quinta-feira, 31 de julho de 2014

Entrevista- Devorador de Almas

   Olá, meus amigos! Hoje temos a entrevista com o incrível Paulo Dumi, criador do livro de suspense e ação O Devorador de Almas , que está sendo lançado hoje como ebook pela Amazon  :
André Vianco, ação, HP Lovecraft, noir, O Devorador de Almas, Paulo Dumi, Stephen King, suspense, terror,, amazon


Como iniciou sua vida de escritor?
Então, se vamos falar friamente como começou, posso arriscar em dizer que foi em 2007, quando eu ainda cursava a faculdade de jornalismo. Lá havia uma matéria chamada jornalismo literário, e a professora que nos ensinava é escritora. Com a aproximação, fui aprendendo mais sobre o ramo literário com ela. No ano seguinte, fui selecionado para participar da minha primeira antologia publicada (Anno Domini – Manuscritos Medievais, Editora Andross, 2008). E desde então vou escrevendo.
Agora, se fomos analisar todo o contexto, desde pequeno sempre fui incentivado a ler. Isso fez com que na minha adolescência eu me aproximasse do RPG e quadrinhos japoneses, e sob tais influências fui escrevendo as minhas primeiras histórias, embora nunca tenham sido publicadas em lugar nenhum (risos).

De onde veio a ideia para o livro?
O livro atual veio depois de eu assumir que o projeto anterior em que eu estava trabalhando não iria vingar – pelo menos não naquele momento. Eu me sentia incomodado em não escrever um romance, e precisava disso. O Devorador de Almas surgiu como uma daquelas histórias em que o autor abre a mente e “vê o que dá”. Claro que isso sempre é um risco – e quem pensa em escrever desta forma não aconselho a fazê-lo (risos), pois você pode chegar em um momento em que não tem como progredir com a história, e se para o leitor já é frustrante, imagina para o escritor, que gastou tempo e neurônios elaborando a história e de repente descobrir que ela não vai levar nada a lugar nenhum...
Felizmente não foi isso o que aconteceu com o O Devorador de Almas. A ideia original foi buscar um protagonista que fugisse daqueles padrões de herói, mas que também não fosse um antagonista. Que não fosse tão ruim, mas que também não fosse tão bom. Foi assim que surgiu o Carlos. Em seguida decidi por colocá-lo em um ambiente meio Noir, e logo veio a mente bares, boates, a noite fria, ambientes que trouxessem certa inquietude para o leitor. E, como que naturalmente, vieram os demais personagens secundários. Como em um jogo de xadrez, o tabuleiro da história estava montado e as peças estavam posicionadas. Agora era só realizar as jogadas de cada personagem. E foi assim que cheguei ao clímax e no fim, apenas jogando o jogo.

Quais os principais fontes de inspiração?
Bom, eu não me preocupei muito com essa questão de inspiração, mas posso dizer que os livros do André Vianco me ajudaram muito para elaborar as cenas. É um autor que julgo que trabalha muito bem com o terror em seus livros. Também busquei um pouco de Stephen King e HP Lovecraft (este último inclusive para trabalhar um pouco a figura do Demônio) para o clímax. Para alguns cenários busquei referências de alguns filmes de suspense.

Planeja fazer uma continuação ou outras obras?
Por enquanto acho que o O Devorador de Almas não precisa de continuação – embora tenha história para tal. Atualmente estou trabalhando no meu segundo projeto. Este sim será maior, e certamente terá mais do que um livro. Quero trabalhar com algo que misture dados históricos com a ficção. Já tenho o tema definido, mas ainda estou em trabalho de concepção da história. Portanto, qualquer novidade postarei no meu blog (risos). Enquanto isso, espero que os leitores curtam O Devorador de Almas!

Quer deixar um recado para os leitores?

Quero sim.
Acho que, quando um autor se dedica a publicar uma obra, é porque ele sabe da importância que aquela história pode fazer na vida das pessoas que o lêem. Seja qual tema for, qual for o interesse, a leitura tem uma função extremamente importante na vida de um ser humano.
A vida de escritor é assim: de nada adianta ter um Senhor dos Anéis, ou um Harry Potter em seu poder, se aquela história não puder mudar as pessoas. Quantas crianças começaram a gostar de ler e criar um hábito de leitura graças a Harry Potter? Quantas pessoas não foram envolvidas pelo fenômeno Código da Vinci? O livro é um meio riquíssimo de crítica, mesmo sendo ruim – pois o fato de ser ruim já faz com que o leitor faça uma crítica sobre a obra. E é isso que os autores – os verdadeiros autores – buscam em seus leitores: mudanças que sejam benéficas para as suas vidas. Espero que O Devorador de Almas seja um livro que entretenha e que venha a agregar algo de valor para quem o ler. 

Agradecemos pela oportunidade e desejamos sucesso!