segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Batalha do Apocalipse

anjos, apocalipse, Demônios, Eduardo Spohr, literatura brasileira, mitologia,



    Os exércitos etéricos lutam entre si pelo comando da Terra. De um lado Lúcifer, senhor dos anjos caídos e das almas humanas corrompidas pelo poder da escuridão, cujo reino reino fora construído sobre o cemitérios de antigos deuses mortos. Do outro o arcanjo Miguel com seu exército celestial, ansioso para exterminar a humanidade que considera indigna do legado de Deus, este em profundo sono há milhares de anos. Para defender a humanidade dessa guerra milenar se reerguer o anjo Ablon e a feiticeira imortal Shamira, unidos para cancelar a guerra que está prestes a ser travada entre os 2 exércitos quando as barreiras que separam as realidades caírem.
Num tom extremamente épico, este livro brasileiro de Eduardo Spohr vai contando a história do casal de protagonistas ao longo das eras para defender a humanidade das guerras astrais e de si mesma. Temos uma saga estilo "Conan" que se passa na época de construção da Torre de Babel, uma jornada pelo oriente contra espíritos malignos com lutas lembrando "Mortal Kombat", travessias pelo inferno como "Divina comédia" e coadjuvantes celestiais e infernais como em "Paraíso Perdido", com o grande clímax da guerra total pelo controle da terra num futuro próximo! Tanto Shamira quando Ablon vão evoluindo, aprendendo cada vez mais sobre a humanidade e sobre si mesmo, culminando na descoberta de real fonte de seus poderes como anjo e humana.
Alguns podem acusar de plágio com o seriado "Supernatural", em que os irmãos protagonistas, nas últimas temporadas, defendem o mundo das guerras civis celestiais e infernais onde arcanjos e arquidemônios lutam entre si pelo poder enquanto Deus encontra-se desaparecido ( mas atuando nas sutilezas em favor do bem e da humanidade). No entanto, essa temática é muito mais antiga, com uma das mais recente provas disso a saga do "Spawn" publicada pela  editora Pixel no Brasil, que contem exatamente a mesma base muito antes de Supernatural e cujo roteirista fala ter usado de inspiração uma parcela dos evangelhos apócrifos gnósticos (onde qualquer um que lê vê nesses escritos de 1000 anos atrás a mesma temática).  A mesma idéia é usada em maior ou menor grau há seculós para histórias, incluindo seriados como "X" , " Saint Seiya", "Xena- A princesa guerreira", entre outros. O livro se destaca pela mistura mitlógica, pela ótima construção dos personagens, por ocorrer ao longo de diversas regiões e eras e num estilo de aventura épica própria, com profundas reflexões sobre o livre arbítrio.
Assim, que quiser tem uma boa aventura onde o destino do planeta e suas múltiplas dimensões está em jogo o livro é uma prato cheio!
       Fotos e mais informações: http://filosofianerd.blogspot.com.br/2009/10/tutorial-como-ler-batalha-do-apocalipse.html

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

400 imagens Mangá - Do começo ao fim

         Olá gente!
         Iniciando a nova fase do Blog começarei a falar também de livros sobre aventuras, seja a biografia de um escritor  famoso, um livro sobre filmes de ação ou sobre a criação de games. Mas continuarei falando sobre as histórias que nos fazem mergulhar num multiverso de emoções!
Hoje , faleri sobre 400 imagens Mangá - Do começo ao fim , uma publicação da editoa Discovery contando a história do mangá no mundo e no Brasil!
        O uso desse estilo de quadrinhos como ferramentas para histórias incríveis é mais do que comprovado com a existência dos múltiplos eventos lotados de Anime  no Brasil inteiro, assim como a influência na estética tanto narrativa quanto visual de várias outras obras ( como Frank Miller fez em Demolidor, a atual Turma da Mônica Jovem e até as ilustrações de capa e internas de vários livros e revistas dos mais diversos temas).


       São  9 capítulos, consistindo em artigos do especialista Sérgio Peixoto:

Introdução: Onde vemos como Peixoto mergulhou no mundo dos mangás
Mangá para quem não conhece : O título diz tudo, indo desde as origens nas gravuras do Japão feudal até os dias de hoje.
Os Olhos grandes do mangá: Detalhes de como se inciou o uso desse estilo de olho nos quadrinhos japoneses, que começou e se popularizou primeiro nas historias femininas.
Nem tudo é olho grande : Vários mangás de boa qualidade que fogem dos esteriótipos gerados pelos sucessos atuais.
O mangá no Brasil : Um dos meus capítulos prediletos, falando desde os primeiros importados por aqui até a produção nacional e criação do mercado brasileiro atual de mangás!
O fim do mangá -1 : Focando nas origens do mercado atual
O fim do mangá -2: Sobre o crescimento do mercado e uma ótima análise sobre estratégias empresariais
O fim do mangá-3: Sobre a explosão mundial do estilo e os problemas internos no mercado de quadrinhos.
Sobre o autor: Parece besteira eu chamar essa parte de capítulo, mas é muito legal o modo como é contado o encontro do Peixoto com a editora para criação do livro.

Foto:http://www.discoverypublicacoes.com.br/loja/index.php/400-manga-do-comeco-ao-fim.html

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Combo Rangers -Somos heróis

   


 Ainda me lembro quando estava no aeroporto aguardando ser chamado para embarque na segunda viagem de avião que faria na minha vida. Eu estava nos computadores com acesso gratuito à internet recém instalados lá, um doidera numa época em que internet em casa ainda era por internet discada , uma época antes da explosão dos RPGs online. Estava eu enfrente ao PC enquanto aguardava o chamado para embarque vendo o único gibi virtual de qualidade que eu conhecia na época, uma história com cada capítulo cheia de piadas, ação e cara de anime: COMBO RANGERS! 5 jovens escolhidos pelo Poderoso Combo para receberem roupas coloridas e poderes  especiais para lutar contra os impérios alienígenas que tentavam dominar a terra, numa clara sátira aos  Power Rangers e antigos tokusatsus (como Changeman, Flashman, Jaspion, Ultraman, etc).
                Iniciado muitos anos atrás como a primeira grande HQ virtual brasileira, com cada ano tendo uma saga diferente, posteriormente  ganhando quadrinhos físicos, primeiro pelo famoso ”formatinho” ( o tamanho clássico de gibis como Turma da Mônica), passando depois pela Panini onde ganhou um tamanho grande semelhante aos quadrinhos americanos, sempre cheio de homenagens aos grande heróis tanto ocidentais quanto orientais.
                Posteriormente os quadrinhos chegaram ao fim mas seu autor, Fábio Yabu, continuaria na área, criando a fantástica série de animação “As Princesas do Mar”!


                
        Apesar do grande sucesso da série e de algumas iniciativas no campo da literatura, Yabu ainda desejava ver o retorno do Combo Rangers (assim como vários fãs, o que me inclui!). Então, elaborando uma grande parceria com Michel Borges o projeto de uma nova história foi lançado por um sistema de financiamento coletivo,  onde o grande número de fâs mostrou-se realmente enorme e resultou na incrível HQ que falaremos nesse blog!
Como Rangers! SomosHeróis!

                Num futuro próximo, a maioria das pessoas da Terra possui super-poderes e os usa normalmente para atividades banais como ir ao trabalho, mas super-heróis são considerados peças de museu, ridicularizados por uma população que aparenta viver numa utopia tecnológica mas que denigre o uso heróico de habilidades especiais. Nesse clima, o vilão cósmico Card aproveita para atacar a Terra, o que leva o antigo herói Combo a sair da aposentadoria e escolher 5 jovens para receber seus super-poderes para lutar contra o mal!
                A história é completa,coerente, cheia de piadas e de ação! Quem não conhece se divertirá muito! Quem é nerd verá em cada página várias piadas de games, animes, tokusatsus e da cultura pop em geral. Quem é fâ antigo verá os principais antagonistas e aliados reformados de formas muito engraçadas!
                 Se tentarmos fazer um comparativo direto, podemos nos recordar da DC Comics em”O Reino do Amanhã”, um futuro onde a Liga da Justiça sai da aposentadoria após o mundo virar uma guerra entre super-humanos que , em lugar de se tornarem heróis, montaram verdadeiras gangues que lutam entre si  por territórios. E outro bom comparativo é o com a série “Terra X” da Marvel  Comics, onde os raros heróis ativos, num mundo onde quase todos  ganharam super-poderes, tentam agrupar os antigos heróis aposentados e seus descendentes para lutar contra o vilão que é o único ser com poderes de controle da mente no mundo inteiro.
                Assim, descubra seu poder especial, vista sua capa colorida e entre nessa batalha pelo amor e pela justiça!


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A batalha final

   

           Literalmente o última história de Nárnia, se inciando com a origem de um falso  Aslam que começa a escravizar os narnianos que, com séculos sem ver nem o Aslam real nem os leões de Nárnia,  obedecem cegamente sua ordens, para o desespero do regente que não sabe se permanece leal à bondade de seu coração ou aos caprichos daquele que dizem ser o verdeiro rei de Nárnia
          Aqui está a inovação ao inciar em Nárnia a história e, apenas no meio, surgirem os heróis da Terra. A ameça é um culto cada vez mais sombrio e escravagista,  metade composta  por narnianos acreditando firmemente que é Aslam que os comanda, extasiados pela presença física do que parece a eles um leão, mesmo não podendo vê-lo de perto , e a outra metade pelos guerreiros do país de Tashban, fascinados pela oportunidade de escravizar os animais falantes.
           Desta forma, temos as tentativas de destruir o culto, culminando no aparecimento do próprio senhor das Trevas Tash e do luminoso Aslam, que dão inicio a destruição da Nárnia.
            Aqui é explícita a ideia de falso gurus coagindo as pessoas de acordo com seus mesquinhos interesses e talvez uma das maiores lições do livro seja a de como não se deixar enganar por eles. Inclusive podemos refletir : os habitantes não eram capazes de reconhecer a bondade e a fantasia legados por Aslam devido à degradação natural daquele mundo ou foi essa incapacidade de distinguir entre respeito amoroso e submissão cega  que resultou no colapso do planeta?
            Completando, temos um verdadeiro  apocalipse dos contos de fadass, como seria se um mundo de encantamento ruísse,  assim como temo o detalhamento do o país de Aslam, o lugar de onde vem toda a fantasia e imaginação.
     Foto: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=3116394&sid=89382348915127661265354218

sábado, 14 de dezembro de 2013

O sobrinho do mago


A participação de Aslam na criação de Nárnia! A origem dos animais falantes!  A história pos trás do surgimento do Leão, da Feiticeira e até do Guarda-roupa!Tudo nessa história que um feiticeiro usa seu sobrinho, Digory, e uma menina como cobaia num experimento para viajara para outros  mundos. Se aventurando pelo multiverso, as 2 crianças precisam evitar que uma feiticeira maligna aliada de seu tio espalhe suas  ambições para outros mundos.
          Aqui a beleza está em vários pontos! Temos a descrição do multiverso que está inserido Nárnia, cuja criação será diretamente testemunhada pelas crianças e pela feiticeira, está que se tornará a terrível Feiticeira Branca do primeiro livro!
       O feiticeiro representa o exato oposto de Digory. Equanto o malévolo tio é egoísta, submisso a quem é mais brutal ou ofercer mais poder,  incapaz de apreciar a beleza das pequenas coisas e da alegria juvenil. Dilgo é alegre, destemido, leal aqueles que ama e cheio de imaginação.
            Do outro lado temos a oposição entre a feiticeira branca, está viciada no poder, como uma menina mimada que nunca cresceu e acumula apenas o que pode ser usado como arma, louca para corromper Nárnia, ja a menina é humilde, cautelosa e cheia de sonhos alegres.
            Dentre os outros livros, um dos elementos que o torna único é que tanto os heróis quanto os vilões ficam alternando entre a nossa realidade comum e os mundos fantásticos, talvez mostrando até onde nossa vivência comum afeta nossos sonhos e como nossa fantasia podem afetar o mundo ao nosso redor.
         Foto:http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=60548607&sid=89382348915127661265354218

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O cavalo e seu menino



O jovem Shasta habita a região da Calomânia , quase escravizado pelo homem que o adotou. Fugindo com auxílio do cavalo falante Bri e da nobre Aravis (uma menina da nobreza que se recusa a aceitar o casamento por interesses que sua família arranjara) em direção a sonhada terra de Nárnia, precisam atravessar a cidade Tashban onde descobrem  uma grande conspiração para atacar os narnianos! Assim se passa nossa aventura no clima de 1001 noites, atravessando o deserto em busca de uma terra lendária!
Criado numa mistura clima de histórias orientais em geral, o livro é um Spin-off criado diretamente por C.S.Lewis que se passa entre o primeiro e segundo livro, durante o período que os antigos heróis (Pedro, Susana, Luci e Edmundo) reinaram sobre Nárnia. Finalmente vemos a descrição dos outros reinos, iniciando por Tashban, a cidade rica, cheia de comércio e poesia, mas cuja nobreza deixou-se tomar pelos luxos excessivos. Em parte, podemos ver Tashban e a Calormania em geral como seria se Nárnia tivesse siso se governada pela tirania, se os heróis tivessem se corrompido.
            Separado por um imenso deserto temos outro reino,vizinho de Nárnia, mas com uma magia mais suave, Arquelândia,  talvez mostrando a real distância moral e mágica entre os reinos da luz e das sombras, com um grande vazio e  uma terra de suavidades de intermediário.
E, reforçando o ponto inicial da cidade ser dominada pela cobiça, apreender a assumir uma posição de humildade é o grande desafio de todos os personagens, especialmente em Aravis e Bri, de não se deixar levar pela idéia de “somos superiores por sermos de tal linhagem ou por ser de tal terra”, idéia essa que poder levar  a ruína de uma nação inteira.
Foto: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=22429517&sid=89382348915127661265354218

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A cadeira de prata



Novamente enviado para Nárnia, desta vez auxiliado pela sua única amiga de escola Jill Pole, Eustáquio precisará encontra o herdeiro do trono desaparecido  há anos.  Já mencionada diversas vezes nos livros anteriores como uma região com freqüente conflito  com Nárnia,  a terra do Gigante  é explorada , assim como todo um novo reino subterrâneo!
            Com Cáspian X (o príncipe Cáspian da aventura anterior, já idoso ( pois o tempo em Nárnia passa diferente do nosso tempo,os 2 percorrem o extremo norte do mundo de Nárnia com auxilio do Brejeiro, pertencente a uma raça de traços anfíbios,  o mais o otimista dos pessimistas ( ou o mais pessimista dos otimistas J, atrás do regente desaparecido, vemos uma questão bem interessante que é como manter o legado fantástico que foi dado ao mundo.
            Os gigantes são arquétipos perfeitos dos que tentam usar luxo e a “alta educação” para disfarçar a brutalidade e a arrogância.
            Por fim, finalmente temos um reino subterrâneo, as profundezas sem luz dos contos de fadas onde uma ameaça terrível deverá ser enfrentada. Desta forma, continua a questão de cada livro explorar e detalhar uma região geográfica diferente.  E temos algo bem interessante, que tinha sido levemente explorado no livro anterior sobre a educação de Eustáquio, a crítica direta e brutal aos modelos educacionais que podam os sonhos e substituem a imaginação pela decoreba de classificações e termos técnicos, o grande problema da escola de Eustáquio e que é apontada como uma fábrica de tiranos.

domingo, 8 de dezembro de 2013

A viagem do peregrino da Alvorada

       
            Aqui temor o terceiro livro das Crônicas de Nárnia!  Luci e Edmundo retornam , pois os demais já estão crescidos demais para entrarem em Nárnia, junto com um colega inesperado, o mimado primo Eustáquio para para o navio está Cáspian, em busca dos 7 fidalgos que era aliados de seu pai mas partiram para explorar o oceano de Nárnia. E , da tripulação do príncipe encontra-se um antigo aliado narniano das lutas contra seu tirânico tio no livro anterior, o rato Espadachim Ripchip!
 Cada ilha é uma fonte de tentações deferentes, liberando o pior lado de cada personagem ( a ganância, a vaidade, o egoísmo, o medo, etc), precisando superá-los para conseguir achar os fidalgos ( alguns presos pelas próprias trevas interiores) e descobrir os mistérios de país de Aslam, a verdadeira terra no fim do mundo!
Aqui temos o grande destaque para a relação entre o rato guerreiro e a criança mimada, com personalidades exatamente opostas. O primeiro audacioso, sem cheio de energia e pronto para lutar por seus amigos. Do outro, o menino que tem chiliques o tempo todo por ter que aprender a se virar sozinho, que sempre deseja ser servido e extremamente egoísta. A medida que o tempo passa, Eustáquio começa a ver o valor das amizades do navio, especialmente quando a sua ganância o faz ser amaldiçoado, se transformando num dragão. Aqui inclusive que os primeiros laços de amizades entre os 2 se firmam, com Ripchip começando a desenvolver mais paciência com Eustáquio.
            E, prosseguindo a estrutura dos outros livros, aqui temos a luta contra as trevas que podem se apoderar e distorcer nossas fantasias,  o grande inimigo que transforma sonhos em pesadelos e que está dentro de nós.
    Livro2: http://letraseaventura.blogspot.com.br/2013/12/o-principe-caspian.html

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O príncipe Cáspian


Trazidos novamente para Nárnia os irmãos Pedro, Susana, Luci e Edmundo se deparam com seu antigo castelo em ruínas e uma perseguição brutal a todas as criaturas mágicas no reino de Nárnia! Precisam se aliar ao verdadeiro herdeiro do trono, o príncipe Cáspian, amigo dos antigos povos de Nárnia, para restabelecer a paz no reino!
Agora o quarteto anterior retorna, mas para um mundo muito muda. Os humanos predominam, lutando pelo poder, os animais falantes e criaturas mágicas são raros e fogem da tirania do rei, num mundo que esqueceu seu período mágico há séculos. Agora, já amadurecidos pela aventura anterior, precisam ajudar o príncipe Cáspian, legítimo herdeiro trono e que sonha com o retorno da era de magia de Nárnia.
            Aqui, o grande protagonista é o príncipe! Criado num reino que lembra a nossa idade média, mas com os contos de fada proibidos, seu amigo, um mago meio-anã, fala do antigo mundo antes dos humanos o invadirem e destruírem, sendo Cáspian o verdadeiro rei e não o seu tio que usurpou o trono anos atrás. E aqui que está a beleza desta história. Enquanto na aventura anterior o objetivo era despertar o poder da fantasia dentro de nossos heróis, aqui eles devem usar tudo que aprenderam para devolver a fantasia para um reino inteiro!

            A nossa própria jornada individual pode ser aqui colocada, quando, inicialmente, redescobrirmos um universo com múltiplos mundos encantados atrás das mais diversas formas de arte, mas, muitas vezes, colidimos com um mundo frio e sem sabor ao nosso redor. A busca nesses mundos pelo tempero que irá fazer nosso mundo brilhar é parte de nossa missão, de nos tornarmos o “sal da terra”, aqueles que dão sabor e  preservam o mundo da degradação.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O Leão , a feiticeira e o guarda-roupa


No primeiro livro escrito da septualogia por C. S. Lewis em 1950, a pequena Lucy descobre um armário encantado capaz de levar ela e seus irmãos para uma terra  mágica amaldiçoada  por um inverno eterno.  Seguindo uma antiga profecia, precisam encontrar Aslam, o leão mágico rei de todos os seres lendários de Nárnia para destruir a impiedosa feiticeira que colocou a terrível maldição.
O líder dos irmãos, Pedro, não faz sua liderança pelo seu tamanho ou idade, mas por sua maturidade, buscando respeitar os sonhos dos outros. Ele não força os outros a cumprir seus objetivos, mas encoraja a todos em ir em frente.
            Luci, a mais jovem, a primeira a descobrir Nárnia, é preenchida por seus sonhos, sendo a mais próxima do leão. Um grande indicativo que o verdadeiro poder que emana de Aslam e que cria Nárnia é a imaginação pura
Susana, a garota mais velha, é semelhante à Lucy, se diferindo por um menor brilho, um coração cuja alegria e espontaneidade se esvaziaram (diferente de Pedro, que a mantém e usa para motivar os outros), sendo parte de sua jornada para Nárnia a recuperação dessa alegria tirada pelos tempos de guerra, temos um encontro emocionante com o amigável bom velhinho que adora dar presentes no final do ano!
O rapaz Edmundo é o arquétipo da criança encrenqueira, talvez como reação equivocada pela distância da família, seja por ter amadurecido ao contrário: ao invés de seus sonhos crescerem e motivarem os outros é seu egoísmo infantil que cresceu até sobrepujar sua imaginação. Sua jornada é a mais perigosa, pois é o que mais se aproxima da feiticeira branca e de seu coração frio.
Quanto às diferenças do filme para o livro digo que são poucas, se acentuando um personagem novo no filme, a raposa falante dividida entre a luz e as trevas, que de tão bem colocado apenas acrescente mais ação na história do cinema, sem perder o charme do estilo de C. S Lewis.


            Dica:http://mundonarnia.com/