quarta-feira, 25 de maio de 2016

6 meses de Social Comics

Olá, gente! Comemorando o dia do orgulho nerd, hoje compartilharei minha experiência pessoal com o principal aplicativo brasileiro de assinatura de quadrinhos digitais. Seria realmente válido gastar 20 reais por mês numa biblioteca virtual toda legalizada de quadrinhos? Como esse é  o preço básico próximo ao de encadernados capa mole de comics ou de 2 tokohons aqui no Brasil, teria que ter pelo menos mais do que isso para ler mensalmente a fim  de valer a pena.

            No final de novembro comecei usando os 15 dias grátis para ver se realmente teria algo interessante. Logo de cara me vejo num mar de produções independentes nacionais (especialmente mangás) indo do muito bom ao esquecível.  
           A seguir fui atrás do que tinha sido anunciado pela própria empresa que eram o quadrinhos da chamada “era  de outro do quadrinhos”, basicamente histórias de aventura e super-heróis dos anos 40 que concorriam contra a National (DC Comics) naquele período. Apesar da minha decepção de quase tudo estar em inglês e ser em domínio público (logo, já está disponibilizado oficialmente na web), achei o projeto interno deles de tradução, começando com uma edição chamada “Daredevil VS Hitler” onde temos múltiplos super-heróis contra o nazismo ( a primeira coisa que li) e que agora temos mais volumes traduzidos.
        O que me fez ficar mesmo foi ter a maioria das Graphic Novels da editora Nemo disponíveis tanto nacional quanto traduzido de outros países, incluindo clássicos do humor   como Garfield e Snoopy. Assim fui lendo cerca de um 1 encadernado por semana alternado com os gibis nacionais que descrevi acima.
     Após algum tempo descobri que as atualizações mensais são realmente impactantes. De um lado temos empresas de peso colocando seus quadrinhos em massa no aplicativo do outro a facilidade dos autores independentes publicarem seu material. Além disso todas as edições antigas assim com as mais recentes da revista Mundo dos Super-Heróis está lá e desde de o final do ano passado a parceria oficial com o grupo Omelete (sim, o mesmo do site e da Comic Con brasileira) injetou uma grana assim como facilitou os processos de parceria com grandes editoras.
    Claro que já tive o aplicativo bugando com algumas atualizações, resolvido reinstalando o aplicativo .  Descobri que dá pra colocar até 5 quadrinhos em modo off-line por vês para ler em qualquer canto, mais do que isso o sistema trava. Já peguei edições com problemas de digitalização dos quais reclamei assim que via. As respostas eram dadas em 24h horas e o problema corrigido e em média de 7 dias.

        Assim, tive primeiro o material nacional da Draco entrando em massa. Depois 12 edições  de histórias do Seninha e 12 dos Combo Rangers da JBC.
         Meu lado super-heróico se satisfez com o material da editora Valiant no início e agora tenho boas série nacionais como Ultrax e Guerreiros da Tempestade pra ler que entraram recentemente, além do impactante inglês Juíz Dredd.
         Na área de mangás agora há a parceria com a Devir dsponibilizando alta fantasia por meio de Holy Avender, Dragon Bride, e Brigada Ligeria Estelar (este ficção científica espacial ), entre outros.
     
       Existem títulos próprios agora do social Comics, o Diário de Um Super,  uma comédia de aventura que tira sarro de todos o universos de super-heróis em  quadrinhos. Outro recente é Edgar Alan Corvo, um quadrinho e mistério e Aventura com um traço que lembra os Mickey detetive, porém mais sombrio e malandro.
   Na espera estou do selo próprio Pagu Comics, também próprio do Social Comics, onde teremos uma linha de 4 revistas mensais de super-heroínas com inspiração em Legião dos Super Heróis e Xcalibur.
   
     Tem ainda mais material de editoras como Alto Astral, Corja Editorial, entre muitas outras, mas teria mais umas 10 páginas detalhando cada uma, sendo que já comentei algumas aqui.
     Assim,  eis um pouco do que já vivi desse sistema cuja fama já alcançou até a revista Pequenas Empresas& Grandes Negócios. Quem quiser compartilhar suas experiências com ele ou outros aplicativos de leitura compartilhe!        

domingo, 8 de maio de 2016

O possível roteiro do filme da “Liga da Justiça”? A Maxi-série “Condenado”

Oi gente!
Assistindo o filme Batman vs Superman ( que só pra aumentar a treta, achei bem melhor que o Guerra Civil), vi certos elemento bem marcantes de alguns quadrinhos da DC Comics publicados recentemente no Brasil e que podem ser a base de sua continuação, o filme da “Liga da Justiça”.

Capa do volume1
Condenado:
Na série Condenado, publicado no Brasil pela Panini em 2 encadernados, temos uma luta com apocalpise em um nível diferente, passado durante o romance da Mulher Maravilha com o Superman.
No primeiro volume o casal luta contra a fera misteriosamente libertada da Zona Fantasma, aparentemente o monstro de uma profecia kriptoniana que traz o fim do mundo. No entanto, a entidade contamina o Superman , que passa a transformar-se na criatura.
No segundo volume temo o vilão Brainiac aproveitando a confusão para invadir a Tera enquanto um Superman semi- enlouquecido, com auxílio da Liga da Justiça luta contra o lado sombrio de sua própria mente.
Uma das melhores obras recentes do Superman em sua fase Novos 52. Mas o que são os novos 52 e o que tem a ver com os filmes da DC?
O nome Novos 52 é dado a fase atual, quando toda a DC Comics recomeçou do zero seus gibis a alguns anos, recriando as origens e contando novas histórias . O 52 refere-se tanto aos número inicial de gibis mensais que deu origem a linha quanto a revistas semanais (logo, 52 por ano) que estavam sendo lançadas e até aos 52 universos paralelos que interagem com as revistas. Calma que você não precisa saber de tudo isso pra acompanhar os títulos :-)  apenas justificando o nome.
Agora, uma chuva de spoilers comparando o Super dos novos 52 e o filme.

Comparando -Spoilers:

Primeiramente, assim como no filme, a primeira aparição do Luthor nas revistas é como um consultor do governo para criar medidas anti-supeman. Só que o Luthor tinha uma aliança secreta com o invasor alienígena conhecido como o Colecionador de Mundos, Brainiac, em que usaria tecnologia lien para destruir o principal herói do planeta em troca de governar os resquícios da humanidade pós- invasão. Tá elmbrando muito o Lex Luthor do filme nesse aspecto, o que sugere que o próximo vilão, o aliedo misterioso do milionário tecnológico seja mesmo o Brainiac.
Em segundo lugar, uma aliança com Mulher Maravilha e e mesmo Batman pra derrotar Apocalipse , monstro cuja caracterização nova muito similar a do filme (metamorfoses, ligado ao Zod e com poderes de absorção de energia), se encaixam bem. Mais uma dica.
Por fim, o próprio filme sugere a possibilidade do Superman retornar como vilão no próximo filme. Os pesadelos do Batman e a máquina que criou Apocalipse como o meio mais direto pra ressuscitar o Homen de Aço.
Assim, a HQ possui uma boa chance de ser a base do próximo filme, inclusive porque um vilão tecnológica daria a chance do personagem Ciborg brilhar na tela tanto quanto os outros membros da equipe.
É apenas minha opinião e saberemos ano que vem o que realmente teremos. De qualquer forma tanto o filme quanto os quadrinhos são divertidos e merecem ser vistos.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Uma Aventura de Verne e Mauá - Mil léguas transamazônicas

Quadrinho nacional steampuk! 3 palavras que dão uma noção básica desse "graphic novel" lançado pela dupla Will (arte) e Spacca(roteiro) através de financiamento coletivo.
Capa e contra-capa da minha edição
        Já conhecia a obra de Will pela editora Nemo, onde consumi basicamente todo material que ele produziu lá, especialmente as aventuras do capitão Nemo. Quando estava no Festival Guia de Quadrinhos vi ele vendendo sua obra e não resisti a comprar um exemplar autografado pelo cara que se mostrou super gente fina!


          Júlio Verne é um dos maiores escritores do século 19 e um dos pais da ficção científica atual. O gênero que escrevia era denominado Viagens Maravilhosas, pois era justamente a ideia de como a combinação de coragem e inteligência  da humanidade é capaz de de ultrapassar qualquer barreira, indo de locais desconhecido da Terra até a Lua, com engenhos descritos com alta precisão de acordo com as mais recentes descobertas científicas de sua época.
         Já o Barão de Mauá, titulo dada ao empresário Irineu Evangelista de Souza, é um dos primeiros grande industriais do nosso país, trazendo boa parte de nossa primeira tecnologia ferroviária da Inglaterra pra cá e marcado por altos conflitos com o governo brasileiro.
Autografo do Will!!!
           Nessa história fictícia os 2 unem-se para um super-projeto de transporte para atravessar o país. Ao mesmo tempo múltiplas guerras ( que realmente existiram e cujos danos não resolvidos estourariam na Primeira Guerra Mundial) colocam nosso país no meio do fogo cruzado, para o desespero dos aventureiros.
            Ao longo da narrativa múltiplas lendas marcantes do século 19, algumas até hoje sem respostas sobre sua verdadeira natureza, se encontram com os ilustres exploradores.E não dá pra deixar de chamar de lenda ( em seu sentido mais positivo possível) o convidado extra que terão, alguém que até hoje marca o quadrinho nacional.