a cada 2 meses ( essa consegui pegar diretamente do Levi Trindade, um dos editores da Panin). Meu primeiro contato com os heróis foi numa aventura da Liga da justiço, onde , inclusive, vi no vilão da Patrulha a base do conquistador mundial que aparece no desenho Diabólico e Sinistro! Anos depois a Patrulha participaria de um episódio dos Novos Titãs como a primeira super-equipe que acolheu o Mutano. E agora chegaram o s encadernados que descubro serem escritos por meu quadrinhista favorito!  
   O primeiro , Saindo dos Escombros, mostra a história acimada somada ainda à ameça do fantasma de um antigo assassino europeu e uma nova integrante tendo que aprender a controlar seus demônios internos (literalmente).
    Já o segundo , A pintura que devorou Paris, mostra a origem da Irmandade Dada e seu plano de usar uma pintura mágica para devorar o planeta ( 20 anos antes de Lost Canvas! Achei tua base, Kurumada!).  Prosseguindo, ainda nesse encadernado, temos um culto maligno que usa as migalhas esquecidas da memória das pessoas para construir seus subornados e, entre as duas aventuras, uma jornada de cura e redenção pela mente de Jane . Por fim, um história solo do homem-robô onde a luta entre mente e corpo atinge proporções bizarras.
      Os embriões de muitos trabalhos do Morisson estão aqui, especialmente os vilões principais que ele criou para Multiversity ( especialmente na seita maligna) e para X-men (com destaque pra Irmandade Dadá) .
        Metalinguagem mesclada a uma visão dos quadrinhos como meio de reflexão dos nossos conflitos interiores. 


domingo, 3 de julho de 2016

Homem Animal - Nascido para ser Selvagem

Hoje prossigo falando da segunda fase do Homem Animal na Vertigo.
A Vertigo foi uma linha de quadrinhos lançada pela DC Comics nos anos 90 devido ao sucesso, nos anos anteriores, dos trabalhos tematicamente mais pesados desenvolvidos por Alan Moore e Frank Miller.   Pelo mesmo motivo esse período dos quadrinhos foi chamado de "Invasão Inglesa",  já que a DC Comics buscou no Reino Unido autores alternativos experientes e de impacto para preencher suas fileiras . Assim ,surgiu a fase do Homem Animal escrita por Gant Morison, que descrevi aqui.   
seu sucessor foi o artista Peter Milligan, cujo encadernado foi lançado recentemente pela Panini
          Peter já tinha trabalhado na Vertigo e passaria boa parte da sua carreira lá. Mas como ele prosseguiu o trabalhado de Grant que alternava um equilíbrio delicado entre as temáticas de ativismo ecológico e metalinguagem quadrinhística?  Acho que a famosa frase "O homem vive numa corda diante do abismo entra a fera e o super-homem" resume a solução ( ela não aparece na história mas a frase de Nietzche é muito louca, né?). Se Grant Trabalhou como os pontos extremos da corda agora sobre esse abismo o roteirista lança nosso protagonista.
         Aqui o Homem -Animal acorda de um coma sem lembranças da ameaça que o abateu e se assusta com seus mundos internos e externo descontrolados. De um lado seus poderes estão afetando sua mente progressivamente Do outro seus familiares estão diferentes do que lembra. Tudo parece ser uma visão piorada em que ele tem que descobrir o que está errado. E nesse mundo desequilibrado ainda  
         Meta-humanos cujos poderes parecem ser mais estéticos que funcionais, poesias concretas na forma de personagens, como se palavras fosse sorteadas aleatoriamente de uma enciclopédia para criar um super-humano são a primeira frente desse estranho humano. Na outra temos assassinas cuja mentalidade infantil e habilidade mais brutais deixam ainda mais tensa a mera sobrevivência nessa realidade.
         Assim o herói busca sobreviver tanto física quanto mentalmente a esse mundo novo assim como dar um jeito de voltar pra casa.
        E vc, Luiz? Um fã do Grant como você gostou? Considerando a fama de Morrison de criar histórias que ninguém conseguia continuar direito me surpreendi com Peter, como podem ver acima.
Apesar de ser um pouco forçado o motivo da disruptura da realidade, é totalmente compatível com os eventos de reestruturação da realidade que ocorrem no final da saga do Grant. Além disso, precisei controlar os olhos para não chorar com as reflexões sobre as vidas das crianças que aparecem na série.

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