segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Batalha do Apocalipse

anjos, apocalipse, Demônios, Eduardo Spohr, literatura brasileira, mitologia,



    Os exércitos etéricos lutam entre si pelo comando da Terra. De um lado Lúcifer, senhor dos anjos caídos e das almas humanas corrompidas pelo poder da escuridão, cujo reino reino fora construído sobre o cemitérios de antigos deuses mortos. Do outro o arcanjo Miguel com seu exército celestial, ansioso para exterminar a humanidade que considera indigna do legado de Deus, este em profundo sono há milhares de anos. Para defender a humanidade dessa guerra milenar se reerguer o anjo Ablon e a feiticeira imortal Shamira, unidos para cancelar a guerra que está prestes a ser travada entre os 2 exércitos quando as barreiras que separam as realidades caírem.
Num tom extremamente épico, este livro brasileiro de Eduardo Spohr vai contando a história do casal de protagonistas ao longo das eras para defender a humanidade das guerras astrais e de si mesma. Temos uma saga estilo "Conan" que se passa na época de construção da Torre de Babel, uma jornada pelo oriente contra espíritos malignos com lutas lembrando "Mortal Kombat", travessias pelo inferno como "Divina comédia" e coadjuvantes celestiais e infernais como em "Paraíso Perdido", com o grande clímax da guerra total pelo controle da terra num futuro próximo! Tanto Shamira quando Ablon vão evoluindo, aprendendo cada vez mais sobre a humanidade e sobre si mesmo, culminando na descoberta de real fonte de seus poderes como anjo e humana.
Alguns podem acusar de plágio com o seriado "Supernatural", em que os irmãos protagonistas, nas últimas temporadas, defendem o mundo das guerras civis celestiais e infernais onde arcanjos e arquidemônios lutam entre si pelo poder enquanto Deus encontra-se desaparecido ( mas atuando nas sutilezas em favor do bem e da humanidade). No entanto, essa temática é muito mais antiga, com uma das mais recente provas disso a saga do "Spawn" publicada pela  editora Pixel no Brasil, que contem exatamente a mesma base muito antes de Supernatural e cujo roteirista fala ter usado de inspiração uma parcela dos evangelhos apócrifos gnósticos (onde qualquer um que lê vê nesses escritos de 1000 anos atrás a mesma temática).  A mesma idéia é usada em maior ou menor grau há seculós para histórias, incluindo seriados como "X" , " Saint Seiya", "Xena- A princesa guerreira", entre outros. O livro se destaca pela mistura mitlógica, pela ótima construção dos personagens, por ocorrer ao longo de diversas regiões e eras e num estilo de aventura épica própria, com profundas reflexões sobre o livre arbítrio.
Assim, que quiser tem uma boa aventura onde o destino do planeta e suas múltiplas dimensões está em jogo o livro é uma prato cheio!
       Fotos e mais informações: http://filosofianerd.blogspot.com.br/2009/10/tutorial-como-ler-batalha-do-apocalipse.html

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

400 imagens Mangá - Do começo ao fim

         Olá gente!
         Iniciando a nova fase do Blog começarei a falar também de livros sobre aventuras, seja a biografia de um escritor  famoso, um livro sobre filmes de ação ou sobre a criação de games. Mas continuarei falando sobre as histórias que nos fazem mergulhar num multiverso de emoções!
Hoje , faleri sobre 400 imagens Mangá - Do começo ao fim , uma publicação da editoa Discovery contando a história do mangá no mundo e no Brasil!
        O uso desse estilo de quadrinhos como ferramentas para histórias incríveis é mais do que comprovado com a existência dos múltiplos eventos lotados de Anime  no Brasil inteiro, assim como a influência na estética tanto narrativa quanto visual de várias outras obras ( como Frank Miller fez em Demolidor, a atual Turma da Mônica Jovem e até as ilustrações de capa e internas de vários livros e revistas dos mais diversos temas).


       São  9 capítulos, consistindo em artigos do especialista Sérgio Peixoto:

Introdução: Onde vemos como Peixoto mergulhou no mundo dos mangás
Mangá para quem não conhece : O título diz tudo, indo desde as origens nas gravuras do Japão feudal até os dias de hoje.
Os Olhos grandes do mangá: Detalhes de como se inciou o uso desse estilo de olho nos quadrinhos japoneses, que começou e se popularizou primeiro nas historias femininas.
Nem tudo é olho grande : Vários mangás de boa qualidade que fogem dos esteriótipos gerados pelos sucessos atuais.
O mangá no Brasil : Um dos meus capítulos prediletos, falando desde os primeiros importados por aqui até a produção nacional e criação do mercado brasileiro atual de mangás!
O fim do mangá -1 : Focando nas origens do mercado atual
O fim do mangá -2: Sobre o crescimento do mercado e uma ótima análise sobre estratégias empresariais
O fim do mangá-3: Sobre a explosão mundial do estilo e os problemas internos no mercado de quadrinhos.
Sobre o autor: Parece besteira eu chamar essa parte de capítulo, mas é muito legal o modo como é contado o encontro do Peixoto com a editora para criação do livro.

Foto:http://www.discoverypublicacoes.com.br/loja/index.php/400-manga-do-comeco-ao-fim.html

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Combo Rangers -Somos heróis

   


 Ainda me lembro quando estava no aeroporto aguardando ser chamado para embarque na segunda viagem de avião que faria na minha vida. Eu estava nos computadores com acesso gratuito à internet recém instalados lá, um doidera numa época em que internet em casa ainda era por internet discada , uma época antes da explosão dos RPGs online. Estava eu enfrente ao PC enquanto aguardava o chamado para embarque vendo o único gibi virtual de qualidade que eu conhecia na época, uma história com cada capítulo cheia de piadas, ação e cara de anime: COMBO RANGERS! 5 jovens escolhidos pelo Poderoso Combo para receberem roupas coloridas e poderes  especiais para lutar contra os impérios alienígenas que tentavam dominar a terra, numa clara sátira aos  Power Rangers e antigos tokusatsus (como Changeman, Flashman, Jaspion, Ultraman, etc).
                Iniciado muitos anos atrás como a primeira grande HQ virtual brasileira, com cada ano tendo uma saga diferente, posteriormente  ganhando quadrinhos físicos, primeiro pelo famoso ”formatinho” ( o tamanho clássico de gibis como Turma da Mônica), passando depois pela Panini onde ganhou um tamanho grande semelhante aos quadrinhos americanos, sempre cheio de homenagens aos grande heróis tanto ocidentais quanto orientais.
                Posteriormente os quadrinhos chegaram ao fim mas seu autor, Fábio Yabu, continuaria na área, criando a fantástica série de animação “As Princesas do Mar”!


                
        Apesar do grande sucesso da série e de algumas iniciativas no campo da literatura, Yabu ainda desejava ver o retorno do Combo Rangers (assim como vários fãs, o que me inclui!). Então, elaborando uma grande parceria com Michel Borges o projeto de uma nova história foi lançado por um sistema de financiamento coletivo,  onde o grande número de fâs mostrou-se realmente enorme e resultou na incrível HQ que falaremos nesse blog!
Como Rangers! SomosHeróis!

                Num futuro próximo, a maioria das pessoas da Terra possui super-poderes e os usa normalmente para atividades banais como ir ao trabalho, mas super-heróis são considerados peças de museu, ridicularizados por uma população que aparenta viver numa utopia tecnológica mas que denigre o uso heróico de habilidades especiais. Nesse clima, o vilão cósmico Card aproveita para atacar a Terra, o que leva o antigo herói Combo a sair da aposentadoria e escolher 5 jovens para receber seus super-poderes para lutar contra o mal!
                A história é completa,coerente, cheia de piadas e de ação! Quem não conhece se divertirá muito! Quem é nerd verá em cada página várias piadas de games, animes, tokusatsus e da cultura pop em geral. Quem é fâ antigo verá os principais antagonistas e aliados reformados de formas muito engraçadas!
                 Se tentarmos fazer um comparativo direto, podemos nos recordar da DC Comics em”O Reino do Amanhã”, um futuro onde a Liga da Justiça sai da aposentadoria após o mundo virar uma guerra entre super-humanos que , em lugar de se tornarem heróis, montaram verdadeiras gangues que lutam entre si  por territórios. E outro bom comparativo é o com a série “Terra X” da Marvel  Comics, onde os raros heróis ativos, num mundo onde quase todos  ganharam super-poderes, tentam agrupar os antigos heróis aposentados e seus descendentes para lutar contra o vilão que é o único ser com poderes de controle da mente no mundo inteiro.
                Assim, descubra seu poder especial, vista sua capa colorida e entre nessa batalha pelo amor e pela justiça!


segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A batalha final

   

           Literalmente o última história de Nárnia, se inciando com a origem de um falso  Aslam que começa a escravizar os narnianos que, com séculos sem ver nem o Aslam real nem os leões de Nárnia,  obedecem cegamente sua ordens, para o desespero do regente que não sabe se permanece leal à bondade de seu coração ou aos caprichos daquele que dizem ser o verdeiro rei de Nárnia
          Aqui está a inovação ao inciar em Nárnia a história e, apenas no meio, surgirem os heróis da Terra. A ameça é um culto cada vez mais sombrio e escravagista,  metade composta  por narnianos acreditando firmemente que é Aslam que os comanda, extasiados pela presença física do que parece a eles um leão, mesmo não podendo vê-lo de perto , e a outra metade pelos guerreiros do país de Tashban, fascinados pela oportunidade de escravizar os animais falantes.
           Desta forma, temos as tentativas de destruir o culto, culminando no aparecimento do próprio senhor das Trevas Tash e do luminoso Aslam, que dão inicio a destruição da Nárnia.
            Aqui é explícita a ideia de falso gurus coagindo as pessoas de acordo com seus mesquinhos interesses e talvez uma das maiores lições do livro seja a de como não se deixar enganar por eles. Inclusive podemos refletir : os habitantes não eram capazes de reconhecer a bondade e a fantasia legados por Aslam devido à degradação natural daquele mundo ou foi essa incapacidade de distinguir entre respeito amoroso e submissão cega  que resultou no colapso do planeta?
            Completando, temos um verdadeiro  apocalipse dos contos de fadass, como seria se um mundo de encantamento ruísse,  assim como temo o detalhamento do o país de Aslam, o lugar de onde vem toda a fantasia e imaginação.
     Foto: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=3116394&sid=89382348915127661265354218

sábado, 14 de dezembro de 2013

O sobrinho do mago


A participação de Aslam na criação de Nárnia! A origem dos animais falantes!  A história pos trás do surgimento do Leão, da Feiticeira e até do Guarda-roupa!Tudo nessa história que um feiticeiro usa seu sobrinho, Digory, e uma menina como cobaia num experimento para viajara para outros  mundos. Se aventurando pelo multiverso, as 2 crianças precisam evitar que uma feiticeira maligna aliada de seu tio espalhe suas  ambições para outros mundos.
          Aqui a beleza está em vários pontos! Temos a descrição do multiverso que está inserido Nárnia, cuja criação será diretamente testemunhada pelas crianças e pela feiticeira, está que se tornará a terrível Feiticeira Branca do primeiro livro!
       O feiticeiro representa o exato oposto de Digory. Equanto o malévolo tio é egoísta, submisso a quem é mais brutal ou ofercer mais poder,  incapaz de apreciar a beleza das pequenas coisas e da alegria juvenil. Dilgo é alegre, destemido, leal aqueles que ama e cheio de imaginação.
            Do outro lado temos a oposição entre a feiticeira branca, está viciada no poder, como uma menina mimada que nunca cresceu e acumula apenas o que pode ser usado como arma, louca para corromper Nárnia, ja a menina é humilde, cautelosa e cheia de sonhos alegres.
            Dentre os outros livros, um dos elementos que o torna único é que tanto os heróis quanto os vilões ficam alternando entre a nossa realidade comum e os mundos fantásticos, talvez mostrando até onde nossa vivência comum afeta nossos sonhos e como nossa fantasia podem afetar o mundo ao nosso redor.
         Foto:http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=60548607&sid=89382348915127661265354218

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O cavalo e seu menino



O jovem Shasta habita a região da Calomânia , quase escravizado pelo homem que o adotou. Fugindo com auxílio do cavalo falante Bri e da nobre Aravis (uma menina da nobreza que se recusa a aceitar o casamento por interesses que sua família arranjara) em direção a sonhada terra de Nárnia, precisam atravessar a cidade Tashban onde descobrem  uma grande conspiração para atacar os narnianos! Assim se passa nossa aventura no clima de 1001 noites, atravessando o deserto em busca de uma terra lendária!
Criado numa mistura clima de histórias orientais em geral, o livro é um Spin-off criado diretamente por C.S.Lewis que se passa entre o primeiro e segundo livro, durante o período que os antigos heróis (Pedro, Susana, Luci e Edmundo) reinaram sobre Nárnia. Finalmente vemos a descrição dos outros reinos, iniciando por Tashban, a cidade rica, cheia de comércio e poesia, mas cuja nobreza deixou-se tomar pelos luxos excessivos. Em parte, podemos ver Tashban e a Calormania em geral como seria se Nárnia tivesse siso se governada pela tirania, se os heróis tivessem se corrompido.
            Separado por um imenso deserto temos outro reino,vizinho de Nárnia, mas com uma magia mais suave, Arquelândia,  talvez mostrando a real distância moral e mágica entre os reinos da luz e das sombras, com um grande vazio e  uma terra de suavidades de intermediário.
E, reforçando o ponto inicial da cidade ser dominada pela cobiça, apreender a assumir uma posição de humildade é o grande desafio de todos os personagens, especialmente em Aravis e Bri, de não se deixar levar pela idéia de “somos superiores por sermos de tal linhagem ou por ser de tal terra”, idéia essa que poder levar  a ruína de uma nação inteira.
Foto: http://www.livrariacultura.com.br/scripts/resenha/resenha.asp?nitem=22429517&sid=89382348915127661265354218

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A cadeira de prata



Novamente enviado para Nárnia, desta vez auxiliado pela sua única amiga de escola Jill Pole, Eustáquio precisará encontra o herdeiro do trono desaparecido  há anos.  Já mencionada diversas vezes nos livros anteriores como uma região com freqüente conflito  com Nárnia,  a terra do Gigante  é explorada , assim como todo um novo reino subterrâneo!
            Com Cáspian X (o príncipe Cáspian da aventura anterior, já idoso ( pois o tempo em Nárnia passa diferente do nosso tempo,os 2 percorrem o extremo norte do mundo de Nárnia com auxilio do Brejeiro, pertencente a uma raça de traços anfíbios,  o mais o otimista dos pessimistas ( ou o mais pessimista dos otimistas J, atrás do regente desaparecido, vemos uma questão bem interessante que é como manter o legado fantástico que foi dado ao mundo.
            Os gigantes são arquétipos perfeitos dos que tentam usar luxo e a “alta educação” para disfarçar a brutalidade e a arrogância.
            Por fim, finalmente temos um reino subterrâneo, as profundezas sem luz dos contos de fadas onde uma ameaça terrível deverá ser enfrentada. Desta forma, continua a questão de cada livro explorar e detalhar uma região geográfica diferente.  E temos algo bem interessante, que tinha sido levemente explorado no livro anterior sobre a educação de Eustáquio, a crítica direta e brutal aos modelos educacionais que podam os sonhos e substituem a imaginação pela decoreba de classificações e termos técnicos, o grande problema da escola de Eustáquio e que é apontada como uma fábrica de tiranos.

domingo, 8 de dezembro de 2013

A viagem do peregrino da Alvorada

       
            Aqui temor o terceiro livro das Crônicas de Nárnia!  Luci e Edmundo retornam , pois os demais já estão crescidos demais para entrarem em Nárnia, junto com um colega inesperado, o mimado primo Eustáquio para para o navio está Cáspian, em busca dos 7 fidalgos que era aliados de seu pai mas partiram para explorar o oceano de Nárnia. E , da tripulação do príncipe encontra-se um antigo aliado narniano das lutas contra seu tirânico tio no livro anterior, o rato Espadachim Ripchip!
 Cada ilha é uma fonte de tentações deferentes, liberando o pior lado de cada personagem ( a ganância, a vaidade, o egoísmo, o medo, etc), precisando superá-los para conseguir achar os fidalgos ( alguns presos pelas próprias trevas interiores) e descobrir os mistérios de país de Aslam, a verdadeira terra no fim do mundo!
Aqui temos o grande destaque para a relação entre o rato guerreiro e a criança mimada, com personalidades exatamente opostas. O primeiro audacioso, sem cheio de energia e pronto para lutar por seus amigos. Do outro, o menino que tem chiliques o tempo todo por ter que aprender a se virar sozinho, que sempre deseja ser servido e extremamente egoísta. A medida que o tempo passa, Eustáquio começa a ver o valor das amizades do navio, especialmente quando a sua ganância o faz ser amaldiçoado, se transformando num dragão. Aqui inclusive que os primeiros laços de amizades entre os 2 se firmam, com Ripchip começando a desenvolver mais paciência com Eustáquio.
            E, prosseguindo a estrutura dos outros livros, aqui temos a luta contra as trevas que podem se apoderar e distorcer nossas fantasias,  o grande inimigo que transforma sonhos em pesadelos e que está dentro de nós.
    Livro2: http://letraseaventura.blogspot.com.br/2013/12/o-principe-caspian.html

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

O príncipe Cáspian


Trazidos novamente para Nárnia os irmãos Pedro, Susana, Luci e Edmundo se deparam com seu antigo castelo em ruínas e uma perseguição brutal a todas as criaturas mágicas no reino de Nárnia! Precisam se aliar ao verdadeiro herdeiro do trono, o príncipe Cáspian, amigo dos antigos povos de Nárnia, para restabelecer a paz no reino!
Agora o quarteto anterior retorna, mas para um mundo muito muda. Os humanos predominam, lutando pelo poder, os animais falantes e criaturas mágicas são raros e fogem da tirania do rei, num mundo que esqueceu seu período mágico há séculos. Agora, já amadurecidos pela aventura anterior, precisam ajudar o príncipe Cáspian, legítimo herdeiro trono e que sonha com o retorno da era de magia de Nárnia.
            Aqui, o grande protagonista é o príncipe! Criado num reino que lembra a nossa idade média, mas com os contos de fada proibidos, seu amigo, um mago meio-anã, fala do antigo mundo antes dos humanos o invadirem e destruírem, sendo Cáspian o verdadeiro rei e não o seu tio que usurpou o trono anos atrás. E aqui que está a beleza desta história. Enquanto na aventura anterior o objetivo era despertar o poder da fantasia dentro de nossos heróis, aqui eles devem usar tudo que aprenderam para devolver a fantasia para um reino inteiro!

            A nossa própria jornada individual pode ser aqui colocada, quando, inicialmente, redescobrirmos um universo com múltiplos mundos encantados atrás das mais diversas formas de arte, mas, muitas vezes, colidimos com um mundo frio e sem sabor ao nosso redor. A busca nesses mundos pelo tempero que irá fazer nosso mundo brilhar é parte de nossa missão, de nos tornarmos o “sal da terra”, aqueles que dão sabor e  preservam o mundo da degradação.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O Leão , a feiticeira e o guarda-roupa


No primeiro livro escrito da septualogia por C. S. Lewis em 1950, a pequena Lucy descobre um armário encantado capaz de levar ela e seus irmãos para uma terra  mágica amaldiçoada  por um inverno eterno.  Seguindo uma antiga profecia, precisam encontrar Aslam, o leão mágico rei de todos os seres lendários de Nárnia para destruir a impiedosa feiticeira que colocou a terrível maldição.
O líder dos irmãos, Pedro, não faz sua liderança pelo seu tamanho ou idade, mas por sua maturidade, buscando respeitar os sonhos dos outros. Ele não força os outros a cumprir seus objetivos, mas encoraja a todos em ir em frente.
            Luci, a mais jovem, a primeira a descobrir Nárnia, é preenchida por seus sonhos, sendo a mais próxima do leão. Um grande indicativo que o verdadeiro poder que emana de Aslam e que cria Nárnia é a imaginação pura
Susana, a garota mais velha, é semelhante à Lucy, se diferindo por um menor brilho, um coração cuja alegria e espontaneidade se esvaziaram (diferente de Pedro, que a mantém e usa para motivar os outros), sendo parte de sua jornada para Nárnia a recuperação dessa alegria tirada pelos tempos de guerra, temos um encontro emocionante com o amigável bom velhinho que adora dar presentes no final do ano!
O rapaz Edmundo é o arquétipo da criança encrenqueira, talvez como reação equivocada pela distância da família, seja por ter amadurecido ao contrário: ao invés de seus sonhos crescerem e motivarem os outros é seu egoísmo infantil que cresceu até sobrepujar sua imaginação. Sua jornada é a mais perigosa, pois é o que mais se aproxima da feiticeira branca e de seu coração frio.
Quanto às diferenças do filme para o livro digo que são poucas, se acentuando um personagem novo no filme, a raposa falante dividida entre a luz e as trevas, que de tão bem colocado apenas acrescente mais ação na história do cinema, sem perder o charme do estilo de C. S Lewis.


            Dica:http://mundonarnia.com/

sábado, 30 de novembro de 2013

Anhangá- A fúria

fantasia, folclore, literatura brasileira, indianismo, literatura brasileira, terror,  anhangá

         Séculos atrás na terra onde crescia o pau-brasil, onde europeu algum havia pisado e tribos indígena guerreiam entre si, um entidade vinda além do Grande Rio ( o oceano) surge afim de transformar esse novo mundo em seu reino, um demônio elemental da água!
                Para deter tal ameaça, as froças divinas trazem um poderoso mago árabe para se aliar ao maior pajé da região que,  aliados  com  guerreiros de tribos e com poderosos espíritos nativos, irão lutar contra o demônio! Assim é a aventura do livro de fantasia e aventura com toques de terror "Anhangá- A fúria do demônio".
                Com uma sinopse parecendo de um filme de espada e magia, o livro é fascinante! A descrição da antiga Pindorama com seus habitantes, hábitos e conflitos faz você mergulhar  na história e  quebra o mito do bom selvagem  ao transformá-los em seres realmente humanos com suas crenças, problemas e conhecimentos únicos.
                O mago mouro também é muito bem descrito, com a história alternando entre o conflito no Brasil antigo e as lembranças do mago de como iniciou sua jornada, sua aliança com os cavaleiros templários e sua luta contra o monstro aquático na Europa antes de naufragar por aqui.
                O conflito cultural também é outra riqueza do livro, se iniciando com a guerra entre os índios Tupiniquins e os Tupinambás, passando  para o estranhamentos dos dois magos ( o Pagé  e o  árabe Mohamed) cujos rituais se diferenciam muito, culminando na própria visão da criatura sobre a terra nova onde está e seus combates contra os deuses locais, incluindo um caipora totalmente distinto da visão clássica que temos, o guardião das matas é quase tão feroz e poderoso quanto o demônio elemental contra o qual luta!
                Fazer histórias fantásticas usando o Brasil como cenária sempre foi um tema ao mesmo tempo atrativo mas desafiador.  Existe uma visão na cultura geral que pensa em fantasia como sinônimo de Europa medieval com magia, ficção científica como uma América do Norte turbinada e cenário lendários como Grécia antiga. Não que esse cenários não forneçam elementos incríveis, mas temos a dificuldade cultural de pensar no imaginário ocorrendo no nosso próprio  país, talvez por nossa própria tendência a ter uma visão meio “chata” da história do nosso país.
                Entre várias alternativas , como criar linhas do tempo alternativas no Steampunk ou de futuros apocalípticos, alguns autores, tentando buscar a nossa era mítica, como Tolkien fez na Europa, buscam no Brasil antes de Cabral o cenário para essas aventuras, como no clássico Macunaína e no poema épico I Juca Pirama  Mais recente e misturando elementos  temos“A sombra dos  homens”, sobre uma maga viking que naufraga no Brasil e um guerreiro indígena lendário tenta resgatá-la de uma colônia Atlante.  "Um dos grandes problemas é fazer isso ser cair na repetição ou no idealismo exagerado de uma cultura específica. "Anhangá" consegue tudo isso e o  autor, J. Modesto, cria uma história única com uma mescla cultural intensa que é a real gênese de nossa cultura brasileira.


domingo, 24 de novembro de 2013

Godzilla-Livro-Omelete

Primeira imagem do novo filme do novo Godzilla americano saiu não em um pôster, mas na capa da versão romanceada do filme!

Fonte:
Godzilla | Livro revela corpo inteiro do monstro Cinema | Omelete

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O Portal

Aldous Huxley, Eddie Van Feu, França, literatura brasileira, Romance, século XVII, viagem no tempo,


            Aulas de historia podem se tornar extremamente chatas quando se restringe a decorar datas e acontecimentos importantes, no entanto, podem ser incríveis quando realmente mergulhamos naquele tema, sentindo as grandes batalhas, romances e conquistas daquele momento!
            No livro o Portal, da mesma escritora de Lua das Fadas ( http://letraseaventura.blogspot.com.br/2013/11/lua-das-fadas.html ), vemos Lorena e seus amigos caírem acidentalmente num portal mágico que os transporta pra a França do século 17, na qual entram numa emocionante e perigosa perseguição para salvar de um condenado a fogueira por bruxaria.
            E o conflito entre os próprios amigos entre si e o seu protegido Grandier são o que mais se sobressaem no livro. Primeiramente, porque o conhecimento dos garotos do futuro de francês é precário, o que piora ainda mais com o fato da língua local ter os regionalismos no século 17. Junto com isso temos a diferenças de personalidade, especialmente pelo fato do padre Grandier ser um grande trapaceiro em todas as camadas da sociedade da época, cujos adversários que eram da nobreza, não conseguindo provar os golpes do sacerdote sem ter que exibir as próprias falcatruas, criam a falsa acusação de bruxaria sobre ele.
            Parte do livro, assim, é focada na própria maturação emocional dos personagens, essencial para sobreviverem e voltarem para casa. E esse é um aspecto que adoro, o fato como os personagens vão aprendendo a assumir o controle sobre suas próprias emoções no lugar de serem controlados por elas, fazendo com seus sentimentos deixem de ser apenas marcas de sua personalidade, mas se transformem em combustível para lutar.
            Além disso, o livro esta ligado discretamente a historia de Lua das Fadas.
            Por fim, faz com que voe tenha vontade de conhecer mais aquela região, tirada diretamente do livro “Os demônios de Loundun” ( Aldous Huxley)




terça-feira, 19 de novembro de 2013

O homem que calculava

            
literatura brasileira, Malba Tahan, matemática, mil e uma noites,

               O mundo fantástico da mitologia árabe mesclado as curiosidades da matemática,  assim pode ser definido o livro, o qual adquire um aspecto cada vez mais filosófico e reflexivo no aprofundamento dessas suas vertentes durante historia.
            Resumindo o livro, um comerciante árabe  se encontra com um pastor de ovelhas(Beremiz Samir) com uma incrível capacidade de fazer contagens ( a ponto de contar com precisão o numero de folhas de uma arvore em questão de segundos) e realizar cálculos, Seus dons (resultante de anos de treinamento) são postos a prova  quando aparece um grupo de irmãos discutindo a divisão de uma herança, a qual o matemático resolve com presteza e consegue até lucrar com ela.
            A partir daí em cada capitulo vemos um desafio aparentemente complexo do dia a dia ser solucionado pela capacidade matemática do protagonista, desde a simetria de uma poesia até o lucro de um comerciante,  mostrando como usar a matemática tanto para apreciar a beleza das coisas quanto para resolver os problemas diários. Esse eventos aumentam cada vez mais sua fama perante as autoridades locais, até ter que passar pelo grande desafio final de superar a avaliação de 7 sábios para mostrar ate onde vai o limite de suas habilidades.
            Escrito por Malba Tahan (pseudônimo do matemático brasileiro Júlio César de Melo e Sousa ), o texto é delicioso, contando varias curiosidades sobre o povo árabe e sobre a história da matemática. Muitas vezes com trechos usados por livros didáticos, a historia faz com que a matemática deixe de uma coisa abstrata, de símbolos estranhos e que serve apenas para passar no vestibular e mostra sua real beleza. Ajudando a multiplicar os lucros, a fazer uma decoração harmônica ou curtir ainda mais as maravilhas da natureza e da arte.
            Assim, o livro nos mostra como, inclusive como uma falta de conhecimento matemático aplicado pode resultar em falsas acusações de roubo por calcularmos errado dividas, pagamentos e trocos.
Acho que única historia que mostra igual  brilho é “Donald no Pais da Matemágica” ( http://www.youtube.com/watch?v=TphWfs_OXkU ), em que o famoso personagem da Disney é levado para os principais pontos da história da matemática,  descobrindo a beleza da música (diretamente ligada a matemática) e passa a se maravilhar com todas as proporções que ocorrem na natureza e na arte.



quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Lua das Fadas

        Sua amiga desaparece bem na sua frente, raptada por criaturas mágicas. Bianca, então, busca de todas as formas descobrir para onde foi ela e com encontra-la, ganhando a ajuda do anjo Zacariel. Juntos vão para o mundo das fadas encontrar a menina desaparecida. Assim inicia a historia escrita por Eddie Van Feu.
anjos, Eddie Van Feu, fadas, fantasia, magia, Romance, Lua das fadas        A história de menina que some em um mundo mágico é uma formula mágica usada há quase um século, sem contar que cada povo tem suas lendas sobre algum tipo de fada ou duende que rouba que crianças. No entanto, o livro foge da padrão, não apenas devido ao relacionamento entre o o anjo e Bianca ( o anjo extremamente mal humorado por ter sido obrigado pelos seus chefes a ajudar a menina e a mesma com sua ignorância quase total do mundo mágico onde, esta mesclada com a imaturidade normal da idade) , mas pela descrição do mundo mágico, não apenas uma terra de magia, mas uma dimensão específica, a dimensão elemental do ar.
         Em sua parte subterrânea, o mal desse mundo surge na forma de vários trols aliados dos poderes infernais, que saem para superfície paracausar problemas. Nos vales e florestas temos os habitantes "normais", diversas criaturas mágicas e reinos formados pelos humanóides clássicos de contos de fada junto com humanos descendentes de pessoas que séculos atrás, por acidente ou por conta própria , pararam naquele mundo. Uma mago que viaja livremente entre as diversas dimensões também surge por aqui. E, no céu, aliada dos poderes angelicais, há uma cidade onde a nobreza governante do mundo das fadas reside.
       Assim, temos uma pesquisa mitológica brutal aliada a uma alta criatividade resultando na história no livro, inclusive nos fazendo pensar o quanto conhecemos apenas algumas historias de fada, normalmente reduzidos a princesas com asa de borboleta, e o qual amplo é esse universo, como centenas de raças místicas com as mais diversas formas e mesma a forma clássica cheia de detalhes como sua ligação com as flores. Quando foi a ultima vez que você paro para admirar uma flor? E que conto de fadas mais diferente você conhece? Podem postar nos comentários!

Foto ( Editora) http://www.linhastortas.com
Dica( conto de fada): http://contosdacami.wordpress.com/2013/10/11/o-nerd-e-a-elfa/

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Gigantomaquia - Livro 2


      Olá, queridos amigos!
      Retornamos com a segunda parte de Gigantomaquia, o livro oficial de Saint Seiya, publicado no Brasil em 2005 pela Editora Conrad, a mesma que, na época, publicava o manga de Cavaleiros do Zodíaco.
         O Primeiro Volume , Gigantomaquia – A historia de Mei , descrevi  aqui: http://letraseaventura.blogspot.com.br/2013/11/gigantomaquia-livro-1.html
       Agora falemos do segundo e ultimo volume , A Historia de Sangue!
       Enquanto o tenebroso Tifon se fortalece em seu esconderijo secreto, o santos defensores de Athena se reúnem no Santuário grego para planejar, consultando os arquivos ancestrais do santuario para isso. Aqui temos um dos melhores momentos, com a discussão entre Mei e amazona de Sextante sobre a forma como são organizados os registros, com distorções geradas para enaltecer Athena.
        Do outro lado, os poderes das trevas se juntam, fortalecidos por Equidina, a deusa-monstro esposa de Tifon, e seus 3 filhos, cujas armaduras se baseiam nos monstros mitológicos paridos por Tifon.
armaduras, Cavaleiros do Zodiaco, constelacoes, fantasia, gigantomaquia, gigatomachia, mitologia, Saint Seiya,   Voltando a Grécia, Mei é consagrado caleiro de Coma de Berenice, uma armadura fora da hierarquia de bronze, prata e ouro, criada exclusivamente para destruir os gigas e cujo poder o jovem precisa aprender a usar para salvar o mundo.
          Baseados em textos antigos, os cavaleiros se dispersam para encontrar o seu adversário, antes que Equidina dê a luz ao monstro com poder de devorar toda a humanidade!
          Interessante como aqui o texto realmente ele atinge um tom bem mais dramático do que o livro anterior e mesmo comparado ao anime. A moralidade é questionada verdadeiramente, não apenas como provocação do adversário, e a monstruosidade dos gigas não esta apenas em suas armaduras, mas na própria mentalidade de cada um.
        Complementando a historia, antes da existência do livro único guerreiro da constelação de Berenice no universo de Saint Seiya aparece apenas no filme A Batalhe de Abel, como um cavaleiro celestial servo de Abel que enfrenta o cavaleiro Hyoga de Cisne. E a constelação de sextante só terá um cavaleiro anos depois no seriado Saint Seiya Omega, como um cavaleiro de bronze controlador do elemento terra.
      A batalha ancestral entre os gigas e humanos que o livro cria como base da historia pode ser vista como uma representação de uma batalha ancestral verdadeira: a da brutalidade contra a razão.
Múltiplas lendas de diversos povos mostram a batalham entre deuses, semideuses, guerreiros e magos em que um justifica seu direito de comando pelos argumentos lógicos e mesmo legalistas enquanto o outro justifica dizendo que apenas a ferocidade e brutalidade serão capazes de proteger o povo dos inimigos internos e externos.
        Ares versus Athena na Grécia, Seth versus Hórus no Egito, Esaú versus Jacó em Israel, essa disputa ancestral é um questionamento atual, que se mostra nos mais diversos debates, como qualidade e quantidade, segurança e liberdade, a forma de atender um cliente ou conduzir o governo, essa disputa existe em nos desde o nascimento e observar essas historias é permitir visualizar e refletir sobre esse tema tao básico em nossas vidas.
       Finalizando, é dito na contra-capa que o autor do livro Tatsuya Hamazi já trabalhou na adaptação de outras obras pra literatura, incluindo One Piece! Quanto livros baseados em mangás e animes será que temos no Japão ? Será que, com a onda de livros baseados em games vindo pro Brasil, não seria a oportunidade ideal de trazer esses livros pra cá? 


Foto: http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Gigantomaquia_-_dibujo_.jpg
Dica: http://www.cavzodiaco.com.br/hipermito ( a Versão Saint Seiya da mitologia grega)

sábado, 9 de novembro de 2013

Gigantomaquia -Livro 1

           
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            Oi gente! Estou de volta desta vez para falar de um livro pouco conhecido ligado uma das maiores franquias de histórias do planeta : Saint Seiya / Cavaleiros do Zodíaco : Gigantomaquia!
           Consistindo em dois livros publicados em 2002 no Japão e em 2005 no Brasil, um dos detalhes interessantes e´sua data de origem, justamente anos depois do seriado e do manga originais terem sido encerrados, então temos o background de todas as sagas, especiais e filmes podendo ser utilizado como base pelo autor.
            Comecemos pelo primeiro livro: A historia de Mei
            Sobre a historia em si, ela segue a cronologia do manga, logo depois o maligno Saga de Gêmeos ter sido derrotado e o Santuário da deusa Athena ter sido reconquistado. Mais do que uma divindade, temos como grande adversário que pretende dominar o mundo a raça dos Gigas (os gigantes da mitologia grega), vestindo trajes feitos com pedras preciosas e liderados pelo deus Tifon, uma entidade que , literalmente, se alimenta do medo e da violência para obter poder.
           Diferente dos cavaleiros de Athena, que a defendem para que seu cosmo de amor auxilie a humanidade, os gigas acreditam no poder através da brutalidade e dos sacrifícios humanos, com os quais alimentam Tifon.
         Assim, auxiliados por um agente secreto do Santuário, o agente secreto Mei ( que da nome ao livro), Shun e Seiya vão até a Sicília o ( onde os gigantes originalmente estavam aprisionados) para interromper a chacina que estavam causando.
        Colocando um comparativo, na mitologia grega a história de Tifon e seus gigante é a seguinte (sendo esta uma das principais versões, não se esquecendo que cada cidade grega da antiguidade clássica era uma nação independente com mitos únicos de cada uma)
          Após Zeus derrotar o tirano Cronos e seus titãs, criando o monte o Olimpo com seus irmãos divinos, Gaia, a deusa da Terra e mãe de Cronos, se enfurece com o assassinato de seu filho e gesta vários monstros, os gigas, entre eles o casal Tifon e Equidna, para atacarem os olimpianos. Os deuses do Olimpo são derrotados e Zeus é aprisionado por Tifon. No entanto, o deus Hermes auxilia Zeus e o senhor dos relâmpagos lidera um novo ataque, desta vez reconquistando o Olimpo e prendendo Tifon sob o monte Etna ( um vulcão na Sicília cujas erupções seriam a fúria de Tifon). Desta forma, Zeus consolida seu reino e a maioria dos monstros gregos, como o Cérbero e a Hidra, são ou parte desta geração de deuses-monstros ou filhos do casal Equidina e Tifon. Sendo que Tifon, um monstruoso gigante meio-serpente, tinha o grande poder de controlar os ventos, sendo seu nome a origem da palavra tufão.
No próximo post falarei do segundo livro que conclui a historia : a Historia de Sangue!

  Foto: http://pt.saintseiya.wikia.com/wiki/Gigantomaquia
  Dicas: http://henshin.uol.com.br/2013/11/01/ainda-mais-novidades-de-saint-seiya/


quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Os guardiões do tempo

     
ficção cientifica, ficção espacial, literatura brasileira, literatura infanto-juvenil, viagem no tempo, os guardiões do tempo

     A maioria dos livros que temos infanto-juvenis de aventura atuais são originários da onda de Harry Potter, sendo livros estrangeiro cujo protagonista e' um pré-adolescente que descobre ter poder magico no sangue e luta contra monstros mitológicos ao redor do globo.
     Fugindo dessa formula, temos uma ficção cientifica brasileira que coloca seus personagens adolescentes viajando para o futuro para salvar o império galactico: Os guardiões do tempo! Se você curte a mistura de viagens espaciais com viagens pelo tempo como em Star Trek ou na triologia do Guia do Mochileiro das Galaxias, aqui temos um prato cheio!
     Lançado em 2009 pela Giz Editorial (uma empresa que publica vários autores nacionais) , de autoria de Nelson Magrine (engenheiro mecânico , estudioso e pesquisador com enfase em Cosmologia e Mecânica Quântica!), os protagonistas são o trio Rogério, Duda e Cica, levados ao futuro pelo fato de Duda ser a pessoa com o DNA mais próximo de um grande cientista desaparecido cuja invenção ajudaria a salvar o império.
     Cada capitulo apresenta uma planeta diferente, ao mesmo tempo que conta como ocorreu a evolução tecnológica e cultural da Terra ate se tornar a capital do império milênios depois, com pequenas reflexões sobre meio ambiente, linguagem, tecnologia e crescimento ( inicialmente pensei “todo futuro empresario deveria ler isso”, ate' que vi que o autor já tinha escrito livros de administração e percebi que ele sabia ainda mais do que esta falando).
     Um dos capítulos mais interessantes envolve o planeta Saber, criado pelo império para ser uma faculdade do tamanho de um planeta para atender a galaxia inteira! Varias pequenas reflexões são geradas sobre a educação neste capitulo e e' muito divertido, cheio das traquinagens aprontadas pelo trio para investigar esse mundo atras do cientista.
      O ultimo capitulo, que realmente atinge o clímax, gera um ótima reviravolta e amarra todas as pontas e mistérios do livro, com uma ótima discussão sobre viagem no tempo
     Só para completar, uma das frases do livro que mais me marcou e que não estraga muita coisa da trama e' quando e' dito que o império cresceu tanto sem olhar para o próprio mundo natal que este começou entrar numa catástrofe ecológica brutal, de forma que os outros povos duvidam cada vez mais da liderança do império, pois como a Terra e' capaz de administrar milhares de outros povos se não e' capaz de cuidar de si mesma?Esse e' o grande motivo pelo qual capacidade de liderança do império terrestre e' questionada severamente pelos outros povos da galaxia e cuja misteriosa solução esta nas mãos dos três jovens vindos do passado.



terça-feira, 5 de novembro de 2013

Oz

Acompanhando a onda de filmes de contos de fada que temos atualmente, a obra “Oz, Magico e poderoso”, de Sam Raimi (ele ainda vai ser visto como o grande criador de triologias! Darkman , Evil Dead, Homem-Aranha, raríssimos diretores conseguem fazer filmes que marcam a cultura em tantos gêneros, ainda mais trilogia!) fez retornar o interesse pela obra de  L. Frank Baum no mundo inteiro. Mais conhecida pelo clássico musical de 1939 , e' uma historia que encanta todas as geração, resultando em diversas adaptação, desenhos animados, quadrinhos, etc.
bruxo, Doroth, espantalho, fantasia, leão covarde, homem de lata, magico, magos, Oz, E quais são as características próprias do livro? O clássico musical não e' apenas uma transliteração do livro para telas. Muitos elementos foram criados para o cinema, como os sapatos de rubi de Dorothy ou fato dos personagens que ela conhece na terra encantada de Oz serem iguais aos parentes e amigas dela no Kansas.
No livro vemos descrito cada um dos 5 reinos que compõem Oz, as 4 bruxas que comanda os 4 reinos periféricos e e' muito mais detalhado o grande magico que comanda a cidade de esmeraldas, OZ( que e' muito mais pilantra e semelhante ao do Filme de Sam Raimi) , alem da origem aprofundada dos grandes companheiros de Dorothy(espantalho, homem-de-lata e o leão).
Unidos em sua busca pelos poderes do magico para realizarem seus desejos, mais do que o magico em si, sua própria jornada mostra como eles mesmos poderiam realizar seus desejos por conta própria, em descobrir que os recursos para isso já tinham dentro de si, mas o trabalho repetitivo que faziam diariamente impedia eles de vê-los. Como a coragem que o leao busca, acostumado a assustar seres menores covardes, descobre a verdadeira coragem quando persiste em percorrer os 5 reinos para ajudar seus novos amigos e desafiar as criaturas magicas que querem destruí-los. Ou o espantalho ,que deseja a inteligencia, mas todo dia apenas espanta corvos, Apenas quando arranja diversos enigmas para resolver e estrategias de luta para desenvolver contra os monstros descritos acima e' que sua inteligencia desperta.

 Mais do que o magico mostrar que já tinham o que queriam, que eles obtiveram por si só' seus poderes, o papel de OZ e' na verdade mostrar para Dorothy as profundezas da natureza humana que busca em outros guias milagrosos, quando a jornada pela aventura e' capaz de ser uma riqueza tao grande quanto o próprio tesouro final. Talvez por isso a própria estrada aparente ser feita de ouro (o tijolos amarelos).

Voltando para Malacandra

            Raptado da Terra por dois cientistas loucos  para servir de oferenda a uma divindade alienígena, o filólogo Ransom foge e se perde pelas paisagens do mundo de Malacandra, onde a própria distinção entre mineral, vegetal e animal e' um enigma por si só, sendo acolhido pelo povo horsa. Assim, inicia sua jornada aprendendo com cada uma das 4 especies alienígenas os segredos milenares do planeta e o real motivo de vinda ate' la'.
Após fazer uma analise básica de  Além do Planeta Silencioso
em http://letraseaventura.blogspot.com.br/2013/11/alem-do-planeta-silencioso.html , retorno agora com alguns ótimos momentos de reflexão do livro, estrelados pelos povos de Malacandra.

  Os Horsa: Com uma cultura muito semelhante aos hobbits de Tolkien, mas com um fisico e elementos culturais semelhante aos Ewoks de Guerra Nas Estrelas (Sera essa a fonte de George Lucas?), essa e' a resposta quando o humano pergunta porque ninguém daquele povo faz qualquer coisa que gosta, como comer e caçar, em excesso:  Quando você faz algo que gosta aquilo continua muito tempo depois, se repetindo de forma diferente cada vez que você lembra, descobrindo mais sobre aquele momento, ate' poder transforma-lo em poesia e imortaliza-lo. 

   Os Seroni: Fisicamente lembrando uma mistura entre elfos e gigantes, com uma cultura super refinada focada na astronomia, Falam o seguinte dos outros povos :Para os Horsa tanto faz se você conseguir algo ou não, desde que resulte numa bela poesia. Já o Pififtriggi preferem fazer coisas muito bonitas ou muito complicadas, mesmo se imuteis, não fazendo coisas simples que poderiam facilitar o dia a dia. No entanto, a dedicação poética dos primeiros e' que permite a existência da língua fala e o prazer no manufatura dos segundos que resulta na tecnologia do planeta.

   Os Pfifltriggi: Fisicamente lembrando um homem sapo e mentalmente lembrandos os anoes classicos, mineiros e artesaos, assim questionam o  sobre a divisão de trabalho operário e intelectual da produção tecnológica humana: Como alguém pode saber o que e' trabalhar com ouro se não o extrai de suas cavernas, passa dias ser ver a luz do sol ate aprender a distinguir cada tipo de minério e trabalhar com ele a ponto de senti-lo fluir dentro de si? 

   Os Eldila:Seu corpos são feitos de uma matéria tao diferente que podemos dizer seu corpo não e' humanoide, mas sim suas almas, diferindo de qualquer criatura viva da Terra e de Malacandra, no limite entre o orgânico e o inorgânico, assim falam com um dos cientistas humanos: Você adquiriu grande conhecimento de fisica em seu mundo e por isso conseguiu construir sua nave espacial, mas fora isso, todo restante de sua mente e' de um animal.

domingo, 3 de novembro de 2013

Orgulho e preconceito

era vitoriana, Jane Aunsten, Orgulho e preconceito, Romance, era giorgiana

                                          
Escrita no inicio de século 19, “Orgulho e Preconceito” é uma das principais obras de Jane Austen, sendo ótima para conhecer o clima sociocultural que marcou o inicio da era vitoriana (como a ascensão da carreira militar devido as guerras laponeonicas e da burguesia agrária no principio da revolução industrial) o que ajuda a compreender a origem do ambiente cultural em que vive os personagens  assim como os próprios autores  clássicos desse período, como Sherlock Holmes, as obras de Julio Verne e toda a literatura Steampunk.
         Conhecer a obra de Jane é entender melhor a base das novelas que predominam na TV atualmente, com todos os arquétipos clássicos (a ricaça que manipula tudo, as piriguetes atrás de marido rico, as lutas de ascensão e queda entre famílias ricas, o namoro proibido por questões econômicas, entre outras), além de serem as fãs de Jane Aunsten as precursoras do gênero fanfics.
        Retornando a história, o título do livro é dado pela relação conflituosa entre o milionário Sr. Darcy e a protagonista Elizabete.
         O primeiro apresenta uma série de características que considero serem as bases pra criação, um século depois, do professor Snape de Hary Potter. Um personagem obscuro, retraído, conhecido por sua arrogância e boatos maldosos de sua fortuna, que ninguém sabe como pode ser amigo de longa data do personagem, mais benevolente do livro, o Sr. Bingley ( que podemos comparar com o contato entre Snape e Dumbledore)
         Já a protagonista é bem diferente do esperado das meninas da época. Fã de literatura, mais amiga de seu pai (culto e reservado) em quase oposição à mãe (fofoqueira e chiliquenta) e de suas irmãs (que só pensam em namorar e arranjar um marido rico), excetuando, por sua irmã e confidente Jane( esta é uma pessoa simples e que busca ver só o lado bom das pessoas). Considerando sua aparência e personalidade, acredito que pode ter sido uma das bases pra outra personagem da septualogia do menino-bruxo, a menina gênio Hermione.
        A posição de luta entre os dois é quebrada quando percebem que foram levados pelos pré-conceitos que tinham da família um do outro, problemas gerados pelo excesso de orgulho nas posições que tinham perante os outros.
        Esse orgulho e preconceito permeia todos os personagens, cada um com sua carapaça mental criada para enfrentar os problemas do mundo, que não percebem que, independente de sua postura, sempre enxergarão apenas fragmentos da realidade, necessitando da humildade e da mente aberta se quiserem sair do ciclo vicioso de problemas em que estão. Isso se torna fundamental para o quase-casal Elizabeth e Darcy se libertarem disso e, desta forma, poderem salvar aqueles que amam de um amargo destino.

               Imagem: Benethom , da Wkipedia

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Além do Planeta Silencioso

          
aventura, C.S. Lewis, ficção cientifica, ficção espacial, livros, trilogia cósmica, além do planeta silecioso

             Olá para todos!
            Muito famosa  é a obra “As crônicas de Narnia”, com seus 7 livros varias vezes republicados, com um jetio próprio de lidar com um mundo de fantasia infanto-juvenil, ainda mais com seus filmes recente e o início da produção do quarto filme da série , “A cadeira de prata” ( http://omelete.uol.com.br/cinema/cronicas-de-narnia-cadeira-de-prata-sera-o-proximo-filme-da-fraquia/ ), mas aqui falarei do outra produção de C.S Lewis, pouco conhecida e que compõe um triologia de ficcção científica para um publico mais maduro., inciando pelo livro “Além do planeta silencioso”.
            Neste livro o protagonista é um filólogo (especialista em linguagens) levado para um planeta alienígena, sendo o personagem uma homenagem ao também filólogo e melhor amigo de Lewis, o escritor J. R R. Tolkien! Sim, o escritor de Senhor dos Anéis!
            A descrição da viagem pelo espaço assim como da introdução ao planeta estranho é simplesmente formidável, com toda a adapatação dos 5 sentidos ao novo ambiente, dúvidas básicas  ( o que é comestível? O ar de tal lugar é respirável? Até o que é rocha e o que é orgânico naquele mundo?) , culminando no contato com 4 raças alienígenas distintas.
            Cada espécie com corpo e tipos psicológicos próprios, que, muito mais humanóides do que humanas, física e mentalmente, cada uma com uma filosofia e estilo de vida distintos, que no início parecem conflituosos entre si, mas que mostram uma complementaridade incrível com o a quarta raça. E Lewis usa isso para demonstrar reflexões e posicionamentos filosóficos profundos diferentes, tanto os conflitos aparentes entre essas filosofias quanto sua real complementaridade.
            Os horssa, seroni e pfifltriggi, lembrando os Hobitts, elfos e anões, respectivamente, mas com traços muito mais distintos tanto entre si quanto dos humanos. Seria os mesmo que comparar, em Star Trek, os vulcanos com os elfos e o os Klingons com os orks .Comentar a quarta especie é quebrar uma das principais surpresas do livro, mas digamos apenas seus integrantes não são feitos da mesma matéria que forma o planeta Terra e o mundo de Malacandra.
            Além disso, temos toda a história do planeta, com suas civilizações anteriores e a evolução das atuais, revelada ao longo da história, assim como uma ligação milenar com a própria Terra.
            Se você que um livro que te emerge e que faz faz você pensar sobre diversos posicionamentos de filosofia de vida, voe eté o planeta Malacandra em “Além do planeta silencioso”, cujo nome terráqueo  é revelado no final.  Para ver mais informações sobre o livro, clique aqui.
   Foto: copyright ComputerHotline http://17624.openphoto.net

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Bruxos e seus animais magicos

    
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   Inaugurando no dia das Bruxas, inicio meu blog literario com a obra que fez as milhares de pessoas do mundo inteiro adquirirem o prazer da leitura!
      Atualmente uma nova franquia para o cinema derivada de Harry Potter encontra-se em produção, baseado no livro spin-off da serie de mesmo nome: “Animais Fantásticos e onde habitam”, um manual que detalha as criaturas místicas do mundo de Harry e o relacionamento destas com os bruxos da série principal.
      Nesse contexto, aguardo ansiosamente para que apareça o elemento que mais me encantou no universo do menino-bruxo mas cujas tramas paralelas dos livros que o mostravam quase não foram usados no cinema, um elemento presente desde o primeiro livro que se expande ao longo da série mas que quase foi cortado na adaptação cinematográfica:os conflitos étnicos do mundo de fantasia.
      Logo no primeiro livro temos Harry extremamente maltratado e descriminado por seus tios, descobrindo que eles o tratavam assim por ser descendente de bruxos, só cuidando dele porque, após a morte de seus pais, foram intimados pelas autoridades de magia a cuidar dele. Quando entra na escola de magia, inicialmente fascinado por agora poder viver num mundo fantástico, agora enfrenta a situação inversa: famílias de bruxos extremamente arrogantes que descriminam qualquer um que tenha não-bruxos na família( humanos, gigantes etc).
       E aqui temos os fatores acentuados nos livros e que ficaram em segundo plano nos filmes:  Ao longo da série o conflito se acentua, com o horror de heroína Hermione ao descobrir o uso de trabalho escravo de outras raças humanoides como fonte de recursos de vários bruxos, chegando ao apogeu quando descobrimos que os vilões da série, Voldemort e seus Comensais da Morte, tem como principal objetivo escravizar todas as raças não-bruxas, incluindo os humanos normais e bruxos com “sangue ruim” (os com famílias mestiças descritos acima).
       O próprio Harry, além de lutar contra o retorno do Comensais, precisa lutar contra seu lado interno negativo, pois eé descendente de heróis que lutaram contra Voldemort no passado e idolatrado por muitos por causa disso, precisando derrotar a tentação da arrogância e da prepotência para não se tornar alguém igual ou pior que o vilão que enfrenta.
       A série se encerra mostrando o grau de poder que a união gera, desde os 4 grandes magos com visões extremamente distintas que se uniram séculos atrás pra fundar a escola de magia até o fato do diretor ser um dos maiores bruxos do planeta por de ter aprendido não apenas a magia tradicional mas também com todos os seres humanoides.  O ponto culminante está no fato de que Harry, quando recém-nascido, ter sobrevivido ao ataque mais poderoso do maior vilão da franquia não por causa de um magia ou técnica mais forte que seus pais conhecessem quando o protegeram, mas porque o poder do amor dos pais dele era tão forte a ponto de neutralizar o poder do bruxo das Trevas, esse amor que ao longo da série é o verdadeiro combustível que permite a Harry e seus amigos se tornarem cada vez mais fortes e derrotarem o mal nos 7 livros da coleção.
   Anseio para que o novo filme da J.K. Rowling traga mais desse elemento tão importante de seus livros para a tela grande
  Foto:copyright Sarah Klockars-Clauser http://22885.openphoto.net