sexta-feira, 28 de agosto de 2015

O traça

Aqui falarei não de um livro , mas de um vilão baseado em  livros!

No seriado do Batman dos Anos 60 tivemos vários vilões temáticos cujos poderes e crimes eram baseados em algum objeto ou habilidade: Chapeleiro Maluco, Rei Relógio, o Pinguim (que no seriado se focava apenas nos seus guarda-chuvas especiais), Rei Tut(fanático pelo Egito Antigo), entre outras. E aqui aparece O traça!
         Originalmente surgido na primeira temporada , interpretado por Roddy MaDowall, o vilão usa livros especiais para realizar seus crimes, além de soltar enigmas na forma de citações literárias! Seus capangas não o seguem por lucro, mas por admirarem sua memória fotográfica e sua cultura enciclopédica.
       Desta forma, surge a grande pergunta: por que alguém assim seguiria o mundo do crime? Porque ele acha que conhecimento é sinônimo de sabedoria, acumulando milhares de informações sem refletir sobre elas. E aí daquele que achar um erro nos seus conhecimentos! Desta forma seu mal encontra-se na sua arrogância e ganância desenfreada. Ele sofre da mesma patologia mental dos outros vilões do seriado: desejo de fama e fortuna a qualquer preço, com os livros não sendo para ele diferentes das jóias, chapéus, guarda-chuvas ou outros itens que os outros vilões apenas buscam os mais raros para se auto-promover ao invés de criar algo novo por conta própria.

      Ele difere da dupla Batman e Robin, que busca sempre refletir sobre cada conquista em todas as áreas do conhecimento( o que vemos sempre no início de cada episódio)  e criar elementos novos (os quais normalmente viram super-equipamentos para usarem no combate ao crime).
     Para quem curtia o seriado recomendo a leitura do encadernado Batamn66, onde temos uma série de histórias continuando o seriado, com o desenho e coloração baseado nos atores e design do seriado e com muuuuitas piadas!

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Polêmicas de Alan Moore

  Olá! Um dos maiores roteiristas de quadrinhos responsável por grandes sucessos dos anos 80 e 90, Alan Moore, começou a ficar novamente na mídia após declarações polêmicas principalmente envolvendo o mundo dos super -heróis em que deprecia fortemente o mercado atual e suas adaptações cinematográficas. Por que isso? Será que ele deixou de gostar de super-heróis? Será que quer ficar famoso a custa de declarações? Aqui digo 3 possíveis motivos para seus discursos agressivos atuais

- estilo dark: todas as histórias de Alan Moore, especialmente as de super-heróis ( com seu apogeu em Wachtman) falam nitidamente dos personagens sendo lançados contra as sombras psicológicas tanto da sociedade quanto interiores, tendo que arranjar um meio de enfrentar esses males mais fortes que qualquer super-vilão. Assim esse é o jeito dele de contar histórias, o que já nos faz entender que esse estilo sempre permeará a maioria dos seus discursos. Jeito esse de contar histórias que nos leva ao próximo item.

- revolta contra a DC Comics: a maioria das grandes obras de Moore foram escritas para a DC Comics.No entanto, ao final dos anos 80, ocorreu uma grande briga entre ele e a editora envolvendo os direitos autorais e que não satisfez Alan até hoje.  Só que 50% das sagas contadas no século 21 ( e sucessos de vendas) da editora são feitas diretamente com base no material que Alan criou há mais de 20 anos! Acho que a revolta tá explicada, especialmente quando ele diz que são as mesma historias décadas atrás sendo recontadas sem inovação. O que nos leva ao próximo item.

-sucesso limitado da linha ABC: Essa é a linha de quadrinhos autorais de super-heróis criadas por Alan Moore com o objetivo de fugir totalmente da influência da DC Comics. Afinal, a dupla Batman e Superman é a inspiração para origem da maioria dos heróis atuais, inclusive da Marvel. Os X-men surgiram para concorrer com os Titãs (os sidecks dos heróis da DC reunidos) e o Quarteto Fantástico com a Liga da Justiça. Assim, o autor inglês buscou na literatura fantástica de sua própria terra natal a fonte de sua inspiração, cujo mais famoso resultado é a Liga Extra-Ordinária, onde os principais heróis da literatura inglesa se unem contra ameaças steampunk! A linha fez sucesso e tem alguns lançamentos inéditos até hoje (inclusive recomendo quem curte Dr. Who compra Tom Strong, quem curte mitologia compra Promethea e quem aprecia steampunk comprar a Liga Estraordinária),  mas nunca chegou a ser uma ameaça direta para as outras editoras e a única adaptação cinematográfica ( da Liga) teve uma série de problemas. Logo, uma mescla de frustração ressentida nas suas tentativas de mudar drasticamente o mercado de super-heróis também está em seus discursos.
 

   Espero que tenham gostado desse artigo onde tanto explico o discurso atual do Alan Moore quanto resumo sua obra. Compartilhe informação!

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

JurassicPark


                Dinossauros estão entre os elementos mais interessantes da biologia na cultura pop, semelhante as naves espaciais na física ou a hipnose na psicologia.
                 Finalmente o livro veio em português para o Brasil através da editora Aleph! Escrito por Michael Crichton ( autor de clássicos como a série Plantão  Médico e o filme Congo, outro livro seu adaptado para o cinema), ele nos leva para o mundo de maravilhas e terrores gerados pela tentativa de criar um parque de dinossauros.
             A obra torna-se uma compêndio com todos os problemas técnicos e administrativos que qualquer grande produção enfrenta ( alguém já assistiu o seriado do Discovery "Mega-Construções"?) amplificados pelo desejo de resultado imediato.
Jurassic Park            Plantas não são meros itens de decoração, mas organismos vivos que modificam seu ambiente quimicamente. Fragmentar demais seu projeto de forma que os participantes deste tenham o mínimo de informação sobre o que os demais estão fazendo vai causar incompatibilidade entre os módulos que cada membro produzir.  E minimizar a quantia de testes antes de lançar um produto é minimizar a capacidade de prever seus efeitos colaterais. Com esses e milhares de outros elementos que aparecem no livro daria para criar um manual de administração apenas com trechos comentados de JurassilcParque!
         Quando mergulhamos na história em si um clima que mistura aventura, suspense e alta ficção científica preenche o leitor. Se você viu o filme original identificará todos os personagens ( a paleobotânica, o arqueólogo, o caçador,  o cientista, etc), mas aqui temos a história detalhada de como cada um desses profissionais, os melhores do mundo na sua área, chegaram ao seu ápice profissional para serem escolhidos para lidar com as criaturas assim como suas aventuras pessoais para sobreviver quando o parque entra em curto.
           Bioinformática, ecologia, medicina, arqueologia, biologia, entre muitas outras áreas da ciência tem várias curiosidades descritas para se tornarem recursos ou ameaças ao longo do livro.
          Assim, recomendo fortemente a leitura dessa obra que , há mais de 20 anos, marca toda produção de aventura e terror sobre dinossauros.  Inclusive pelo capricho visual da edição brasileira, com bordas vermelhas nas páginas, páginas de divisão de capítulos em preto e a radiografia de um T-Rex na capa!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Tera vs Shoftim

Olá, gente!
ficção científica, ficção especulativa, cyborg, mutantes, ciborg, kaiju, monstros gigantes, caleb, tera, shoftim, jetro, conto, mini-contoAqui estou postando sobre o Projeto Tera vs Shoftim, a página irmã deste blog onde publico contos de ficção científica!
      Tera é o termo grego que significa monstro.
      Shoftim é o termo hebraico que significa juízes, no sentido de herói que mescla as características de guerreiro e legislador.
      Baseado em tudo que já consumi, especialmente as produções de monstros gigantes orientais e ocidentais, aqui escrevo as historias do ciborg mutante Jetro a serviço do Projeto Caleb-Shoftim, um heroi com poder controlar o metabolismo alheio e o proprio ( seja diminuindo para causar sonolência ou aumentando a capacidade de um órgão específico)  para auxiliar um grupo dedicado a estimular a inteligência humana e lutar contra as tecnologias de lavagem cerebral.
 
       Espero que curtam essa nova aventura! Tera vs Shoftim