domingo, 18 de dezembro de 2016

Eu e os quadrinhos europeus





Zenith
 Ainda lembro quando entrei na Gibiteca Henfil com um objetivo na cabeça: ler a primeira história de super-heróis escrita pelo Grant Morrison (que tinha me fascinado escrevendo X-Men a ponto de investigá-lo dentro do que conseguia com a internet da época e meu conhecimento limitado de inglês), o gibi Zenith, onde um super-herói adolescente que usou as super-habilidades herdadas de seus pais heróis para virar um astro do rok mas agora precisa  lutar contra os super-vilões nazistas que sobreviveram ao ataque de seus pais décadas atrás.
     Assim foi o primeiro quadrinhos europeu que vi, justamente um inglês que deu o ponta-pé inicial para todo o mundo da ficção científica inglesa com clássicos como
          Marvelman  foi alvo de uma batalha judicial que durou décadas e só foi recentemente resolvida por uma aliança entre a Marvel e Neil Gaiman. Uma obra cujas fases de Alan Moore e Neil Gaiman não apenas precedem Wachtmen como mostram que qualquer habilidade super-humana só deixará de ser uma fábrica de monstros se a mente que as usa transcenda igualmente os limites humanos.
Zagor
           Juiz Dredd, astro de 2000DC (principal revista inglesa do meio), onde uma tropa/elite super treinada e aperfeiçoada a nível físico-químico manter a ordem numa das raras cidades do futuro. Aconselham que leiam o álbum Democracia que trata justamente das tentativas de implementar um governo democrático e todos os problemas para isso, como a incompetência administrativa de uma população pouco instruída e já acomodada ao governo dos juízes, o pavor da elite local de de perder seu poder e o Juíz Dredd evitar que as diversas camadas sociais se destruam em guerra civil.
             Anos depois depois eu me arriscaria com a Bonelli Comics, quasdrinhos italianos de aventura de vários temas, cujo garoto propagando é o xerife Tex, om mais de 60 de publicações pelo mundo e produzido até hoje. Descobri com alegria que o desenho animado do Martin Mistery adaptava as aventuras do herói de mesmo nome . Aventuras policiais complexas na forma de J. Kendall, a Criminóloga.
January Jones
         A lista de clássicos Bonelli seria gigante (tão grande quanto a Marvel e a DC), mas encerro com meu favorito: Zagor, o Espírito da Machadinha! Numa mistura dos gêneros Faroeste com Espada e Magia somos apresentados ao herói escolhido pelo Grande Espírito para defender índios e colonos de ameças que mesclam pesquisa história apurada dos grandes eventos do século 19 9 incluindo algumas aventuras no Sertão Brasileiro encontrando cangaceiros!) e ficção científica que ebe mundo dos anos 50. Tamto assim que suas histórias mais recentes envolvem as consequências diretas e indiretas de uma invasão alienígena enfrentada com magia indígena!
             Saindo dos quadrinhos mensais e indo para os Graphic novels, destaco vinda de January Jone para o Brasil, cujo estilo lembrando As Aventuras de Timtim me encantou! Em sua primeira aventura a piloto de aviões do começo do século acaba entrando numa corrida de carros experimentais pela Europa em plena véspera da Segunda Guerra Mundial, entrando no fogo cruzado entre diversas potências internacionais.
       E você, quais quadrinhos europeus já leu ou tem vontade de ler?

segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Saindo da briga DC vs Marvel

Oi gente! Super-heróis atualmente costumam ser sinônimos de integrantes da liga da Justiça ou dos Vingadores, já que as editoras de ambas são propriedades de empresas gigantescas de entretenimento, respectivamente a Disney e a Warner, com a Fox alternando entre ambos (dona de Gotham e X-men). No entanto, existem outras opções de super-heróis americanos também muito interessantes e com acesso oficial sem grandes dificuldades no Brasil, Qualquer vasculhada por quadrinhos antigos em sebos vai revelar uma variedade impressionante então me concentrarei naquilo que é lançado atualmente por aqui. Ei minha recomendações:

Gibi dos Defensores da Terra


  Mandrake: Criado pelo pela dupla  Lee Falk e Phil Davis nos anos 30, conta a história do mágico de palco Mandrake que possui poderes psíquicos e conhecimentos tecnológicos avançados granças ao treinamento especial que teve numa sociedade secreta do Tibete. Lothar era o prícipe adriacano com força monstruosa que é seu aliado após ter sido salvo pelo mágico.Tem encadernados publicados no brasil pela editora Pixel, disponíveis também on-line pelo aplicativo Social Comics, além de um seriado em 15 episódios dos anos 40 que chegou a vir pro Brasil em DVD.

    Fantasma: Também criado pelo pela dupla  Lee Falk e Phil Davis nos anos 30, conta a história de uma linhagem de guerreiros que há séculos assume a alcunha de Fantasma, o espírito que anda, cujas atividades são financiadas pelo seu tesouro familiar e com o conhecimento adquirido de diversas tribos africanas. Lutando contra diversas ameaças seus inimigos mais odiados são os piratas, responsáveis pela quase-destruição de sua família séculos atrás.  Tem encadernados publicados no brasil pela editora Pixel, disponíveis também on-line pelo aplicativo Social Comics, um encadernado da Mythos e   um seriado em 15 episódios dos anos 40 que chegou vir pro Brasil em DVD

      Flash Gordon: Obrigatório para os fãs de ficção científica, pois é a inspiração para a criação de Star Wars além de uma das inspirações pra criação de Superman, Flash Gordon foi criado nos anos 30 mostrando o trio Flash Gordon, sua namorada Darle Arden e o cientista moralmente ambíguo dr Zarkov ( provável inspiração de metades dos cientistas dos filmes B dos anos 50) lutando contra o Imperador Ming, tirano do planeta Mongo que deseja expandir seus domínios para terra, Diversas civilizações com poderes diferentes habitam Mongo, temperando ainda mias a trama. Teve 3 seriados feitos nos anos 30 (todos disponíveis em DVD) e a primeira saga de quadrinhos está disponível via Social Comics e via encadernado gigante da editora Pixel. O longa metragem é de qualidade questionável mas tem uma trilha sonora bem divertida.

  Esses três primeiros chegaram a ser reunidos no gibi que é capa de nosso blog, lançado por aqui pela editora  Mythos com o nome de Kings of Watch - Defensores da Terra, inspirado no desenho animada do mesmo novo exicibido nos anos 90, um desenho animada em que os heróis acima, seus aliados e seus filhos formavam um super-grupo (estilo Liga da Justiça) para salvar o mundo do Imperador Ming.

Prosseguindo ->

  Besouro verde: além de quadrinhos pela editora Mythos no Brasil também teve seus seriados  lançados no Brasil e comentados aqui.
 
    Universo Valiante: Engloba uma série de heróis disponíveis em encadernados e no Social Comics, comentados aqui., sendo que ganhará uma web série  oficial pela mesma equipe que fez os especiais de vídeo dos Rangers Verde e Branco contra Ryu e Scorpion!

   Silver Strike Comics: Concorrentes da DC comics na época da Segunda Guerra mundial, a editora fechou na Era de pratas (anso 60) e seus quadrinhos passaram a ser de domínio público! Então temos tanto os originais disponíveis para download em inglês na web sem qualquer propblema de legalidade quanto traduções sendo publicadas pelo Social Comics, Cheguei a comentar alguns de seus heróis aqui.

Eis alguns bons exemplos dos vários existentes! Quem tiver experiência com outros compartilhe!

domingo, 13 de novembro de 2016

My Hero Academia

"O verdadeiro teste começa agora"

         As tentativas de criar algo como uma "escola de super-heróis" existem desde a explosão dos filmes da Marvel. Afinal, combinar 2 franquias super-famoso, Harry Potter e X-men ( a escola de super-humanos da Marvel, elogia inclusive pelo mangá Bakuman), só poderia dar certo, né? Mas demorou pelo menos uma década antes que alguém achasse a combinação correta, neste caso o quadrinhista Kohei Horikoshi.
         Mesclando conceitos e homenageando heróis dos 2 cantos extremos do planeta, My Hero Academia ( originalmente Boku no hero academia) apresenta-nos Izuku Midoriya , um jovem adolescente que deseja entrar no vestibular para a maior academia de super-heróis do planeta. Só há um problema: em um mundo onde 80% da população tem algum super-poder, uma mutação genética cujas origens  e mecanismos ainda são desconhecidos, ele é um humano normal extremamente estudioso do assunto e extremamente emotivo/sensível acho que o primeiro herói corjoso e chorão simultaneamente, adorei).
          Sua persistência o leva a convencer o maior herói do planeta, All Might treiná-lo. Assim, na primeira edição temos toda a jornada de convencer o herói a treina-á-lo, o preparo em si e as provas de admissão na academia ( um arco completa em um tokobon!), isso permeada de muita briga de egos e revelação de segredos obscuros envolvendo os heróis, semelhante ao impacto que temos quando descobrimos os destalhes de vida de um ídolo nosso.

         O final de cada capítulo mostra curiosidades do processo de criação de cada personagem com o final da edição exibindo um pequeno glossário e uma linda imagem homenageando toda a equipe de auxiliares do mangaká.
             Deixe seu comentário!

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Doutor Estranho - Uma terra sem nome, um tempo sem fim

O poder do Olho de Agamotto finalmente alcançará o mundo! Com a estréia do filme do  "Dr Estranho essa semana",  a linha de super -heróis de ficção científica da Marvel no Cinema sofrerá uma nova ruptura ( ou pelo menos isto que esperamos) já que o objetivo do filme é abri a linha mística da Marvel como o Homem de Ferro fez com os campeões tecnológicos há uma década atrás!
Aquele que destruiu Drácula! Aquele que já apareceu em capas de CDS de Rock! Protetor da conexão entre a Terra e os outros mundos! Doutooooooor Estranho!
Poster no filme com o Doutor atrás de um portal cósmico
O encadernado "Uma Terra sem nome, Um tempo sem fim" da editora Savat reúne o arco de histórias que , apesar de não ser o primeiro do herói, definiu as bases de quase todas as adaptações pra desenho animado que já asssiti dele ( assistam! Tudo é bom!), quase tudo remakes desta saga. Uma saga publicada quando o herói não tinha título própria mas dividia com Nick Fury a revista Strange Tales
Nosso querido herói, antes um médico arrogante que descobriu na magia interdimensional a chave para curar os males que quase destruíram sua alma, proteger o Ancião, o mestre que ensionau magia e transmitiu o posto de Guardião das Realidades.
            Mas outro mago busca este posto! Alguém que realiza pactos com os demõnios e feiticeiros dos mais diversos mundo em busca do poder , Barão Mordo! E Aqui ele faz, pela primeira vez na história do herói, a aliança com o conquistador cósmico Dormanu! Aqueles que lêem DC Comic verão uma certa semelhança com o Antimonitor (vilão criado pela Distinta Concorrente décadas depois).
             Assim, começa a disputa pelo posto de Mago Supremo numa aventura em que o guardião das realidades precisará aprender a usar de formas cada vez mais criativas sua Capada Levitção, os poderes psíquicos do Olho de Agamotto (seu amuleto no pescoço) e seus poderes interdimensionais até refiná-los a ponto de destruir essa ameaça que comanda uma tropa vinda de múltiplas dimenões!
               Essa história foi desenvolvida pelos criadores do próprio Doutor, isto é, a dupla Stan Lee e Steve Ditko!
         Peraí, Luiz?! O primeiro eu conheço e é arroz de festa em filme de super-heróis, mas e o segundo?
            Steve Ditko simplesmente é o co-criador do Homem-Aranha! Além disso , quando mudo de editora anos depois criou os personagens Capitão Átomo e Questão, os heróis que Allan Moore usou como base para , respectivamente, Dr. Manhatann e Rorschach!
           Desta forma,aguardo no filme as mesma dimensões (sem trocadilhos).

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Born This Way e a ficção científica!

Se Bob Dylan ganhou o prêmio nobel de literatura por sua música, que lugar melhor pra falar sobre o clip de uma estrela pop e suas conexões com a ficção científica do que um blog de literatura?!

Mais precisamente, vamos falar do clipe da música Born This Way, cuja tradução melhor seria "Nasci Assim" e é uma ode à individualidade psicológica e biológica. Isso é fundamental pois todo o clipe, que pode aparentar  inicialmente ser uma viagem de LSD, é uma grande coletânea de referências na cultura pop sobre o tema, especialmente na ficção especulativa, esta o enfoque deste texto.

O clipe surge com a"declaração da rainha monstro". Alguém conhece arquétipo mais mais clássico da invasão alienígena? Com o mais clássico exemplo sendo a rainha Alien da franquia homônima, criatura cujo único imperativo biológico era reproduzir.

Rainha monstro do clipe

Rainha alien
No clássico"O monstro do ártico" dos anos 50, que materializou nas telas tudo aquilo que era quase exclusivo de livros e lendas urbanas de aliens ( a criaturas hibernando no gelo , a base secreta no ártico, as plantas inteligentes, etc), vemos a criatura vem unicamente com objetivo de botar seus ovos que se alimentam de sangue humano. Essa película foi inspiração de todos os filmes de ataque alienígena que veríamos durante um século!

Zona fantasma do Superman de 1978
Assim o clipe  já começa com a dualidade entre impulso reprodutivo e o impulso de morte, ressaltado quando Gaga dá a luz a uma metralhadora! Talvez um referência a Ripley, a heroína de Alien que em um dos filmes chegou a carregar o embrião da rainha Alien em seu ventre? Pra completar, a própria combinação de maquiagem e acessórios da rainha monstro Gaga lembra a sinueta da rainha Alien!

Cristais do clipes
Prosseguindo temos um trono de cristais ,algo comum em filmes de fantasia dedos anos 70 e 80 e cujo melhor exemplo na ficção científica seja nos primeiros exemplares de Superman, com toda tecnologia kriptoniana, incluindo o berço que usou para atravessar o universo, sendo a base de cristais. Além dos quadrados e retângulos cristalinos do clipe lembrarem muito a Zona Fantasma.




Personagem do clipe
Poster do filme THX
       Continuando no tema distopia as roupas das "parteiras da mãe monstro" do clipe lembram muita às de THX, filme que Jorge Lucas fez antes de Guerra Nas Estrelas, uma produção mostrando um mundo onde tudo era rigidamente controlado e a reprodução sexual proibida.
Zumbi de "Planeta dos Vampiros "


     Chegamos então a uma parte onde aparecem os primeiros "homens caveira" do clipe envoltos numa espécie de membrana que tentam sair. Um cena de poucos segundos mas que trazem as lembranças de "Planeta dos Vampiros", justamente no momento em que o zumbis levantam-se de seus túmulos envoltos em plástico!  Outro filme que foi a base de Alien!

Casal caveira do clipe
      Encerrando o clipe e a análise temos o casal caveira em si de terno. Em "Eles Vivem" (adoro os filmes do John Carpenter!) os aliens infiltrados entre os humanos nas mais diversas sociais tem uma aspecto muito semelhante ao de caveira.

    Assim, temos uma chuva de referências a filmes de invasão alienígena cujo binômino morte e nasciemento foram marcantes! Além de uma ótima lista de filmes pra maratonar no fim de semana!

Alienígena de "Eles vivem"



segunda-feira, 12 de setembro de 2016

As crônicas de Conan - Volume 1 -A Torre do Elefante e outras histórias

Capa do Volume 1
       Meu primeiro contato com Conan foi há mais de 20 anos, quando um desenho animado atualmente pouco comentado do herói estreava na Rede Globo, na mesma época em que ela também reprisava o segundo filme do herói.
       Sem ele não teríamos boa parte das aventuras de fantasia  que tanto amamos, já que suas histórias foram publicadas 20 anos antes de Tolkien lançar "O Hobbit". He-man inclusive só existe graças a um problema de lançamento de uma linha de brinquedos do Cona que necessitou criar outro personagem/universo para ser vendida.
        E quem é Conan? Séculos antes do período que chamado de história numerosas civilizações se erguiam dos resquícios da queda de Atlântida. Nesse mundo ficcional surge o bárbaro amoral que desconfiava da civilização permeada ainda pela magia negra atlante. Estrategista, ladrão, mercenário e, posteriormente, rei, Conan é o sobrevivente de um mundo selvagem onde aço e feitiçaria se mescla e se digladiam num mundo que está criando as sementes das
primeiras civilizações como nós a conhecemos.
       Originalmente publicado na forma de contos ( e um único romance) por Robert E. Howard, a Marvel adquiriu por uma década os direitos de adaptação para quadrinhos cujas primeiras histórias encontram-se em "As crônicas de Conan".
      Como escritor/adaptador temos Roy Thomas, simplesmente um dos maiores escritores do Homem -Aranha, criador da primera adaptação de Star Wars para quadrinhos assim como o primeiro a continuar a histórico do primeiro filme, alguém cuja genialidade foitão grande que foi o primeiro a substituir Stan Lee como editor da Marvel!
      Já o desenhista é Barry Windsor -Smith, conhecido como roteirista e desenhista de Armax-X , a primeira história detalhada do Wolverine a mostrar o implante do adamantium no seu corpo!
      Para completar, além das 8 primeiras edições da revista "Conan, O Bárbaro", este volume tem ainda uma entrevista com Roy  mostrando as dificuldades burocráticas pelos direitos autorais de Cona (que nem era a primeira opção da Marvel em histórias de fantasia para adaptação pra quadrinhos!) assim como os detalhes por trás de cada edição.
       
         

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Miss Marvel

Capa do primeiro encadernado 
Olá, gente!
Com a proliferação dos Inumanos na Marvel ( os descentes dos homens da caverna que foram cobaias de raças alienígenas milênios atrás) surgiu um novo título da Miss Marvel! No Brasil já tivemos 2 encadernados que englobam 11 edições e um anual da super-heroína. Uma garota fã da Miss Marvel anterior que se inspira em sua ídola para combater o mal! Para falar sobre ela, nossa convidada especial Camila !

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      Kamala Khan sou eu. Essa é a sensação que dá após ler a HQ Miss Marvel, tamanha a identificação entre a protagonista e seus leitores. Nerd, não tão bonita, um pouco atrapalhada e sempre sentindo-se um peixe fora d’água, Kamala nos conquista a cada referência à cultura pop que traz entre uma desajeitada porrada e outra nos malfeitores.
Capa do segundo encadernado
     Não confunda, contudo, a nova Miss Marvel com a anterior. Nesta nova versão, a heroína é uma Inumana que ganha seus poderes após inalar uma espécie de poeira cósmica (as névoas que o povo Inumano usa para despertar os poderes de seus descendentes entre os humanos comuns) , sendo os poderes em questão fator de cura e a capacidade de “moldar” o próprio corpo, ficando grande, pequena, maleável, etc.(similar a heróis como Homem-Borracha e Senhor Fantástico)
     Quando se descobre poderosa, Kamala, uma paquistanesa-americana muçulmana, pega seu burquíni ( uma espécie de maio/roupa de banho bem comportado de sua cultura) como uniforme e vai ajudar sua comunidade. Como Peter Parker, Kamala é a amigona da vizinhança, se metendo em ocorrências diversas que afetem seus amigos e vizinhos, de preferência combatendo vilões excêntricos e malucos.

      Não é, portanto, uma HQ que agrade quem gosta de histórias cósmicas, Jóias do Infinito e Vigias do universo. É para quem lia as histórias do teioso com um sorriso no rosto, que quer rir e se identificar. E é para quem acha que está na hora de vermos mais heroínas gente boa e menos fetiches justiceiros. Kamala é, literalmente, empoderada.

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Comentem e compartilhem!

sábado, 30 de julho de 2016

As empoderadas


       O Social Comis está investido pesado na produção de material próprio e o último grande resultado é a HQ virtual “As empoderadas”, a comissão de frente da Pagu comics!
       A Pagu Comics é um selo editorial criado pela parceira entre a Editora Cândido e o Social Comics (valeu o toque!) dedicado a quadrinhos de super-heroínas, coordenada por Ana Recalde, coautora da graphic novel Beladona. Numa entrevista dada ao site Terra Zero foi dado detalhes da criação do projeto com a ideia de um universo compartilhado por diferentes títulos, inspirado tanto pela Legião dos Super-Heróis (da DC Comics) e  quanto pela Excalibur (da Marvel Comics). Pagu foi uma artista modernista que chegou a publicar contos de detetive décadas atrás.
        Nesse primeiro volume de“As empoderadas”, com história e desenhos feitos por Germana Viana, temos a origem mostrando como Li, Daniela e Fabi, de diferentes grupos etários e étnicos. Um evento cósmico dá poderes “aleatórios” a várias pessoas pelo Brasil (similar ao Evento Branco do Novo Universo da Marvel dos Anos 80). então deverão apreender a controlá-los, lidar com suas famílias e com o surto de super-humanos descontrolados pela cidade de São Paulo.

           Narrativa divertida alternando comédia e drama cuja ação vai aumentando cada vez mais ao longo da edição, acompanhado por um desenho que lembra bastante Academia Gotham mais puxado pro Comics.Não espere qualquer propaganda feminista , mas apenas uma boa história que mostra diferentes formas de ser um divertido super-herói numa história completa. Aguardando novas aventuras, inclusive o resultado a votação que houve na fanpage do facebok do Social Comics em torno de como seriam os uniformes que as super-heroínas passariam a utilizar nas próximas edições!

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Patrulha do Destino por Grant Morisson



Considerados aberrações pelo resto da humanidade,  liderados por um gênio paraplégico que ajuda a transformar suas maldições em dons eles ...não são os X-men! 
Volume 1 -capa
A Patrulha do destino foi criada no mesmo ano que os mutantes da Marvel ( inclusive antes, podendo ser um das influencias de Stan Lee para criá-los). Ambos quase caíram no esquecimento após os primeiros anos de aventura, até que no final dos anos 70 os X-Men foram drasticamente renovados (ganhando sua cara atual), já a Patrulha do Destino foi oferecida a Grant Morisson após a DC Comics ver seu trabalho fantástico em Homem-Animal. O resultado foi um sucesso ( o suficiente para, anos depois, o Morisson ser contratado pelo concorrente para trabalhar com os X-men)
            A ideia básica é cada cada integrante de habilidades decorrentes de algum acidente bizarro/cósmico e usam sua experiência com este tipo de evento para salvar a humanidade de catástrofes bizarras demais para a mente de outros heróis. Grant então começa seu arco a partir de uma equipe nova precisando ser formado, após a última ter parte de seus membros mortos ou inutilizados durante uma invasão alienígena recente (inclusive mencionada no primeiro encadernado do Homem-Animal).

       A partir dai o homem-robô, amargurado pelas limitações sensoriais de seu corpo robótico, finalmente começa a se reerguer emocionalmente ao ver uma mutante ainda mais perturbada com 64 personalidades diferentes (cada um com o poder descontrolado). Apoiando uma ao outro para superarem seus traumas terão que levar sua habilidades ao limite para sobreviver a uma nova invasão, desta vez de uma realidade artificial, e encontrar novos e velhos aliados para combater esse mal.
               Jane, dona das 64 personalidades, está longe de ser um deus ex-machina (  nome dado ao recurso narrativo usado pra resolver tudo sem maiores explicações) , já que o auxílio do Homem- Robô é fundamental para deixá-la mentalmente equilibrada ( e não virar uma ameça pra própria equipe).             
Volume 2 - capa
          Lançados no Brasil temos 2 dos 6 encadernados que compõem a série, sendo laçando um volume novo a cada 2 meses ( essa consegui pegar diretamente do Levi Trindade, um dos editores da Panin). Meu primeiro contato com os heróis foi numa aventura da Liga da justiço, onde , inclusive, vi no vilão da Patrulha a base do conquistador mundial que aparece no desenho Diabólico e Sinistro! Anos depois a Patrulha participaria de um episódio dos Novos Titãs como a primeira super-equipe que acolheu o Mutano. E agora chegaram o s encadernados que descubro serem escritos por meu quadrinhista favorito!  
   O primeiro , Saindo dos Escombros, mostra a história acimada somada ainda à ameça do fantasma de um antigo assassino europeu e uma nova integrante tendo que aprender a controlar seus demônios internos (literalmente).
    Já o segundo , A pintura que devorou Paris, mostra a origem da Irmandade Dada e seu plano de usar uma pintura mágica para devorar o planeta ( 20 anos antes de Lost Canvas! Achei tua base, Kurumada!).  Prosseguindo, ainda nesse encadernado, temos um culto maligno que usa as migalhas esquecidas da memória das pessoas para construir seus subornados e, entre as duas aventuras, uma jornada de cura e redenção pela mente de Jane . Por fim, um história solo do homem-robô onde a luta entre mente e corpo atinge proporções bizarras.
      Os embriões de muitos trabalhos do Morisson estão aqui, especialmente os vilões principais que ele criou para Multiversity ( especialmente na seita maligna) e para X-men (com destaque pra Irmandade Dadá) .
        Metalinguagem mesclada a uma visão dos quadrinhos como meio de reflexão dos nossos conflitos interiores. 


domingo, 3 de julho de 2016

Homem Animal - Nascido para ser Selvagem

Hoje prossigo falando da segunda fase do Homem Animal na Vertigo.
A Vertigo foi uma linha de quadrinhos lançada pela DC Comics nos anos 90 devido ao sucesso, nos anos anteriores, dos trabalhos tematicamente mais pesados desenvolvidos por Alan Moore e Frank Miller.   Pelo mesmo motivo esse período dos quadrinhos foi chamado de "Invasão Inglesa",  já que a DC Comics buscou no Reino Unido autores alternativos experientes e de impacto para preencher suas fileiras . Assim ,surgiu a fase do Homem Animal escrita por Gant Morison, que descrevi aqui.   
seu sucessor foi o artista Peter Milligan, cujo encadernado foi lançado recentemente pela Panini
          Peter já tinha trabalhado na Vertigo e passaria boa parte da sua carreira lá. Mas como ele prosseguiu o trabalhado de Grant que alternava um equilíbrio delicado entre as temáticas de ativismo ecológico e metalinguagem quadrinhística?  Acho que a famosa frase "O homem vive numa corda diante do abismo entra a fera e o super-homem" resume a solução ( ela não aparece na história mas a frase de Nietzche é muito louca, né?). Se Grant Trabalhou como os pontos extremos da corda agora sobre esse abismo o roteirista lança nosso protagonista.
         Aqui o Homem -Animal acorda de um coma sem lembranças da ameaça que o abateu e se assusta com seus mundos internos e externo descontrolados. De um lado seus poderes estão afetando sua mente progressivamente Do outro seus familiares estão diferentes do que lembra. Tudo parece ser uma visão piorada em que ele tem que descobrir o que está errado. E nesse mundo desequilibrado ainda  
         Meta-humanos cujos poderes parecem ser mais estéticos que funcionais, poesias concretas na forma de personagens, como se palavras fosse sorteadas aleatoriamente de uma enciclopédia para criar um super-humano são a primeira frente desse estranho humano. Na outra temos assassinas cuja mentalidade infantil e habilidade mais brutais deixam ainda mais tensa a mera sobrevivência nessa realidade.
         Assim o herói busca sobreviver tanto física quanto mentalmente a esse mundo novo assim como dar um jeito de voltar pra casa.
        E vc, Luiz? Um fã do Grant como você gostou? Considerando a fama de Morrison de criar histórias que ninguém conseguia continuar direito me surpreendi com Peter, como podem ver acima.
Apesar de ser um pouco forçado o motivo da disruptura da realidade, é totalmente compatível com os eventos de reestruturação da realidade que ocorrem no final da saga do Grant. Além disso, precisei controlar os olhos para não chorar com as reflexões sobre as vidas das crianças que aparecem na série.

    Compartilhe sua opinião sobre esta e outras histórias !
      
              

quarta-feira, 29 de junho de 2016

O níveis de poder de Cavaleiros do Zodíaco

Nada como a revista Herói com o número recorde de fichas de Cavaleiros pra iniciar nossa comparação
Olá, considerando a sacudida dada pelas novidades da franquia de  Seiya e seus amigos, que tal fazermos algo que os fãs de Dragon Ball Z(eu incluso) adoram: um escala de poder dos personagens? Então vamos nessa!

1)Soldados Rasos: 
   Guerreiros existentes em todos os templos que tem um treinamento físico pesado que ultrapassam um humano normal assim como uma armadura leve, normalmente sem poderes.

2) Cavaleiros de Bronze Menores:
   Semelhantes aos de cima mas no limite de força humana  aponto de ultrapassarem os testes para terem uma armadura sagrada com poderes especiais.


3) Cavaleiros de Bronze Maiores/ Cavaleiros Negros:
    Os 5 protagonistas da série se diferem por usarem as armaduras de Bronze mais poderosas (tanto que foram duplicadas para serem criados os Cavaleiros negros),tendo despertado o poder do cosmo
(a energia primordial do Big Bang que permeia o universo) , cujos golpes separam os átomos entre si e esãocapazes de chegar à velocidade do som.


3.5) Outros Cavaleiros sem constelação:
 Durante o seriado foram criadas várias sagas extras a fim de estender o período entre a luta dos Cavaleiros Negros e a fase seguinte contra os de prata, com vários cavaleiros, muitos sem qualquer tipo de constelação protetora e renegados do Santuário de Athena ( pelo uso pervertido de seus poderes e treinamento) sendo usados como mercenários pelo Grande Mestre para destruir
os heróis. Logo, Dócrates, os Cavaleiros Fantasmas, Mestre Cristal, entre outros, podem ser vistos como sendo mais frotes que os de bronze mas sem chegar ao nível dos cavaleiros de prata.

4) Cavaleiros de prata/aço/Tetis:

   O cavaleiros de prata tem uma velocidade média de 5 vezes a velocidade do som e poderes exóticos.
        Além destes temos os Cavaleiros de Aço, criados exclusivamente para o desenho animado,  com armaduras tecnológicas que simulam tais poderes e formam um time secreto que protege Saori.
Tétis é a guerreira que protege a entrada do Santuário de Poseidon é uma adversária do mesmo nível de Shina, uma amazona de prata.

4.5) Altar e Orfeu:
Cavaleiros de prata cujo grande destaque encontra-se no mangá, são guerreiros que usam armaduras de prata mas cujo poder equivale ao de um cavaleiro de ouro

5) Cavaleiros de Ouro/Marinas/Guerreiros Deuses

O Grande diferencial de um cavaleiro de ouro dos demais é capacidade de despertar o Sétimo Sentido, a capacidade de perceber o poder do cosmo residual do Big Bang que permeia o mundo. Isso faz com que consigam atingir a velocidade da luz e e até abrir portais para outras realidades. Nesse nível  também estão os Guerreiros Deuses de Asgard que protegem Odin (tanto que o Seiya, ao ver eles, diz que são tão poderosos quanto o Mestre Ares, que era o Cavaleiro de ouro de e Gêmeos)
e os Generais de Poseidon que protegem os 7 Oceanos ( que só são derrotados quando Seiya e seus amigos ativam seu sétimo sentido a ponto de suas armaduras reluzirem como ouro).

5.5) Shaka de Virgem/  Juízes do Inferno

O Cavaleiro de Virgem foi capaz de lutar contra 3 outros dourados juntos! Os Juízes do Inferno são os 3 comandantes das tropas de Hades cujo poder ultrapassa os cavaleiros de ouro.

6) Deuses Menores e o sangue de Athena:
Na saga são mostrados raros Deuses menores cujo poder ultrapassa todo o conhecido de um Cavaleiro de Ouro, mas que no entanto, ainda são inferiores aos Olimpianos (descritos abaixo). Quando uma armadura é abençoado com o sangue de um Olimpiano seu poder equivale a de uma divindade menor. tanto que assim que os 5 heróis conseguiram derrotar os deuses menores Hipnos e Thanatos desta maneira
. O mesmo ocorreu com os 12 dourados na saga Soul of Gold para lutar contra os novo Guerreiros Deuses (que além de serem tão fortes quanto seus antecessores tinham suas habilidades ampliadas pela árvore mágica Igdrasil).

        Isso faz a gente pensar se todos os deuses menores que aparecem so seriado e no mangá na verdade teriam sido humanos que, milênios atrás, teriam sidos abençoados por seus serviços aos Olimpianos.

7) Kamui:
Nome dado as armaduras dos 12 deuses do Olimpo que governam a  Terra ( e além) , cada um com o seu reino (Zeus no Céu, Poseidon no Mar, Hades na Terra dos Mortos, Ares está aprisionado mas já liderou grandes guerras. Outras divindades parecem terem seus reinos em outras realidades como Apolo e Artêmis). Loki e Odin aparentam ter esse mesmo nível de poder (já que foram capazes de criar cada um uma tropa de seres tão fortes quanto os mais poderosos cavaleiros de Ouro).

Discussões: 

Os espectro de Hades tem poder  variado entre basicamente todos os níveis ( com Hades sendo um Olimpiano).
No mangá Saga G temos os Gigantes e os Titãs. Considerando o enorme poder dos primeiros mas que eram derrotados com certa facilidade pelos dourados é provável que fossem tão poderosos quanto os de Prata  (com poderes especiais bizarros mas abaixo dos dourados).
 Já os titãs foram um desafio brutal na batalha um contra um de frente aos dourados, mas sem precisarem do sangue de Athena para derrotá-los. Assim, é possível que estivessem enfraquecidos por terem ficados séculos aprisionados e despertados apenas recentemente, perdendo (pelo menos temporariamente) seu estatus de divindade menor. Logo, estes deviam estar tão poderosos quanto os dourados mais fortes. Já na luta contra os Olimpianos, já que eram divindades  em igual número mas que perderam a batalha, deviam ser tão poderosos quanto as divindades menores , com exceção de Cronos,  que sempre é comentando como um alguém de nível semelhante a Zeus e Athena (mas que como foi recém-despertado também está mais fraco e "enfrentável" pelos cavaleiros de ouro.)

Em Saint Seiya Omega tivemos novos adversários, mas os Cavaleiros de Athena de todos os níveis ganharam poderes novos, logo, fica difícil usar a mesma escala. Essa deixo por conta de vocês!

Aqui é apenas uma tabela geral que fiz baseado em minhas leituras, não uma transcrição direta de qualquer texto oficial. Deem sua opinião!

domingo, 26 de junho de 2016

Saint Seiya -Golden age

"Faça elevar o Cosmo no seu coração!"

Recentemente tivemos a surpresa de um novo lançamento de Saint Seiya (Cavaleiros do Zodíaco) no Japão, a obra Golden Age.
Mas o que é?
Poster feito de comemoração aos 30 anos Cavaleiros

Light novels é nome dado normalmente às séries literárias no Japão que saem em capítulos semanais ou mensais, depois compilados os capítulos em um encadernado (apesar de muitas sairem diretos em encadernados), sendo assim com No Game No Life e Madoka Magica, com os os encadernados sendo em formato bem similar aos do  mangás. Esse é um caso
com a história saindo toda de uma vez em um encadernado, aproveitando o aniversário de 30 anos do seriado.

Saint Seiya ját em uma light novel anterior, inclusive publicada no Brasil em 2 encadernados com capa de acetato. Chamada de Gigantomaquia, se passava entre as Sagas Santuário e Poseidon, contra os gigantes da mitologia grega.

Esta nova obra, Golden Age, se passa desta vez entre as Sagas de Posseidon e Hades, com a deusa Astreia e seus 2 guarda-costas como adversários.

Mas quem diabos é essa Astreia? Sem ser spoiler e pegando apenas o que existe na mitologia:
Astreia era a Deusa da Justiça que comandava a humanidade durante a chamada Era de Ouro, quando os Titãs governavam o mundo.

Quando os deuses surgiram foram brigar contra os Titãs por sua liberdade ( já que cada vez que nasciam eram devorados pelo Titã Cronos) na grande guerra conhecida como Titanomaquia. Tal guerra exterminou essa primeira humanidade e Astreia retirou-se do globo.
Ai surge nossa humanidade atual sob domínio dos deuses do Monte Olimpo. Resumo curtinho já que que cada uma das eras da humanidade nessa mitologia daria uma mega-texto no blog.

Então temos basicamente a divindade que ocupava o mesmo lugar de Athena eras antes dela nascer e cuja civilização que guardava assim como as Entidades que cultuava foram exterminadas pelos Olimpianos! Boa premissa pra vilã!

Curiosamente, quem vai escrever a história é justamente Megumu Okada, o mangaká que fez  parceria com o autor original de Cavaleiros ( Massami Kurumada) para o gibi Saga G, que falava justamente do retorno do Titâs contra a antiga geração de Cavaleiros de Ouro e agora escreve a continuação Saga G -Assassins, em que os Cavaleiros de Ouro de múltiplas épocas e realidades diferentes se unem contra um grupo de divindades malignas viajantes do tempo ( lembrando que o líder dos Titãs era Cronos, o senhor do tempo).

Além disso temos confirmadas as seguintes desenhistas pras mais de 30 páginas só de imagens da ligth novel
:
Shiori Teshirogi: do mangá do Lost Canvas ( narração da guerra entre Hades e Athena na Europa do século 18)
Chimaki Kuori:  de Saintia Shô (sobre as guerreiras secretas que defendem Athena de ameaças ocultas, já desenhou Gundam)
 Yun Kouga: de Hero of Heroes ( crosso over reunindo todos os protagonistas das obras de Kurumada numa aventura interdimensional).


Aguardemos que a história seja boa e venha logo pro Brasi. Quem sabe até ganhar um filminho, né?

 Para mais novidades:http://www.cavzodiaco.com.br/noticia/22/06/2016/golden-age-paginas-extras-foram-publicadas-gratuitamente-na-internet

quinta-feira, 23 de junho de 2016

Uma origem secreta para o demolidor

Daredevil contra o clássico inimigo Claw!
 Muitos estão conhecendo o grande heróis Demolidor pelo seu  seriado no Netflix. outros já são veteranos de sua fase áurea nos quadrinhos de Frank Miller e agora temos acesso aos clássicos que definiram este e outros heróis da Marvel e da DC Comics através de encadernados que chegam todos os dias às livrarias e bancas de jornal. Mas que heróis teriam inspirado este que é o grande concorrente atual do Batman no coração das pessoas pelo papel de defensor da noite?

    Batman foi inspirado no Zorro combinado com grandes detetives dos anos 30 e as máquinas de Leonardo Da Vinci. Superman nos campeões de força do circo e da mitologia combinados com a ficção científica de Doc Savage e seus contemporâneos. E o Demolidor, criação de Stan Lee e Bill Everett? Eis  abaixo 3 personagens publicados durante uma década nos anos 40 na revista com o curioso nome de Daredevil da editora Siver Strike (20 anos antos do Daredevil/Demolidor da Marvel) que possivelmente devia ser lida por Stan (um adolescente na época) e que pode ter sido a grande fonte de inspiração.

Daredevil;
Terror de Bronze com  suas identidades secreta e civil.
Um herói cujas habilidades de acrobacia e manuseio do bumerangue usa para lutar contra gangsteres e nazistas! Além de usar o mesmo nome temos certas similaridades de poderes ( habilidade acrobática) e uniforme.


Terror de Bronze: 

Descendente indígena  que é um brilhante advogado de dia e a noite luta contra contra os que se aproveitam dos menos afortunados de seus povo. Seu porte atlético perfeito combina-se com o conhecimento profundo de armas típicas de seu povo. A identidade secreta de advogado de um lado e treinamento exótico do outro o tornam outro possível avõ do do guardião da Cozinha do Inferno
Nightro em ação

Nightro:
Pesquisado que após ficar preso com material radiotivo perde a visão diurna mas ganha visão perfeita na escuridão total! Esse nem preciso comentar as semelhanças com a origem do nosso diabo da guarda, né?

Esse 3 heróis eram publicados com histórias até que curtas pro nosso padrão, sempre juntas na mesma revista, que está inclusive disponível pelo Social Comics com alguns números traduzidos para quem quiser tirar suas próprias conclusões! Além disso, estão na lista de personagens em quadrinhos de Domínio Público que a equipe de Alex Ross usa em nova estórias, algumas publicadas no Brasil pela editora Mythos!

Compartilhe sua opinião conosco!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

6 meses de Social Comics

Olá, gente! Comemorando o dia do orgulho nerd, hoje compartilharei minha experiência pessoal com o principal aplicativo brasileiro de assinatura de quadrinhos digitais. Seria realmente válido gastar 20 reais por mês numa biblioteca virtual toda legalizada de quadrinhos? Como esse é  o preço básico próximo ao de encadernados capa mole de comics ou de 2 tokohons aqui no Brasil, teria que ter pelo menos mais do que isso para ler mensalmente a fim  de valer a pena.

            No final de novembro comecei usando os 15 dias grátis para ver se realmente teria algo interessante. Logo de cara me vejo num mar de produções independentes nacionais (especialmente mangás) indo do muito bom ao esquecível.  
           A seguir fui atrás do que tinha sido anunciado pela própria empresa que eram o quadrinhos da chamada “era  de outro do quadrinhos”, basicamente histórias de aventura e super-heróis dos anos 40 que concorriam contra a National (DC Comics) naquele período. Apesar da minha decepção de quase tudo estar em inglês e ser em domínio público (logo, já está disponibilizado oficialmente na web), achei o projeto interno deles de tradução, começando com uma edição chamada “Daredevil VS Hitler” onde temos múltiplos super-heróis contra o nazismo ( a primeira coisa que li) e que agora temos mais volumes traduzidos.
        O que me fez ficar mesmo foi ter a maioria das Graphic Novels da editora Nemo disponíveis tanto nacional quanto traduzido de outros países, incluindo clássicos do humor   como Garfield e Snoopy. Assim fui lendo cerca de um 1 encadernado por semana alternado com os gibis nacionais que descrevi acima.
     Após algum tempo descobri que as atualizações mensais são realmente impactantes. De um lado temos empresas de peso colocando seus quadrinhos em massa no aplicativo do outro a facilidade dos autores independentes publicarem seu material. Além disso todas as edições antigas assim com as mais recentes da revista Mundo dos Super-Heróis está lá e desde de o final do ano passado a parceria oficial com o grupo Omelete (sim, o mesmo do site e da Comic Con brasileira) injetou uma grana assim como facilitou os processos de parceria com grandes editoras.
    Claro que já tive o aplicativo bugando com algumas atualizações, resolvido reinstalando o aplicativo .  Descobri que dá pra colocar até 5 quadrinhos em modo off-line por vês para ler em qualquer canto, mais do que isso o sistema trava. Já peguei edições com problemas de digitalização dos quais reclamei assim que via. As respostas eram dadas em 24h horas e o problema corrigido e em média de 7 dias.

        Assim, tive primeiro o material nacional da Draco entrando em massa. Depois 12 edições  de histórias do Seninha e 12 dos Combo Rangers da JBC.
         Meu lado super-heróico se satisfez com o material da editora Valiant no início e agora tenho boas série nacionais como Ultrax e Guerreiros da Tempestade pra ler que entraram recentemente, além do impactante inglês Juíz Dredd.
         Na área de mangás agora há a parceria com a Devir dsponibilizando alta fantasia por meio de Holy Avender, Dragon Bride, e Brigada Ligeria Estelar (este ficção científica espacial ), entre outros.
     
       Existem títulos próprios agora do social Comics, o Diário de Um Super,  uma comédia de aventura que tira sarro de todos o universos de super-heróis em  quadrinhos. Outro recente é Edgar Alan Corvo, um quadrinho e mistério e Aventura com um traço que lembra os Mickey detetive, porém mais sombrio e malandro.
   Na espera estou do selo próprio Pagu Comics, também próprio do Social Comics, onde teremos uma linha de 4 revistas mensais de super-heroínas com inspiração em Legião dos Super Heróis e Xcalibur.
   
     Tem ainda mais material de editoras como Alto Astral, Corja Editorial, entre muitas outras, mas teria mais umas 10 páginas detalhando cada uma, sendo que já comentei algumas aqui.
     Assim,  eis um pouco do que já vivi desse sistema cuja fama já alcançou até a revista Pequenas Empresas& Grandes Negócios. Quem quiser compartilhar suas experiências com ele ou outros aplicativos de leitura compartilhe!        

domingo, 8 de maio de 2016

O possível roteiro do filme da “Liga da Justiça”? A Maxi-série “Condenado”

Oi gente!
Assistindo o filme Batman vs Superman ( que só pra aumentar a treta, achei bem melhor que o Guerra Civil), vi certos elemento bem marcantes de alguns quadrinhos da DC Comics publicados recentemente no Brasil e que podem ser a base de sua continuação, o filme da “Liga da Justiça”.

Capa do volume1
Condenado:
Na série Condenado, publicado no Brasil pela Panini em 2 encadernados, temos uma luta com apocalpise em um nível diferente, passado durante o romance da Mulher Maravilha com o Superman.
No primeiro volume o casal luta contra a fera misteriosamente libertada da Zona Fantasma, aparentemente o monstro de uma profecia kriptoniana que traz o fim do mundo. No entanto, a entidade contamina o Superman , que passa a transformar-se na criatura.
No segundo volume temo o vilão Brainiac aproveitando a confusão para invadir a Tera enquanto um Superman semi- enlouquecido, com auxílio da Liga da Justiça luta contra o lado sombrio de sua própria mente.
Uma das melhores obras recentes do Superman em sua fase Novos 52. Mas o que são os novos 52 e o que tem a ver com os filmes da DC?
O nome Novos 52 é dado a fase atual, quando toda a DC Comics recomeçou do zero seus gibis a alguns anos, recriando as origens e contando novas histórias . O 52 refere-se tanto aos número inicial de gibis mensais que deu origem a linha quanto a revistas semanais (logo, 52 por ano) que estavam sendo lançadas e até aos 52 universos paralelos que interagem com as revistas. Calma que você não precisa saber de tudo isso pra acompanhar os títulos :-)  apenas justificando o nome.
Agora, uma chuva de spoilers comparando o Super dos novos 52 e o filme.

Comparando -Spoilers:

Primeiramente, assim como no filme, a primeira aparição do Luthor nas revistas é como um consultor do governo para criar medidas anti-supeman. Só que o Luthor tinha uma aliança secreta com o invasor alienígena conhecido como o Colecionador de Mundos, Brainiac, em que usaria tecnologia lien para destruir o principal herói do planeta em troca de governar os resquícios da humanidade pós- invasão. Tá elmbrando muito o Lex Luthor do filme nesse aspecto, o que sugere que o próximo vilão, o aliedo misterioso do milionário tecnológico seja mesmo o Brainiac.
Em segundo lugar, uma aliança com Mulher Maravilha e e mesmo Batman pra derrotar Apocalipse , monstro cuja caracterização nova muito similar a do filme (metamorfoses, ligado ao Zod e com poderes de absorção de energia), se encaixam bem. Mais uma dica.
Por fim, o próprio filme sugere a possibilidade do Superman retornar como vilão no próximo filme. Os pesadelos do Batman e a máquina que criou Apocalipse como o meio mais direto pra ressuscitar o Homen de Aço.
Assim, a HQ possui uma boa chance de ser a base do próximo filme, inclusive porque um vilão tecnológica daria a chance do personagem Ciborg brilhar na tela tanto quanto os outros membros da equipe.
É apenas minha opinião e saberemos ano que vem o que realmente teremos. De qualquer forma tanto o filme quanto os quadrinhos são divertidos e merecem ser vistos.

segunda-feira, 2 de maio de 2016

Uma Aventura de Verne e Mauá - Mil léguas transamazônicas

Quadrinho nacional steampuk! 3 palavras que dão uma noção básica desse "graphic novel" lançado pela dupla Will (arte) e Spacca(roteiro) através de financiamento coletivo.
Capa e contra-capa da minha edição
        Já conhecia a obra de Will pela editora Nemo, onde consumi basicamente todo material que ele produziu lá, especialmente as aventuras do capitão Nemo. Quando estava no Festival Guia de Quadrinhos vi ele vendendo sua obra e não resisti a comprar um exemplar autografado pelo cara que se mostrou super gente fina!


          Júlio Verne é um dos maiores escritores do século 19 e um dos pais da ficção científica atual. O gênero que escrevia era denominado Viagens Maravilhosas, pois era justamente a ideia de como a combinação de coragem e inteligência  da humanidade é capaz de de ultrapassar qualquer barreira, indo de locais desconhecido da Terra até a Lua, com engenhos descritos com alta precisão de acordo com as mais recentes descobertas científicas de sua época.
         Já o Barão de Mauá, titulo dada ao empresário Irineu Evangelista de Souza, é um dos primeiros grande industriais do nosso país, trazendo boa parte de nossa primeira tecnologia ferroviária da Inglaterra pra cá e marcado por altos conflitos com o governo brasileiro.
Autografo do Will!!!
           Nessa história fictícia os 2 unem-se para um super-projeto de transporte para atravessar o país. Ao mesmo tempo múltiplas guerras ( que realmente existiram e cujos danos não resolvidos estourariam na Primeira Guerra Mundial) colocam nosso país no meio do fogo cruzado, para o desespero dos aventureiros.
            Ao longo da narrativa múltiplas lendas marcantes do século 19, algumas até hoje sem respostas sobre sua verdadeira natureza, se encontram com os ilustres exploradores.E não dá pra deixar de chamar de lenda ( em seu sentido mais positivo possível) o convidado extra que terão, alguém que até hoje marca o quadrinho nacional.

sábado, 30 de abril de 2016

Promoção- Editora Hedra

Oi gente!
Estamos agora também com parceria com a editora Hedra!
Como parte dela,  ela disponibilizou uma série de livro pra vocês  comprarem com desconto exclusivamente através do link abaixo. Divirtam-se!

Desconto Especial - Editora Hedra


domingo, 17 de abril de 2016

Novidades quadrinhos em abril

Olá, gente!
Aqui vai um pequena seleção de notícias rápidas de quadrinhos no Brasil em abril!


Mangás- JBC:
Fullmetal Alchemist será relançando no Brasil nos mesmos moldes de qualidade de Yu Yu hakusho!

Henshin Drive; Entrando no mundo digital a JBC está reunindo testadores de sua própria platforma de mangás on-line que deve ser lançada no próximo semestre. A idéia principal é publicar mangás que não seriam possíveis/rentáveis em mídia física "passar de 15 mangás mensais para 100 mangás mensáveis".

Está em votação o próximo mangá a ser republicado pela

Mais informações:  https://www.youtube.com/watch?v=w4A5JpGfjnU
 
  Mangás- Panini: Há um setor criado pela própria Panini no facebook para sugerirem e votarem nos próximos lançamentos da editora, atualmente comJo Jo Bizarre Adventures ganhando. Dê sua sua gestão ou ache o projeto que mais goste e vote!
https://www.facebook.com/PaniniMangas/?sk=app%2F544809145621835%2F&app_data

Social Comics:

Alto Astral: Robocop, Herllblazer, Assassins Creed e mangás franceses agora disponíveis no aplicativo!

O selo Pagu Comics deve ser a próxima linha de hqs exclusivas da prataforma, um grupo de mulheres quadrinhistas escrevendo 4 revistas de super-heroínas com grandes inspirações do XCalibur e da Legião dos Super Heróis! Mais detalhes numa entrevista aqui: http://www.terrazero.com.br/2016/04/redacao-comicpod-13-entrevista-pagu-comics-selo-do-social-comics-e-noticias/


terça-feira, 12 de abril de 2016

Entrevista com Thiago Spyked!

Olá, Galera!
Hoje temos a super entrevista com Thiago Spyked, responsável pela editora Crás, uma das principais no mercado de mangás independentes no Brasil! Coleciono o material deles há muito tempo, inclusive já comentamos alguns deles aqui recente, além de acompanhar seu canal de vídeo  sobre o mercado independente de mangás, e agora tive a grande oportunidade no Festival Guia de Quadrinhos para conversar com ele pessoalmente!
Então, vamos para a entrevista!

Como foi que você começou a se interessar por animes e mangás e resolveu entrar nesse mercado?
Capa de Rafe
R: Eu sempre gostei de quadrinhos e de desenhar. Desde pirralho dizia que queria fazer quadrinhos quando fosse adulto.
Só que, no Brasil, você não tem um mercado variado com editoras te contratando, exceto pelos estúdios do Maurício de Souza.
Então, entre as opções, o meio independente era um meio dos autores desenvolverem seu próprio trabalho sem precisarem de uma editora ou de alguém maior por trás.Sempre tive essa iniciativa de fazer por conta própria e não ficar esperando vir do céu.
Comecei pelo fanzine feito no xerox, fui evoluindo com os anos, conhecendo novos modos de impressão e novas maneiras de produzir o meu trabalho. Com a Crás, especificamente, são quase 10 anos envolvido nisso, mas com produção independente é desde de 2003.

E como foi a ideia de montar um canal do Youtube tanto falando da editora quanto dando dicas de desenho e de mercado?
R: O canal comecei em 2010. Até aquele momento eu, como muitos outros autores, tínhamos dificuldades de usar a internet voltada para os quadrinhos. E essa era o período em que o Youtube tava crescendo com a expansão dos vlogueiros, ainda com uma produção muito caseira.
Capa da série Em Busca das Estrelas
Um espírito muito "faça você mesmo", similar ao da produção de quadrinhos independentes.E como também sou professor de desenho percebia uma carência muito grande de informação nesse meio, algo que se tivesse múltiplas pequenas contribuições evitaria muitas frustrações precoces de quem tá entrando. Como era, então, um assunto que interessava muita gente e eu já tinha uma bagagem resolvi fazer minha contribuição e também aproveitar para reforçar minha marca e divulgar meu trabalho.
Desde então passaram muitas mudanças no canal e em 2013 renovei tudo, vindo o Crás Conversa Oficial e estou aqui até hoje.

Quais as principais dificuldades e triunfos que você teve no mercado?
A maioria das dificuldades é não ter ninguém para orientar, nenhum exemplo a ser seguido.
As pessoas colocam como exemplos pessoas de fora, japoneses , europeus. Aqui temos o Maurício de Souza mas a trajetória dele é muito diferente da realidade de qualquer pessoa, eram condições diferentes.
Não haviam outros autores que começaram da mesma forma que a gente e conseguiram seu espaço. Arriscar por conta própria sem saber se ia ou não dar certo, essa era a maior das dificuldades.
Dos triunfos, foram vários ao decorrer da minha história, mas acho que o maior é a consolidação da marca que criei, a Crás Editora, que as pessoas sabem que é um produção independente, não vão comparar com uma Marvel, uma DC, etc.
Capa de Vírus, Mais Um na Multidão
Mas as pessoas olham com respeito e carinho. Algo que, se falando em artes no Brasil, é muito difícil de se conseguir. Hoje tenho um volume considerável de seguidores e sei que, para eles, a marca tá bem consolidada. Um valor que não dá pra se medir com dinheiro. Esse reconhecimento é o maior triunfo.

O que você acha importante para quem que saber mais sobre quadrinho nacional independente, já que a maioria acha que quadrinho é apenas  o que vê na banca e compra baseada nos filmes ou animes que tá assistindo?
O que digo é que o leitor é neutro. O mesmo que lê comics ou mangá é o mesmo que pode ler o quadrinho independente.
Acho que a única coisa é assimilar a diferença entre um produto independente e um produto mainstream. Gosto de comparar que é a mesma coisa do mercado de games em que temos os jogos AAA e os jogos indies. Todos sabem que todo jogo indie é feito por um estúdio pequeno, muitas vezes por só uma pessoa sem os recursos tecnológicos nem de distribuição de um grande jogo. As pessoa que apreciam esse tipo de produção sabem que é algo de baixo orçamento mas não por isso de menor qualidade.

Se quiser deixar um recado final para nossos leitores:
Que não conhece tenho nosso canal do youtube:
E temos o nosso site onde é possível adquirir nossos quadrinhos, prints e outros produtos: http://www.editoracras.com.br/
Muito obrigado!
Estamos conversados, pooooor enquanto!

sexta-feira, 25 de março de 2016

O Homen Animal de Grant Morrison


       Pensei por muito tempo antes de escrever algo novamente sobre Grant Morrison, pois é um dos meus escritores favoritos com toda uma visão muito especial sobre as raízes e crescimento do mundo dos quadrinhos, como discute em seu livro Superdeuses.
        Assim , após ler muito material legal dele, finalmente consegui os encadernados da primeira obra dele para uma grande editora, o Homen-Animal, super-herói que já existia e que ele "apenas " revitalizou, mas de forma cheia de diversão e filosofia, o suficiente para  durar 26  edições sua passagem e conseguir vários outros trabalhos até chegar no sua obra prima Multiversidade.
            Minha introdução (ui!) ao Grant começou quando eu era só um estudante colegial passeando no shopping e vendo um gibi do X-men com uma arte meio diferente nas bancas, com o título "E de extinção, o final da saga". Folheando, vi Genosha destruída e um história que me fez comprar. Era fã dos X-men desde a época do desenho que passava na Globo, comprando várias minisséries e one-shots com frequência e essa revista que me fez colecionar a série normal. Histórias sobre o conflito entre o velho e o novo, o adulto e o adolescente, o fanatismo ideológico e a diversidade cultural. Inclusive graças a ele a Joss Whedon, o diretor do filme dos Vingadores, foi trabalhar na Marvel! Pois  Joss voltou a ler X-men por causa das histórias do Grant e foi contratado pela Marvel justamente para substituí-lo no gibi!
            Eu leria depois várias outras histórias dele com personagens como Superman e a Liga da Justiça, mas agora vamos nos concentrar em sua primeira obra que dá título a esse post, o trabalho que o lançou no mercado e mudou a forma de ver os quadrinhos.

Volume 1- O Evangelho do Coiote:
Capa do volume 1
                  Aqui começa a aventura com Buddy, sua esposa Ellen e seus dois filhos. Buddy não tem identidade secreta e pretende transformar o serviço de super herói numa profissão, uma espécie de segurança com super poderes. Claro que ser visto como um herói de terceira categoria enquanto existe uma Liga da Justiça "gratuita" não ajuda em nada. Porém a primeira proposta surge de uma empresa que trabalha em pesquisas com animais. Assim começam as aventuras paralelas de Ellen e Buddy. A primeira tendo que sobreviver a uma tentativa de sequestro quando vai passear com os filhos e Buddy sob a identidade de Homen-Animal, capaz de duplicar as habilidades dos animais próximos. Muito questionamento sobre o processo de ética em pesquisas é destrinchado assim como a sombria origem de recursos da companhia.
                    A seguir temos várias histórias curtas ao longo da revista. Aquela que fica fisicamente central, no meio desta, dando nome a revista e discutindo sobre como o ser humano aborda a violência em nível real e artístico e como as duas se entrelaçam.

Capa do volume 2
Volume 2- Origem das espécies:  Temos  a origem dos poderes do Homen -Animal detalhada e entrelaçada com o de outros heróis do mesmo estilo pouco conhecidos da DC Comics assim como essa conexão com os arquétipos animais do planeta inteiro afeta a realidade ( isso décadas antes de certas histórias do Homem- Aranha) numa aventura na África. Tudo permeado com os problemas e reflexões do ativismo anti-especicismo de Buddy ( que virou vegetariano assim como o próprio escritor da história).

Volume 3- Deus Ex Machina: A metalinguagem em seu auge! Surge James Higwater como guia de Buddy para uma fratura da realidade. Um fratura causada pela saga ( na época recente) Crise nas Infinitas Terras . Assim os poderes de Buddy aliados a sua capacidade e aprender sobre a estrutura da realidade ( cujas bases usa para ter seus poderes animais) permitirá  lutar contra o super-humanos enlouquecidos que surgem por essa fratura cósmica. No entanto, enquanto salvava o universo uma grande tragédia se abate em sua família. Como a mente totalmente abalada com tal paradoxo começa sua busca profunda profunda que o levará para um reino ainda mais profundo do que dos arquétipos animais que usa, o reino das ideias não materializadas, o palco através do qual ira interagir com a interface entre o mundo dele e a nossa própria realidade. Uma história mais do que existencialista, uma história que discute qual o real papel que a histórias em quadrinhos podem ter na nossa vida.

Assim como outras obras boas do selo Vertigo ( o selo adulto da DC Comics) o Homem Animal é um grande exemplo que como material adulto não precisa ser sinônimo de pornografia com litros de sangue ( isso é sinônimo do arte gore, não toda arte adulta!), mas que é ter a liberdade para falar de temas complexos e chocantes com alto grau de profundidade e ainda assim levantar uma colorida chama de esperança para enfrentar as força de nosso mundo real.

Você já leu esta ou outras histórias do Morrison? Compartilhe conosco!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Revista da Turma do Ronald MacDonald

Capa da edição que tenho em casa
"Dois hambúrgueres , alfa, queijo, molho especial, cebola , picles e um pão com gergelim".
        A música do Big Mac é conhecida pela maioria das pessoas. O McDonald  tem frequentemente uma abordagem multimídia de propaganda. Já teve boneco dos seus personagens, dancinha oficial ( o Rock do Ronald!),  teatrinho para festas infantis, entre outros. Me lembro  até de um especial infantil que passou na TV contra as drogas ( se alguém tiver mais informações ou imagens contem pra gente). Mas uma coisa que descobri recentemente foi que eles já tiveram uma revista infantil oficial!
               A número 1 saiu em abril de 1994, com a coordenação geral e uma matéria sobre a história dos livros feitas por Ruth Rocha ( a mesma que polemizou falando mal da literatura fantástica recentemente), um conto exclusivo feito por Pedro Bandeira (  O mesmo autor de livros como "A dorga do Obediência"), publicação pela Prêmio Editorial, trimestral e com distribuição inicial de 600 mil exemplares (informações todas na própria revista).
             No caso da primeira edição ( aquela que obtive), o conto se  chama "Correndo pra cachorro" e trata de uma uma história infantil sobre uma corrida de cachorros . O restante da revista é preenchida com páginas de publicidade, jogos infantis ( colorir e adivinhações) ou propaganda na forma de jogos. Uma curiosidade é que um dos anúncios era de uma conta de banco pra crianças!
         Até onde pesquisei na web parece que durou até a edição número 7, o que daria quase dois anos pela periodicidade da revista.
          Se tiverem mais informações sobre essa iniciativa ou de outras de redes de restaurantes na área da literatura compartilhe conosco!

segunda-feira, 14 de março de 2016

Quadrinhos gratuitos da Draco


    Um dos pontos mais complicados do mercado de histórias em quadrinhos é a distribuição das mesmas, especialmente em países de tamanho do Brasil.  Ultrapassando esse problema a editora Draco possui um site onde disponibiliza gratuitamente  hqs nacionais próprias para a leitura, sem precisar de qualquer aplicativo. Abaixo vão as histórias seriadas disponíveis no site:



Baltazar e Colombo correndo com o ídolo dos furiosos nativos
Quack: Vice ganhador do prêmio Henshin Brazil Manga Awards , com um traço que lembra muito o lado mais caricato de Akira Toryama( Dragon Ball) vemos a história do atrapalhado aviador Baltazar e seu pato falante Colombo viajam o mundo atrás de tesouros!  A mistura de covardia e arrogância de Baltazar é o principal inimigo do aviador que aprende com o pato boca suja e rabugento ( e um dos mais engraçados personagens da história) a assumir riscos de maneira cuidadosa. 
            No primeiro arco completo  disponível temos a dupla do barulho aprontando altas confusões numa tribo de macacos falantes em busca de uma estátua de ouro!
Roteiro e Arte: Kaji Pato



Orcs, zumbis e beholders no shopping!
Zikas: Imagine se um mundo clássico de fantasia medieval ( como Senhor dos Anéis) evoluísse até o nosso nível tecnológico. Na cidade de San Paolo onde criaturas míticas são comuns e objetos mágicos estão acessíveis desdes que se tenha grana para pagá-lo o orc Barone deseja tornar-se um ZiKa, um caçador de recompensas. Vivendo aventuras urbanas enquanto tenta sobreviver e mudar seu destino nesse estranho mundo, Barone tem como aliados o anão hipster Muralha, a orc cabeleireira Latiffa e o gnomo Jay.
           Feita com um traço mangá mais puxado pro comics estilizado, a comédia de aventura com muita perseguição bem temperada com crítica social  atualmente tem 2 arcos completos disponíveis, incluindo uma aventura no shopping center mais bizarro dos quadrinhos!
Roteiro: Alessio Esteves e Raphael Fernandes
Arte: Júnior Ferreira


O herói em forma humana e transformado
Starmind : vencedor do Henshin Brazil Manga Awards de 2014, um aqui temos um garoto com o poder de deixar as pessoas inteligentes batendo nelas! Feito em estilo de mangá shonen, já tem uma pequena prévia mostrando a origem dos poderes do heróis, seus aliados e inimigos.
Roteiro: Toppera TPR
Arte: Ryot

Acesso de todos os mangás pelo site: http://dracomics.com/









Quem quiser saber de mais quadrinhos da Draco: http://letraseaventura.blogspot.com/2016/01/analise-dos-quadrinhos-da-draco.html