quarta-feira, 22 de abril de 2015

Planeta dos Macacos

           
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A franquia "Planeta dos Macacos" é uma das maiores da cultura pop. Se pensarmos naquelas focadas em distopias ( mundos pós apocalípticos),  se iguala a fama de "Exterminador do Futuro" e "Mad Max". Ainda me lembro quando assisti a primeira vez com meu pai. Ele tinha gravado uma exibição noturna do SBT em k7 e juntos vibramos com a história do astronauta perdido em um mundo onde os humanos eram selvagem e os primatas governavam o planeta. O SBT exibiu, na época, um filme por semana e, após os 5 originais. passava nas manhãs de domingo o seriado live-action. Lia as adaptações em quadrinhos enquanto esperava cortar o cabelo .Assisti os remakes no cinema e, quando a Aleph anunciou o livro, tive que comprar para finalmente saber  a origem de tudo!
       Uma ficção científica misturando viagem espacial, toques de comédia, experimentação animal, aventura pulp e boas reflexões sobre a cultura em geral, "Planeta dos Macacos" foi escrito pelo francês Pierre Boulle,  o mesmo autor do livro "A ponte do Rio Kwai"
        Nesta obra vemos as recordações do sobrevivente de uma equipe de astronautas que irá explorar o mundo mais longínquo que a tecnologia de seu período pode conceber, caindo em um lugar onde a inteligência humana é praticamente nula e onde 3 espécies primatas diferentes dividem o planeta.
          Por que a evolução ocorreu invertida nesse mundo? Como se comunicar onde o empecilho da liguagem diferente é somado ao fato do herói ser visto como um mero animal de estimação? Como saber o verdadeiro grau de inteligência de uma espécie? O define uma criatura realmente como racional?
        Essas perguntas são desenrolados a medida que o protagonista vai tentando descobrir meios de se comunicar com seus carcereiros assim como com os outras humanos, tentando demonstrar que é um ser pensante para os primeiros e buscando um meio de ultrapassar o alto grau de bestialidade dos segundos.
             Talvez uma dos trechos que sintetiza o foco do livro seja quando o protagonista tenta descobrir o que define uma civilização e percebe que a maioria das obras de arte produzidas de qualquer povo não são obras-primas, mas que vez ou outras surge a obra de um gênio, o que estimula os outras a duplicarem, fazendo com que a maior parte das obras que exitam sejam réplicas com pequenas modificações das grandes obras. E que o mesmo ocorre em todas as áreas do conhecimento.
           Continuando as surpresas agradáveis, o final difere do filme mas é igualmente surpreendente, dando-nos o recado do grande perigo que corremos quando nos entregamos ao caminho confortável da mediocridade.
            Por fim, temos uma série de extras  sobre o autor e de sua adaptação cinematográfica, concluindo com chave do ouro o que começa com uma ótima capa vermelha, de pontas aredondadas.
             Compartilhe suas impressões e lembranças dessa obra-prima da ficção científica!
             Conheça mais novidades da editora Aleph para os próximos meses aqui.

foto: http://www.editoraaleph.com.br/site/o-planeta-dos-macacos.html

terça-feira, 7 de abril de 2015

Novidade da Aleph para 2015


  Olá, meus amigos!

 No dia 6 de abril,as 19h30, ocorreu na Livraria Cultura do Conjunto Nacional o primeiro Encontro Intergaláctico da Editora Aleph! O evento de de apresentação da Aleph de seus novos projetos literários! Completando 30 anos e responsáveis por trazer clássicos de ficção científica, conheci a editora primeiro por seus bons livros de educação escritos pelo professor Pier ( um dos fundadores da editora e falecido recentemente), depois adquirindo o ótimo Realidades Adaptadas . Vamos então para as novidades!

Star Wars: Teremos praticamente um livro por mês até o fim do ano! Serão duas linhas publicadas de maneira alternada. A primeira com o selo Legends (como Herdeiros do Império), mostrando aventuras do chamado Universo Expandido, histórias criadas com base na primeira trilogia e que a Disney usa como inspiração para novas produções. Já aquele sem o selo são os canônicos, livros lançados pela Disney que fazem parte diretamente dos acontecimentos dos filmes e seriados mais recentes.

Retorno de Star Trek: As aventuras de Jornadas nas Estrelas serão relançadas pela editora após muitos anos de espera

Momento cinematográfico: Este anos serão lançadas várias obras que originaram filmes ou que adaptam os mesmos! Começando com Planeta dos Macacos em Abril! Depois teremos Tropas Estelares, Jurassic Park, Eu Sou a Lenda e Alien!

CyberStorm:  Lançado recentemente pelo sistema de auto-publicação de e-books pela Amazon, trata de uma família tentando sobreviver aos diversos problemas no mundo físico reais causados por uma guerra virtual!

Biografias: O novo seguimento da Aleph será ampliação da linha de biografias de figuras importantes da cultura pop, Entre as novas estará a de Philip K. Dick, autor de Realidades Adaptadas!

Curtam e compartilhem!
Quem quiser saber mais de ficção cietífica clique aqui.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Overpower

   Olá, galera! De volta com a coluna Fora de órbita onde abranjo outros universos ligados a literatura de aventura.

   Recentemente me vi num debate interessante, sobre o motivo pelo qual o Superman atualmente é menos famoso que o Batman e um dos argumentos que usaram era o excesso de poder do Super, que não teria inimigos a altura.
Imagem da Marvel reunindo todas as versões do Thor
pra divulgar  o novo cross-over da editora,

    A partir desse momento vi que existe um certo pensamento de que heróis muito poderosos não conseguem ser desenvolvidos ou ter muitas histórias boas. Pois rebaterei essa cultura anti-Superman hoje, mostrando o quanto histórias incríveis e duradouras podem sair com heróis absurdamente poderosos! Isto é, mais do que o nível de poder , seja tecnológico, sobrenatural, intelectual ou outro, o mais importante é a forma como um bom autor desenvolve suas histórias.
      Primeiramente, quando pensamos em mangás no Brasil, os 2 mais famosos são Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball, e mesmo a nível mundial eles ainda competem com os clássicos atuais como Naruto e One Piece.
      Em Dragon Ball, a mais famosa é a fase Z, com centenas de episódio, filmes, bonecos, videogame e quadrinhos. E é justamente a fase mais Overpower, com os heróis primeiro tendo que adquirir nível de poder semelhante a lutadores destruidores de planeta para, a seguir, enfrentarem seres ainda mais poderosos!  A primeira parte ( saga de Frezza) ,tem como adversários seres de um exército onde cada membro de o poder para aniquilar um sistema solar com um dedo! A segunda tem uma raça de seres artificiais criados para copiar os poderes dos maiores heróis e vilões da saga anterior! E a terceira foca no retonro de um demônio que quase destruiu o universo!
     Já Cavaleiros do Zodíaco (Saint Seiya), tem seu nome mundial vindo justamente da saga das 12 casas, onde enfrentam os guerreiros dourados dos 12 signos, marcados por conseguirem correr na velocidade da luz, abrirem portais interdimensionais e destruírem cidades inteiras com um único golpe. E todas a sagas seguintes mantém esse nível de poder. Inclusive tivemos uma série protagonizada pelos cavaleiros de ouro (Saga G ) e outra cujos protagonistas são os Cavaleiros Dourados de eras atrás (Saint Seiya Lost- Canvas Gaiden), somando mais de 50 volumes de quadrinhos apenas com seres absurdamente poderosos.
      Mesmo o nosso herói japonês mais famosos do Brasil, o Jaspion, não chega a ser muito diferente. Afinal, mais do que um mnstro por semana, cada episódio mostrava um tirano maligno que havia escravizado um planeta diferente enviado para destruir o herói. Isto é, o Jaspion enfrentava um  conquistador interestelar diferente por episódio!
       Isso por que estamos nos focando apenas no que foi lançado em nosso país! Mas vejamos agora as produções ocidentais. Um dos maiores heróis do Vigadores é o Thor, que ganho  2 filmes próprios além de participar do filme da super-equipe. E ele é tão poderosos quanto o Superman !  Compartilhando o mesmo de outros grandes heróis mitológicos como Hércules, temos gigantes, monstros ancestrais e deuses sombrios como ameaças diárias que rendem grandes desafios.
     Dentro da Liga da Justiça esse é o dia a dia da Mulher-Maravilha. E esta é apenas uma dos líderes da Liga.  Outro exemplo dentro da mesma é o Lanterna Verde, que tem um anel capaz de materializar qualquer coisa ( a releitura da lâmpada de Alladin), refletindo tanto a imaginação quanto a força de vontade do portador. E descobrimos que ele faz  parte de uma tropa inteira que usa esses anéis, rendendo histórias o suficiente para 5 gibis mensais diferentes nos EUA!
      E o Superman, o motivo de nossa conversa? Vamos pensar apenas em alguns vilões básico dele : Brainac, um conquistador interestelar com nível de poder semelhante ao Galactus. Lex Luthor, o maior gênio do planeta Terra, Parasita, capaz de absorver o poder de toda criatura que encosta nele. Metalo , um robô equipado com armas ultra avançadas energizadas por kriptonita! Isto dá desafio o suficiente? Sem contar nos múltiplos desastres naturais que por si só ameaçam nosso planeta. E as grandes provas do quão boas são suas histórias é a longevidade de 70 anos do quadrinhos do herói, 2 seriados que duraram anos na TV ( Lois & Clarck e Smallville), vários filmes marcantes no cinema, e  um seriado de desenho animado que cujo sucesso fez com que além de durar 4 anos evoluísse para o desenho da Liga da Justiça de Bruce Tim, um dos melhores seriados de super-heróis que já tivemos na TV e com histórias em quadrinhas derivadas igualmente interessantes.