sábado, 30 de novembro de 2013

Anhangá- A fúria

fantasia, folclore, literatura brasileira, indianismo, literatura brasileira, terror,  anhangá

         Séculos atrás na terra onde crescia o pau-brasil, onde europeu algum havia pisado e tribos indígena guerreiam entre si, um entidade vinda além do Grande Rio ( o oceano) surge afim de transformar esse novo mundo em seu reino, um demônio elemental da água!
                Para deter tal ameaça, as froças divinas trazem um poderoso mago árabe para se aliar ao maior pajé da região que,  aliados  com  guerreiros de tribos e com poderosos espíritos nativos, irão lutar contra o demônio! Assim é a aventura do livro de fantasia e aventura com toques de terror "Anhangá- A fúria do demônio".
                Com uma sinopse parecendo de um filme de espada e magia, o livro é fascinante! A descrição da antiga Pindorama com seus habitantes, hábitos e conflitos faz você mergulhar  na história e  quebra o mito do bom selvagem  ao transformá-los em seres realmente humanos com suas crenças, problemas e conhecimentos únicos.
                O mago mouro também é muito bem descrito, com a história alternando entre o conflito no Brasil antigo e as lembranças do mago de como iniciou sua jornada, sua aliança com os cavaleiros templários e sua luta contra o monstro aquático na Europa antes de naufragar por aqui.
                O conflito cultural também é outra riqueza do livro, se iniciando com a guerra entre os índios Tupiniquins e os Tupinambás, passando  para o estranhamentos dos dois magos ( o Pagé  e o  árabe Mohamed) cujos rituais se diferenciam muito, culminando na própria visão da criatura sobre a terra nova onde está e seus combates contra os deuses locais, incluindo um caipora totalmente distinto da visão clássica que temos, o guardião das matas é quase tão feroz e poderoso quanto o demônio elemental contra o qual luta!
                Fazer histórias fantásticas usando o Brasil como cenária sempre foi um tema ao mesmo tempo atrativo mas desafiador.  Existe uma visão na cultura geral que pensa em fantasia como sinônimo de Europa medieval com magia, ficção científica como uma América do Norte turbinada e cenário lendários como Grécia antiga. Não que esse cenários não forneçam elementos incríveis, mas temos a dificuldade cultural de pensar no imaginário ocorrendo no nosso próprio  país, talvez por nossa própria tendência a ter uma visão meio “chata” da história do nosso país.
                Entre várias alternativas , como criar linhas do tempo alternativas no Steampunk ou de futuros apocalípticos, alguns autores, tentando buscar a nossa era mítica, como Tolkien fez na Europa, buscam no Brasil antes de Cabral o cenário para essas aventuras, como no clássico Macunaína e no poema épico I Juca Pirama  Mais recente e misturando elementos  temos“A sombra dos  homens”, sobre uma maga viking que naufraga no Brasil e um guerreiro indígena lendário tenta resgatá-la de uma colônia Atlante.  "Um dos grandes problemas é fazer isso ser cair na repetição ou no idealismo exagerado de uma cultura específica. "Anhangá" consegue tudo isso e o  autor, J. Modesto, cria uma história única com uma mescla cultural intensa que é a real gênese de nossa cultura brasileira.


domingo, 24 de novembro de 2013

Godzilla-Livro-Omelete

Primeira imagem do novo filme do novo Godzilla americano saiu não em um pôster, mas na capa da versão romanceada do filme!

Fonte:
Godzilla | Livro revela corpo inteiro do monstro Cinema | Omelete

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O Portal

Aldous Huxley, Eddie Van Feu, França, literatura brasileira, Romance, século XVII, viagem no tempo,


            Aulas de historia podem se tornar extremamente chatas quando se restringe a decorar datas e acontecimentos importantes, no entanto, podem ser incríveis quando realmente mergulhamos naquele tema, sentindo as grandes batalhas, romances e conquistas daquele momento!
            No livro o Portal, da mesma escritora de Lua das Fadas ( http://letraseaventura.blogspot.com.br/2013/11/lua-das-fadas.html ), vemos Lorena e seus amigos caírem acidentalmente num portal mágico que os transporta pra a França do século 17, na qual entram numa emocionante e perigosa perseguição para salvar de um condenado a fogueira por bruxaria.
            E o conflito entre os próprios amigos entre si e o seu protegido Grandier são o que mais se sobressaem no livro. Primeiramente, porque o conhecimento dos garotos do futuro de francês é precário, o que piora ainda mais com o fato da língua local ter os regionalismos no século 17. Junto com isso temos a diferenças de personalidade, especialmente pelo fato do padre Grandier ser um grande trapaceiro em todas as camadas da sociedade da época, cujos adversários que eram da nobreza, não conseguindo provar os golpes do sacerdote sem ter que exibir as próprias falcatruas, criam a falsa acusação de bruxaria sobre ele.
            Parte do livro, assim, é focada na própria maturação emocional dos personagens, essencial para sobreviverem e voltarem para casa. E esse é um aspecto que adoro, o fato como os personagens vão aprendendo a assumir o controle sobre suas próprias emoções no lugar de serem controlados por elas, fazendo com seus sentimentos deixem de ser apenas marcas de sua personalidade, mas se transformem em combustível para lutar.
            Além disso, o livro esta ligado discretamente a historia de Lua das Fadas.
            Por fim, faz com que voe tenha vontade de conhecer mais aquela região, tirada diretamente do livro “Os demônios de Loundun” ( Aldous Huxley)




terça-feira, 19 de novembro de 2013

O homem que calculava

            
literatura brasileira, Malba Tahan, matemática, mil e uma noites,

               O mundo fantástico da mitologia árabe mesclado as curiosidades da matemática,  assim pode ser definido o livro, o qual adquire um aspecto cada vez mais filosófico e reflexivo no aprofundamento dessas suas vertentes durante historia.
            Resumindo o livro, um comerciante árabe  se encontra com um pastor de ovelhas(Beremiz Samir) com uma incrível capacidade de fazer contagens ( a ponto de contar com precisão o numero de folhas de uma arvore em questão de segundos) e realizar cálculos, Seus dons (resultante de anos de treinamento) são postos a prova  quando aparece um grupo de irmãos discutindo a divisão de uma herança, a qual o matemático resolve com presteza e consegue até lucrar com ela.
            A partir daí em cada capitulo vemos um desafio aparentemente complexo do dia a dia ser solucionado pela capacidade matemática do protagonista, desde a simetria de uma poesia até o lucro de um comerciante,  mostrando como usar a matemática tanto para apreciar a beleza das coisas quanto para resolver os problemas diários. Esse eventos aumentam cada vez mais sua fama perante as autoridades locais, até ter que passar pelo grande desafio final de superar a avaliação de 7 sábios para mostrar ate onde vai o limite de suas habilidades.
            Escrito por Malba Tahan (pseudônimo do matemático brasileiro Júlio César de Melo e Sousa ), o texto é delicioso, contando varias curiosidades sobre o povo árabe e sobre a história da matemática. Muitas vezes com trechos usados por livros didáticos, a historia faz com que a matemática deixe de uma coisa abstrata, de símbolos estranhos e que serve apenas para passar no vestibular e mostra sua real beleza. Ajudando a multiplicar os lucros, a fazer uma decoração harmônica ou curtir ainda mais as maravilhas da natureza e da arte.
            Assim, o livro nos mostra como, inclusive como uma falta de conhecimento matemático aplicado pode resultar em falsas acusações de roubo por calcularmos errado dividas, pagamentos e trocos.
Acho que única historia que mostra igual  brilho é “Donald no Pais da Matemágica” ( http://www.youtube.com/watch?v=TphWfs_OXkU ), em que o famoso personagem da Disney é levado para os principais pontos da história da matemática,  descobrindo a beleza da música (diretamente ligada a matemática) e passa a se maravilhar com todas as proporções que ocorrem na natureza e na arte.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Lua das Fadas

        Sua amiga desaparece bem na sua frente, raptada por criaturas mágicas. Bianca, então, busca de todas as formas descobrir para onde foi ela e com encontra-la, ganhando a ajuda do anjo Zacariel. Juntos vão para o mundo das fadas encontrar a menina desaparecida. Assim inicia a historia escrita por Eddie Van Feu.
anjos, Eddie Van Feu, fadas, fantasia, magia, Romance, Lua das fadas        A história de menina que some em um mundo mágico é uma formula mágica usada há quase um século, sem contar que cada povo tem suas lendas sobre algum tipo de fada ou duende que rouba que crianças. No entanto, o livro foge da padrão, não apenas devido ao relacionamento entre o o anjo e Bianca ( o anjo extremamente mal humorado por ter sido obrigado pelos seus chefes a ajudar a menina e a mesma com sua ignorância quase total do mundo mágico onde, esta mesclada com a imaturidade normal da idade) , mas pela descrição do mundo mágico, não apenas uma terra de magia, mas uma dimensão específica, a dimensão elemental do ar.
         Em sua parte subterrânea, o mal desse mundo surge na forma de vários trols aliados dos poderes infernais, que saem para superfície paracausar problemas. Nos vales e florestas temos os habitantes "normais", diversas criaturas mágicas e reinos formados pelos humanóides clássicos de contos de fada junto com humanos descendentes de pessoas que séculos atrás, por acidente ou por conta própria , pararam naquele mundo. Uma mago que viaja livremente entre as diversas dimensões também surge por aqui. E, no céu, aliada dos poderes angelicais, há uma cidade onde a nobreza governante do mundo das fadas reside.
       Assim, temos uma pesquisa mitológica brutal aliada a uma alta criatividade resultando na história no livro, inclusive nos fazendo pensar o quanto conhecemos apenas algumas historias de fada, normalmente reduzidos a princesas com asa de borboleta, e o qual amplo é esse universo, como centenas de raças místicas com as mais diversas formas e mesma a forma clássica cheia de detalhes como sua ligação com as flores. Quando foi a ultima vez que você paro para admirar uma flor? E que conto de fadas mais diferente você conhece? Podem postar nos comentários!

Foto ( Editora) http://www.linhastortas.com
Dica( conto de fada): http://contosdacami.wordpress.com/2013/10/11/o-nerd-e-a-elfa/

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Gigantomaquia - Livro 2


      Olá, queridos amigos!
      Retornamos com a segunda parte de Gigantomaquia, o livro oficial de Saint Seiya, publicado no Brasil em 2005 pela Editora Conrad, a mesma que, na época, publicava o manga de Cavaleiros do Zodíaco.
         O Primeiro Volume , Gigantomaquia – A historia de Mei , descrevi  aqui: http://letraseaventura.blogspot.com.br/2013/11/gigantomaquia-livro-1.html
       Agora falemos do segundo e ultimo volume , A Historia de Sangue!
       Enquanto o tenebroso Tifon se fortalece em seu esconderijo secreto, o santos defensores de Athena se reúnem no Santuário grego para planejar, consultando os arquivos ancestrais do santuario para isso. Aqui temos um dos melhores momentos, com a discussão entre Mei e amazona de Sextante sobre a forma como são organizados os registros, com distorções geradas para enaltecer Athena.
        Do outro lado, os poderes das trevas se juntam, fortalecidos por Equidina, a deusa-monstro esposa de Tifon, e seus 3 filhos, cujas armaduras se baseiam nos monstros mitológicos paridos por Tifon.
armaduras, Cavaleiros do Zodiaco, constelacoes, fantasia, gigantomaquia, gigatomachia, mitologia, Saint Seiya,   Voltando a Grécia, Mei é consagrado caleiro de Coma de Berenice, uma armadura fora da hierarquia de bronze, prata e ouro, criada exclusivamente para destruir os gigas e cujo poder o jovem precisa aprender a usar para salvar o mundo.
          Baseados em textos antigos, os cavaleiros se dispersam para encontrar o seu adversário, antes que Equidina dê a luz ao monstro com poder de devorar toda a humanidade!
          Interessante como aqui o texto realmente ele atinge um tom bem mais dramático do que o livro anterior e mesmo comparado ao anime. A moralidade é questionada verdadeiramente, não apenas como provocação do adversário, e a monstruosidade dos gigas não esta apenas em suas armaduras, mas na própria mentalidade de cada um.
        Complementando a historia, antes da existência do livro único guerreiro da constelação de Berenice no universo de Saint Seiya aparece apenas no filme A Batalhe de Abel, como um cavaleiro celestial servo de Abel que enfrenta o cavaleiro Hyoga de Cisne. E a constelação de sextante só terá um cavaleiro anos depois no seriado Saint Seiya Omega, como um cavaleiro de bronze controlador do elemento terra.
      A batalha ancestral entre os gigas e humanos que o livro cria como base da historia pode ser vista como uma representação de uma batalha ancestral verdadeira: a da brutalidade contra a razão.
Múltiplas lendas de diversos povos mostram a batalham entre deuses, semideuses, guerreiros e magos em que um justifica seu direito de comando pelos argumentos lógicos e mesmo legalistas enquanto o outro justifica dizendo que apenas a ferocidade e brutalidade serão capazes de proteger o povo dos inimigos internos e externos.
        Ares versus Athena na Grécia, Seth versus Hórus no Egito, Esaú versus Jacó em Israel, essa disputa ancestral é um questionamento atual, que se mostra nos mais diversos debates, como qualidade e quantidade, segurança e liberdade, a forma de atender um cliente ou conduzir o governo, essa disputa existe em nos desde o nascimento e observar essas historias é permitir visualizar e refletir sobre esse tema tao básico em nossas vidas.
       Finalizando, é dito na contra-capa que o autor do livro Tatsuya Hamazi já trabalhou na adaptação de outras obras pra literatura, incluindo One Piece! Quanto livros baseados em mangás e animes será que temos no Japão ? Será que, com a onda de livros baseados em games vindo pro Brasil, não seria a oportunidade ideal de trazer esses livros pra cá? 


Foto: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Gigantomaquia_-_dibujo_.jpg
Dica: http://www.cavzodiaco.com.br/hipermito ( a Versão Saint Seiya da mitologia grega)

sábado, 9 de novembro de 2013

Gigantomaquia -Livro 1

           
armaduras, Cavaleiros do Zodiaco, constelacoes, fantasia, gigantomaquia, gigatomachia, mitologia, Saint Seiya,


            Oi gente! Estou de volta desta vez para falar de um livro pouco conhecido ligado uma das maiores franquias de histórias do planeta : Saint Seiya / Cavaleiros do Zodíaco : Gigantomaquia!
           Consistindo em dois livros publicados em 2002 no Japão e em 2005 no Brasil, um dos detalhes interessantes e´sua data de origem, justamente anos depois do seriado e do manga originais terem sido encerrados, então temos o background de todas as sagas, especiais e filmes podendo ser utilizado como base pelo autor.
            Comecemos pelo primeiro livro: A historia de Mei
            Sobre a historia em si, ela segue a cronologia do manga, logo depois o maligno Saga de Gêmeos ter sido derrotado e o Santuário da deusa Athena ter sido reconquistado. Mais do que uma divindade, temos como grande adversário que pretende dominar o mundo a raça dos Gigas (os gigantes da mitologia grega), vestindo trajes feitos com pedras preciosas e liderados pelo deus Tifon, uma entidade que , literalmente, se alimenta do medo e da violência para obter poder.
           Diferente dos cavaleiros de Athena, que a defendem para que seu cosmo de amor auxilie a humanidade, os gigas acreditam no poder através da brutalidade e dos sacrifícios humanos, com os quais alimentam Tifon.
         Assim, auxiliados por um agente secreto do Santuário, o agente secreto Mei ( que da nome ao livro), Shun e Seiya vão até a Sicília o ( onde os gigantes originalmente estavam aprisionados) para interromper a chacina que estavam causando.
        Colocando um comparativo, na mitologia grega a história de Tifon e seus gigante é a seguinte (sendo esta uma das principais versões, não se esquecendo que cada cidade grega da antiguidade clássica era uma nação independente com mitos únicos de cada uma)
          Após Zeus derrotar o tirano Cronos e seus titãs, criando o monte o Olimpo com seus irmãos divinos, Gaia, a deusa da Terra e mãe de Cronos, se enfurece com o assassinato de seu filho e gesta vários monstros, os gigas, entre eles o casal Tifon e Equidna, para atacarem os olimpianos. Os deuses do Olimpo são derrotados e Zeus é aprisionado por Tifon. No entanto, o deus Hermes auxilia Zeus e o senhor dos relâmpagos lidera um novo ataque, desta vez reconquistando o Olimpo e prendendo Tifon sob o monte Etna ( um vulcão na Sicília cujas erupções seriam a fúria de Tifon). Desta forma, Zeus consolida seu reino e a maioria dos monstros gregos, como o Cérbero e a Hidra, são ou parte desta geração de deuses-monstros ou filhos do casal Equidina e Tifon. Sendo que Tifon, um monstruoso gigante meio-serpente, tinha o grande poder de controlar os ventos, sendo seu nome a origem da palavra tufão.
No próximo post falarei do segundo livro que conclui a historia : a Historia de Sangue!

  Foto: http://pt.saintseiya.wikia.com/wiki/Gigantomaquia
  Dicas: http://henshin.uol.com.br/2013/11/01/ainda-mais-novidades-de-saint-seiya/


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Os guardiões do tempo

     
ficção cientifica, ficção espacial, literatura brasileira, literatura infanto-juvenil, viagem no tempo, os guardiões do tempo

     A maioria dos livros que temos infanto-juvenis de aventura atuais são originários da onda de Harry Potter, sendo livros estrangeiro cujo protagonista e' um pré-adolescente que descobre ter poder magico no sangue e luta contra monstros mitológicos ao redor do globo.
     Fugindo dessa formula, temos uma ficção cientifica brasileira que coloca seus personagens adolescentes viajando para o futuro para salvar o império galactico: Os guardiões do tempo! Se você curte a mistura de viagens espaciais com viagens pelo tempo como em Star Trek ou na triologia do Guia do Mochileiro das Galaxias, aqui temos um prato cheio!
     Lançado em 2009 pela Giz Editorial (uma empresa que publica vários autores nacionais) , de autoria de Nelson Magrine (engenheiro mecânico , estudioso e pesquisador com enfase em Cosmologia e Mecânica Quântica!), os protagonistas são o trio Rogério, Duda e Cica, levados ao futuro pelo fato de Duda ser a pessoa com o DNA mais próximo de um grande cientista desaparecido cuja invenção ajudaria a salvar o império.
     Cada capitulo apresenta uma planeta diferente, ao mesmo tempo que conta como ocorreu a evolução tecnológica e cultural da Terra ate se tornar a capital do império milênios depois, com pequenas reflexões sobre meio ambiente, linguagem, tecnologia e crescimento ( inicialmente pensei “todo futuro empresario deveria ler isso”, ate' que vi que o autor já tinha escrito livros de administração e percebi que ele sabia ainda mais do que esta falando).
     Um dos capítulos mais interessantes envolve o planeta Saber, criado pelo império para ser uma faculdade do tamanho de um planeta para atender a galaxia inteira! Varias pequenas reflexões são geradas sobre a educação neste capitulo e e' muito divertido, cheio das traquinagens aprontadas pelo trio para investigar esse mundo atras do cientista.
      O ultimo capitulo, que realmente atinge o clímax, gera um ótima reviravolta e amarra todas as pontas e mistérios do livro, com uma ótima discussão sobre viagem no tempo
     Só para completar, uma das frases do livro que mais me marcou e que não estraga muita coisa da trama e' quando e' dito que o império cresceu tanto sem olhar para o próprio mundo natal que este começou entrar numa catástrofe ecológica brutal, de forma que os outros povos duvidam cada vez mais da liderança do império, pois como a Terra e' capaz de administrar milhares de outros povos se não e' capaz de cuidar de si mesma?Esse e' o grande motivo pelo qual capacidade de liderança do império terrestre e' questionada severamente pelos outros povos da galaxia e cuja misteriosa solução esta nas mãos dos três jovens vindos do passado.



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Oz

Acompanhando a onda de filmes de contos de fada que temos atualmente, a obra “Oz, Magico e poderoso”, de Sam Raimi (ele ainda vai ser visto como o grande criador de triologias! Darkman , Evil Dead, Homem-Aranha, raríssimos diretores conseguem fazer filmes que marcam a cultura em tantos gêneros, ainda mais trilogia!) fez retornar o interesse pela obra de  L. Frank Baum no mundo inteiro. Mais conhecida pelo clássico musical de 1939 , e' uma historia que encanta todas as geração, resultando em diversas adaptação, desenhos animados, quadrinhos, etc.
bruxo, Doroth, espantalho, fantasia, leão covarde, homem de lata, magico, magos, Oz, E quais são as características próprias do livro? O clássico musical não e' apenas uma transliteração do livro para telas. Muitos elementos foram criados para o cinema, como os sapatos de rubi de Dorothy ou fato dos personagens que ela conhece na terra encantada de Oz serem iguais aos parentes e amigas dela no Kansas.
No livro vemos descrito cada um dos 5 reinos que compõem Oz, as 4 bruxas que comanda os 4 reinos periféricos e e' muito mais detalhado o grande magico que comanda a cidade de esmeraldas, OZ( que e' muito mais pilantra e semelhante ao do Filme de Sam Raimi) , alem da origem aprofundada dos grandes companheiros de Dorothy(espantalho, homem-de-lata e o leão).
Unidos em sua busca pelos poderes do magico para realizarem seus desejos, mais do que o magico em si, sua própria jornada mostra como eles mesmos poderiam realizar seus desejos por conta própria, em descobrir que os recursos para isso já tinham dentro de si, mas o trabalho repetitivo que faziam diariamente impedia eles de vê-los. Como a coragem que o leao busca, acostumado a assustar seres menores covardes, descobre a verdadeira coragem quando persiste em percorrer os 5 reinos para ajudar seus novos amigos e desafiar as criaturas magicas que querem destruí-los. Ou o espantalho ,que deseja a inteligencia, mas todo dia apenas espanta corvos, Apenas quando arranja diversos enigmas para resolver e estrategias de luta para desenvolver contra os monstros descritos acima e' que sua inteligencia desperta.

 Mais do que o magico mostrar que já tinham o que queriam, que eles obtiveram por si só' seus poderes, o papel de OZ e' na verdade mostrar para Dorothy as profundezas da natureza humana que busca em outros guias milagrosos, quando a jornada pela aventura e' capaz de ser uma riqueza tao grande quanto o próprio tesouro final. Talvez por isso a própria estrada aparente ser feita de ouro (o tijolos amarelos).

Voltando para Malacandra

            Raptado da Terra por dois cientistas loucos  para servir de oferenda a uma divindade alienígena, o filólogo Ransom foge e se perde pelas paisagens do mundo de Malacandra, onde a própria distinção entre mineral, vegetal e animal e' um enigma por si só, sendo acolhido pelo povo horsa. Assim, inicia sua jornada aprendendo com cada uma das 4 especies alienígenas os segredos milenares do planeta e o real motivo de vinda ate' la'.
Após fazer uma analise básica de  Além do Planeta Silencioso
em http://letraseaventura.blogspot.com.br/2013/11/alem-do-planeta-silencioso.html , retorno agora com alguns ótimos momentos de reflexão do livro, estrelados pelos povos de Malacandra.

  Os Horsa: Com uma cultura muito semelhante aos hobbits de Tolkien, mas com um fisico e elementos culturais semelhante aos Ewoks de Guerra Nas Estrelas (Sera essa a fonte de George Lucas?), essa e' a resposta quando o humano pergunta porque ninguém daquele povo faz qualquer coisa que gosta, como comer e caçar, em excesso:  Quando você faz algo que gosta aquilo continua muito tempo depois, se repetindo de forma diferente cada vez que você lembra, descobrindo mais sobre aquele momento, ate' poder transforma-lo em poesia e imortaliza-lo. 

   Os Seroni: Fisicamente lembrando uma mistura entre elfos e gigantes, com uma cultura super refinada focada na astronomia, Falam o seguinte dos outros povos :Para os Horsa tanto faz se você conseguir algo ou não, desde que resulte numa bela poesia. Já o Pififtriggi preferem fazer coisas muito bonitas ou muito complicadas, mesmo se imuteis, não fazendo coisas simples que poderiam facilitar o dia a dia. No entanto, a dedicação poética dos primeiros e' que permite a existência da língua fala e o prazer no manufatura dos segundos que resulta na tecnologia do planeta.

   Os Pfifltriggi: Fisicamente lembrando um homem sapo e mentalmente lembrandos os anoes classicos, mineiros e artesaos, assim questionam o  sobre a divisão de trabalho operário e intelectual da produção tecnológica humana: Como alguém pode saber o que e' trabalhar com ouro se não o extrai de suas cavernas, passa dias ser ver a luz do sol ate aprender a distinguir cada tipo de minério e trabalhar com ele a ponto de senti-lo fluir dentro de si? 

   Os Eldila:Seu corpos são feitos de uma matéria tao diferente que podemos dizer seu corpo não e' humanoide, mas sim suas almas, diferindo de qualquer criatura viva da Terra e de Malacandra, no limite entre o orgânico e o inorgânico, assim falam com um dos cientistas humanos: Você adquiriu grande conhecimento de fisica em seu mundo e por isso conseguiu construir sua nave espacial, mas fora isso, todo restante de sua mente e' de um animal.

domingo, 3 de novembro de 2013

Orgulho e preconceito

era vitoriana, Jane Aunsten, Orgulho e preconceito, Romance, era giorgiana

                                          
Escrita no inicio de século 19, “Orgulho e Preconceito” é uma das principais obras de Jane Austen, sendo ótima para conhecer o clima sociocultural que marcou o inicio da era vitoriana (como a ascensão da carreira militar devido as guerras laponeonicas e da burguesia agrária no principio da revolução industrial) o que ajuda a compreender a origem do ambiente cultural em que vive os personagens  assim como os próprios autores  clássicos desse período, como Sherlock Holmes, as obras de Julio Verne e toda a literatura Steampunk.
         Conhecer a obra de Jane é entender melhor a base das novelas que predominam na TV atualmente, com todos os arquétipos clássicos (a ricaça que manipula tudo, as piriguetes atrás de marido rico, as lutas de ascensão e queda entre famílias ricas, o namoro proibido por questões econômicas, entre outras), além de serem as fãs de Jane Aunsten as precursoras do gênero fanfics.
        Retornando a história, o título do livro é dado pela relação conflituosa entre o milionário Sr. Darcy e a protagonista Elizabete.
         O primeiro apresenta uma série de características que considero serem as bases pra criação, um século depois, do professor Snape de Hary Potter. Um personagem obscuro, retraído, conhecido por sua arrogância e boatos maldosos de sua fortuna, que ninguém sabe como pode ser amigo de longa data do personagem, mais benevolente do livro, o Sr. Bingley ( que podemos comparar com o contato entre Snape e Dumbledore)
         Já a protagonista é bem diferente do esperado das meninas da época. Fã de literatura, mais amiga de seu pai (culto e reservado) em quase oposição à mãe (fofoqueira e chiliquenta) e de suas irmãs (que só pensam em namorar e arranjar um marido rico), excetuando, por sua irmã e confidente Jane( esta é uma pessoa simples e que busca ver só o lado bom das pessoas). Considerando sua aparência e personalidade, acredito que pode ter sido uma das bases pra outra personagem da septualogia do menino-bruxo, a menina gênio Hermione.
        A posição de luta entre os dois é quebrada quando percebem que foram levados pelos pré-conceitos que tinham da família um do outro, problemas gerados pelo excesso de orgulho nas posições que tinham perante os outros.
        Esse orgulho e preconceito permeia todos os personagens, cada um com sua carapaça mental criada para enfrentar os problemas do mundo, que não percebem que, independente de sua postura, sempre enxergarão apenas fragmentos da realidade, necessitando da humildade e da mente aberta se quiserem sair do ciclo vicioso de problemas em que estão. Isso se torna fundamental para o quase-casal Elizabeth e Darcy se libertarem disso e, desta forma, poderem salvar aqueles que amam de um amargo destino.

               Imagem: Benethom , da Wkipedia

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Além do Planeta Silencioso

          
aventura, C.S. Lewis, ficção cientifica, ficção espacial, livros, trilogia cósmica, além do planeta silecioso

             Olá para todos!
            Muito famosa  é a obra “As crônicas de Narnia”, com seus 7 livros varias vezes republicados, com um jetio próprio de lidar com um mundo de fantasia infanto-juvenil, ainda mais com seus filmes recente e o início da produção do quarto filme da série , “A cadeira de prata” ( http://omelete.uol.com.br/cinema/cronicas-de-narnia-cadeira-de-prata-sera-o-proximo-filme-da-fraquia/ ), mas aqui falarei do outra produção de C.S Lewis, pouco conhecida e que compõe um triologia de ficcção científica para um publico mais maduro., inciando pelo livro “Além do planeta silencioso”.
            Neste livro o protagonista é um filólogo (especialista em linguagens) levado para um planeta alienígena, sendo o personagem uma homenagem ao também filólogo e melhor amigo de Lewis, o escritor J. R R. Tolkien! Sim, o escritor de Senhor dos Anéis!
            A descrição da viagem pelo espaço assim como da introdução ao planeta estranho é simplesmente formidável, com toda a adapatação dos 5 sentidos ao novo ambiente, dúvidas básicas  ( o que é comestível? O ar de tal lugar é respirável? Até o que é rocha e o que é orgânico naquele mundo?) , culminando no contato com 4 raças alienígenas distintas.
            Cada espécie com corpo e tipos psicológicos próprios, que, muito mais humanóides do que humanas, física e mentalmente, cada uma com uma filosofia e estilo de vida distintos, que no início parecem conflituosos entre si, mas que mostram uma complementaridade incrível com o a quarta raça. E Lewis usa isso para demonstrar reflexões e posicionamentos filosóficos profundos diferentes, tanto os conflitos aparentes entre essas filosofias quanto sua real complementaridade.
            Os horssa, seroni e pfifltriggi, lembrando os Hobitts, elfos e anões, respectivamente, mas com traços muito mais distintos tanto entre si quanto dos humanos. Seria os mesmo que comparar, em Star Trek, os vulcanos com os elfos e o os Klingons com os orks .Comentar a quarta especie é quebrar uma das principais surpresas do livro, mas digamos apenas seus integrantes não são feitos da mesma matéria que forma o planeta Terra e o mundo de Malacandra.
            Além disso, temos toda a história do planeta, com suas civilizações anteriores e a evolução das atuais, revelada ao longo da história, assim como uma ligação milenar com a própria Terra.
            Se você que um livro que te emerge e que faz faz você pensar sobre diversos posicionamentos de filosofia de vida, voe eté o planeta Malacandra em “Além do planeta silencioso”, cujo nome terráqueo  é revelado no final.  Para ver mais informações sobre o livro, clique aqui.
   Foto: copyright ComputerHotline http://17624.openphoto.net