quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O Leão , a feiticeira e o guarda-roupa


No primeiro livro escrito da septualogia por C. S. Lewis em 1950, a pequena Lucy descobre um armário encantado capaz de levar ela e seus irmãos para uma terra  mágica amaldiçoada  por um inverno eterno.  Seguindo uma antiga profecia, precisam encontrar Aslam, o leão mágico rei de todos os seres lendários de Nárnia para destruir a impiedosa feiticeira que colocou a terrível maldição.
O líder dos irmãos, Pedro, não faz sua liderança pelo seu tamanho ou idade, mas por sua maturidade, buscando respeitar os sonhos dos outros. Ele não força os outros a cumprir seus objetivos, mas encoraja a todos em ir em frente.
            Luci, a mais jovem, a primeira a descobrir Nárnia, é preenchida por seus sonhos, sendo a mais próxima do leão. Um grande indicativo que o verdadeiro poder que emana de Aslam e que cria Nárnia é a imaginação pura
Susana, a garota mais velha, é semelhante à Lucy, se diferindo por um menor brilho, um coração cuja alegria e espontaneidade se esvaziaram (diferente de Pedro, que a mantém e usa para motivar os outros), sendo parte de sua jornada para Nárnia a recuperação dessa alegria tirada pelos tempos de guerra, temos um encontro emocionante com o amigável bom velhinho que adora dar presentes no final do ano!
O rapaz Edmundo é o arquétipo da criança encrenqueira, talvez como reação equivocada pela distância da família, seja por ter amadurecido ao contrário: ao invés de seus sonhos crescerem e motivarem os outros é seu egoísmo infantil que cresceu até sobrepujar sua imaginação. Sua jornada é a mais perigosa, pois é o que mais se aproxima da feiticeira branca e de seu coração frio.
Quanto às diferenças do filme para o livro digo que são poucas, se acentuando um personagem novo no filme, a raposa falante dividida entre a luz e as trevas, que de tão bem colocado apenas acrescente mais ação na história do cinema, sem perder o charme do estilo de C. S Lewis.


            Dica:http://mundonarnia.com/