domingo, 29 de novembro de 2015

Um conto de Catheryne e Henry - parte2/3

Parte 2/3 - A melodia de Northanger:

    - Por que nunca me contou, querido? E por que colocariam um aviso para nós revelando seus planos sombrios, tal qual os vilões enlouquecidos dos romances que leio?
    -Minha amada Catheryne, nunca quis esconder nada de você. A harpa dourada é da família de meu pai, vindo pra cá a séculos quando seus ancestrais romanos vieram pra Inglaterra, um tesouro de um general romano considerado intocável desde uma missão misteriosa na Grécia, de onde veio a harpa. A abadia foi adquirida por minha família justamente para criar um esconderijo para seus tesouros mais secretos em seu subterrâneo. Inclusive, de todos de minha família, apenas meu sabe o segredo para entrar no cofre secreto.
Mas não faço ideia de como Isabela pode ter virado uma feiticeira nem como funciona a mente enlouquecida de uma. Mas ela deve ter enfeitiçado meu irmão para descobrir o segredo de Nothanger.
      -Então a maldição de minha família foi apenas uma distração para nos deixar afastado de seu real alvo. Que sombras ela poderá ter lançado sobre a moradia de descanso de tua família? Apenas agradeço a Deus por temos conseguir desfazer o encanto de meu lar antes que algo trágico ocorresse.
    O cheio de maçãs invade o interior da carruagem a medida que os cavalos vão parando. Estavam no meio do pomar da família, a 2 minutos de cavalo da propriedade central.  Olhando pela janela, a sombra das arvores de forma sua mesmo sem movimento aparente das folhas ou do sol, como se a própria luminosidade tivesse medo de entrar na região.
     -Senhor, o s cavalos não querem ir mais pra frente, muito menos eu. Se quiserem posso voltar para deixá-los na cidade, mas não entro ai de forma alguma.
     -Então desceremos. Fique volte com ele, Cathe....
      - Não! Você salvou minha mente e minha família! Não vou abandonar num abismo inferno aquele que amo e que mostrou mais de uma vez seu amor!
      - Está bem! Fique atrás de mim!
      Caminhando em direção a abadia, o barulho de burros começam a ser escutados. No caminho principal da entrada, vários dos animais estão vestidos com aquelas que seriam as roupas de seus ocupoantes. o olhar de um deles para Henry o faz abraçar a criatura.
      - Minha irmã, o que te fizeram!
      -Aquilo que farei com você se não seguirem minhas instruções! -Fala John Torpe, irmão de Isabela, com uma flauta na mão
       - O que você quer, cria de Satã!? - Fala o rapaz emocionado.
        -Como pode se render a tais crueldades! - Completa a sua esposa
       - Calem-se! Nenhum deles quis colabora, muito menos o velho general! Agora, me tragam a harpa dourada da abadia em 1 hora ou  vou me contentar em ter o restante, isto é, a própria abadia, e venderei todos vocês como bichos pra outras famílias - um toque na flauta faz o assustado casal ganhar orelhas de burro.- Eis uma pequena amostra! Agora vão!
         O casal entra na abadia. Henry leva sua amada até um espelho grande com uma abertura de chave no canto esquerdo.
        -Meu anjo, apenas até aqui consigo chegar.Nunca vi a chave sendo usada ou mesmo a abertura se revelando. Meu pai ia até aqui e simplesmente sumia por alguns minutos antes de voltar para casa. Eu e minha irmã cutucamos o espelho vários vezes desde pequenos, até um dia eu o retirei da parede mas não achamos nada.
      - Suas palavras me fazem refletir tal qual o objeto de nosso desgosto. E se olhásemos exatamente pra onde ele reflete?
       E assim ambos se concentram em um cômodo nunca usado mas sempre bem arrumado que seria para visitas, onde um apoio metálico para velas incrustado na parede está justamente, na imagem espelhada, ao lado da abertura da chave. Indo para la, as tentativas e mover o apoi são em vão. Até que Henry pedra uma vela da gaveta e a ascende no local indicado. O chão se abre, revelando a escada que os leva a um omodo secreto, na verdade uma antiga catacumba ricamente decorada do tamanho de uma quarto grande de casal, mas sem cama e cheia de armários onde múltiplos tesouros estão, incluindo a harpa.
       - Estou em dúvidas do que fazer, querida. Se entrego a harpa podemos libertar nossos amados e deixar um grupo de senhores das trevas cruzando a Terra com uma grande riqueza para propagar o mal. Se não, minha família e você estaremos condenados. Como não queria ter te envolvido, meu amor!
        - Estarei sempre com você meu querido! Encontraremos um jeito para barrar esse mal.
        Nesse instante, Catheryne começa a cantarolar a profecia do duende que escutou quando desfez sua maldição familiar, a mesma que indicou para Henry que devia seguir para a abadia:

         Quando a harpa tocar desfará a segunda maldição
        e terá que correr para a terceira prisão
        para desfazer os poderes da bruxa sem coração
        cuja alma foi tomada pela ambição.

       - É isso! - Dizem o casal em sincronia.
        Asssim a melodia do canto sobrenatural é tocada e suas orelhas de burro somem totalmente.
        Subindo correndo até onde estava o sombrio vilão encontram apenas a marca de cascos em chamas no chão e a família de Henry de volta, gerando grande alegria.
           Mas, da fumaça das marcas das patas chamuscada forma a imagem de uma fada ao lado do duende que viram antes:   
        - Estamos quase libertos! O cruel John, que enfeitiçou sua própria irmã e marido desta, nos mantém prisioneiros! Por favor, nos ajudem, antes que outras famílias sejam amaldiçoados por esse homem enlouquecido pelo poder! -Dizem em conjunto os elementais fantasmagóricos.         
         -Henry, acho que é nosso dever! Lembra-se da peça de teatro que você me mostrou, "A Tempestade"?
           - Sim! É hora de acabarmos de vez com essa ameaça que quase dizimou nossas famílias!
        
Em 7 dias a "encantadora" conclusão!

Parte 1
Parte 3 - conclusão 

    
     

domingo, 22 de novembro de 2015

Um conto de Catheryne e Henry - Parte1/3

 Olá! Está é primeira parte de 3 de um conto meu inspirado na obra "A Abadia de Northanger", de Jane Austen, mas com toques nos contos de fada da Disney que fiz apoiado pela minha querida Flor de Cerejeira (te amo, gatinha!). Espero que gostem!

Parte 1/3: Silêncio em Wiltshire

     Toc! Toc !Toc! O barulho da carruagem misturando patas de cavalo, madeira rangendo e tiras de couro se esticando parecia aumentar com a proximidade da casa.
     - Será que eles estão bem, Henry? James foi tão vago naquela carta em que anuncia a feliz vinda de fortuna para meus pais. Depois soltou cartas cada vez mais breves e ríspidas. Será que ele se tornou um ladrão? Será que eles estão escondendo criminosos em casa? Será que descobriram uma mina antiga e agora o dono verdadeiro a quer de volta?
     - Não sei, querida. Realmente sua família sempre gostou de falar muito e seu irmão James nunca detalhou seu novo negócio, apenas mandou seu broche de outro como presente de aniversário para confirmar sua fortuna.  Espero que não tenha se metido em enrascadas. Você sabe como Isabela ainda tenta provocá-lo, apesar de estar casada com meu irmão.
     - Chegamos! - Gritou o cocheiro.
   O jovem casal desceu. Alguns esquilos tentavam se aproximar para ver aquele vestido rosa com detalhes na forma de flores brancas que se destacava naquele campo onde predominava os tons de marron e verde do local.
       James remexia suas abotoaduras douradas do terno cinza-escuro para aliviar a ansiendade. Não foi o aumento da velocidade da carruagem que aumentou o barulho da mesma, mas o silêncio da região onde quase não se ouvia mais o barulho dos animais.
      A medida que se aproximavam da casa da familia Morland viam mais suas múltiplas expansões e ornamentos refinados que não existiam há um ano atrás. Muitos detalhes feitos em ouro, inclusive um pequeno trecho do caminho de entrada que lembrava pegadas douradas num caminho de mármore. Mas os raros esquilos que alegravam Catherine pararam de acompanhá-la naquele ponto e se monstravam tremendo de medo quando esta chegou a porta.
       Ninguém atendia.
       A jovem achou ter escutado a voz do irmão fraca e rouca e arremessou uma pedra na porta , que cedeu, junto com uma chuvade pedregulhos colocada como armadilha.
           - Uma armadilha contra ladrões, Henry? Minha família nunca foi disso. Estava tão maravilhada com o exterior da casa que não percebi o quanto o local pode ter virado uma prisão pra seu próprios ocupantes.E po rque deixariam a porta aberta? Por que não tem ninguém para vigiar?
         - Não sei querida. Apenas temos que tomar muito cuidado. Seguirei na frente. Qualquer coisa corra para pedir ajuda ao cocheiro.
         Cautelosamente atravessaram as salas ricamente ornamentadas com tapeçarias estrangeiras, cada vez mais enfeites de ouro e uma sacola cheia estáttuas de animais e frutos silvestre de pequeno porte, aparentemente sendo colocados numa estante quando algo fez seu arrumador parar tudo.
         Subiram até o quarto de James, quando viram uma grade na ponta da escada. Seria outra armadilha?
         Henry toma a dianteira e analisa o mecanismo. Um quadrado de 16 pedras coloridas está ao lado da maçaneta, com dua pedrinhas bem desgastadas. Apertando-as a porta se abre sem qualquer problema.
       No quarto de James o brilho dourado que preenche o local não alivia a expressão de terror de sua irmã.  O rapaz está delfinhando dentro de um traje dourado com toda sua família e servos transformados em ouro na pose em que faziam para ajudá-lo.
     - Minha.. irmã....
    - James!  Oq ue aconteceu?
    - Minha ganância... ela aconteceu.... Recebi uma abotoadura de Isabela... tudo o que tocava virava ouro... enriqueci minha família... fui tão egoista, transformando os animais de nossa propriedade em estátuas... para decorar nosso lar ou p-ara vedê-la - As lagrimas tentavam correr mas tambem viravam ouro- Até que um dia.. acordei e gritei. Minha roupa viou um pesado esquife de ouro. A três dias estou assim. alimentado por minha família e empregados, até que todos viraram ouro. Exceto você, que estava distante, minha irmazinha...
     - Calma, Catherine. - Dizia Henry suavemente para sua amada -Talvez haja um jeito. Já leu o livro de histórias gregas de nossa biblioteca?
     - Ainda não. Não li de qualquer autor que não compartilhasse de nossa terra de nascimento.
     - Há a história de um rei grego chamado Midas. Como ele era bondoso com as pessoas um dia o próprio rei dos duendes e do vinho, Dionísio,  foi ajudado por ele. Dionísio deu-lhe um desejo em troca e Midas pediu o dom de transformar qualquer coisa que tocasse  em ouro. Mas chegou um momento em que Midas não conseguia comer ou tocar aqueles que amava pois tudo virava ouro. Até que ele foi na cachoeira onde diziam morar o rei dos duendes. Lá a voz o senhor do vinho dise para se lavar naquela cachoeira para cortar o encantamento. E assim Midas conseguiu salvar a si mesmo e seu reino.
     - Puxa! Então vamos para a cozinha! A água da cachoeira daqui é usada especialmente  para fazer a melhor bebida da casa!
    Pegando um jarro em forma de cine que desde pequena via usando para coletar a água da cachoeira, despejou um pouco de seu conteúdo sobre o irmão, sem efeito. O jovem casal estava prestes a perder suas últimas esperanças quando, rememorando pela décima vez a história que Henry contou, a dama pega o vinho da dispensa e o mistura com a água do cisne, cuja primeira gota basta para desmanchar a mortalha dourada e,  num efeito dominó, desfazer o feitiço sobre todas as pessoas, animais e objetos da casa.
       A alegria está restaurada, mas a abotoadura mágica de Isabele explode em faíscas, fazendo aparecer um duende translúcido, como se feito de vidro esverdeado, que canta:

       Quando a harpa tocar desfará a segunda maldição
        e terá que correr para a terceira prisão
        para desfazer os poderes da bruxa sem coração
        cuja alma foi tomada pela ambição.

O duende some em pleno ar enquanto Henry cai de joelhoes com as mãos na cabeça.
    -Querido! Você sabe o que isso significa?
     - Infelizmente sim! Agora sei porque Isabela está mexendo com magia negra! Precisamos ir imediatamente para Nothanger e salvar minha família!

      
Parte 2
Parte 3 - conclusão

quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Dracomics

Olá gente! Aqui trago o releese oficial da editora Draco com seus lançamentos em quadrinhos!
Esse é para derrubar forninhos e chutar todas as bundas: O Rei Amarelo Em Quadrinhos, organizado por Raphael Fernandes e com vários autores. -> https://www.facebook.com/media/set/?set=a.1025641100800065.1073741858.159363034094547&type=3
   Sua histórias são baseadas nos conto do Livro O Rei Amarelo de Robert W. Chambers, cujo tons que mescla os limites entre o pesadelo e realidade girando em torno de uma peça de teatro que enlouqueceria aqueles que passassem do primeiro ato.

Já a dupla Leo Martinelli e Raphael Salimena traz uma aventura louca e divertida em Argos - Um fim do mundo muito louco

E que tal heroínas e super heróis? Em Valkíria - A Fonte da Juventura, de Alex Mir e Alex Genaro, temos uma lendária heroína encarando muitas aventuras e desafios sangrentos. Já em Cabra D'Água - Terra sitiada, de Airton Marinho e Ronaldo Mendes, conhecemos um herói arretado e muito brasileiro que vem para salvar o povo sertanejo no sertão nordestino!

Curte mangá? Então divirta-se com Quack - vol 1, mais um das patadas voadoras de Kaji Pato, e Starmind - O professor de Química do mal, de Ryot e Toppera-TPR! Quer uma palhinha grátis? No nosso site Dracomics há histórias gratuitas desses dois títulos: http://dracomics.com/
Lembrando que os autores foram os ganhadores do prêmio Henshin Mangá de 2014!

Por último, um trabalho esmerado de jornalismo policial e investigativo em formato de HQ: Cortabundas - O Maníaco de José Walter, de Talles Rodrigues, que conta a história real de um indivíduo misterioso que invadia casas à noite e fazia cortes nas nádegas de mulheres em Fortaleza-CE.

E mais! Hey, galera de Belo Horizonte e de Minas Gerais! Todos esses super lançamentos estarão na FIQ-2015, de 11 a 15 de novembro! Confiram tudo no nosso blog: http://blog.editoradraco.com/2015/11/draco-na-fiq-2015/

Para os assinantes do Social Comics atualmente há 9 hqs da editora disponíveis na integra na rede, incluindo as coletâneas Imaginários 1 e 2!

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Cidades de Dragões

 "Henshin!"

Olá!
 Aproveitando a primeira semana do Dia do Tokusatsu, estou aqui trazendo a resenha de Cidades do Dragões! O livro é o volume II da trilogia Legado Ranger (inspirada nos diversos seriados de super-herois japoneses que passaram no Brasil), continuação de Cemitério dos Dragões, apesar de poder ser lido de forma idependente sem problemas.
             Após voltarem para seu mundo de origem, os heróis descobrem que ainda podem invocar suas armaduras criadas com metal vivo,  magia draconiana e tecnologia interdimensional ( talvez esse último seja o grande motivo de ainda acessarem ela na nossa dimensão).
             O líder Derek confronta-se com seus superiores do exército dos E.U.A , mostrando todo seu passado nas operações secretas do governo melhor estilo Capitão América.
             O hacker Daniel mergulha nos estudos da  tecnologia de sua armadura para acessar novos poderes antes inimagináveis.
             O dublê  francês Romain vê sua carreira e vida pessoal decolarem.
             Amber precisa resolver todos os conflitos pessoais e familiares que tinha deixado para trás.
              A ruandesa Ashanti assume seu papel de lider militar suprema para mudar toda geopolítica mundial.
              Mas junto com suas armaduras míticas algo mais passou para nosso mundo. Os dragões chegaram e nossos heróis precisaram se unir para impedir do o filho do demônio-bruxa tranga o inferno (literalmente) sobre a terra).
              Aqui cada protagonista desenvolve suas motivações e relações afetivas. Mais do que uma mitual de Metal-Heroes com Power Rangers, eles ganham identidades próprias dignas de ganharem histórias solos no futuro. E ganhamos aqui mais que menções honrossas a tokusatsus antigos, mas uma leva personagens e cenas incríveis inspirados em Cybercops, Jiraya, Jiban e Kamen Rider!
              Uma das mais importantes funções de uma história é estimular a mente humana. Aqui a criatividade chaga mil, somos postos a refletir sobre sérios problemas mundiais que nos atingem diretamente e como qualquer pode ser um herói desde que funda seu desejo mudar o mundo com pesquisa profunda e determinação inabalável.
               Hora de pegar seu bracelete de cristal, fazer gestos mirabolantes e gritar "Metamorfose!" .